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Domingo, 18 de abril de 2021
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Coluna

Carta aberta ao assessor eclesiástico do Conselho Diocesano de Leigos da Diocese de Foz do Iguaçu.

Contudo o que nos há afligido não tem sido a pandemia, senão a má condução de seus efeitos e os errôneos esforços

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Colinas do Tocantins, 27 de março de 2021:  véspera do Domingo de Ramos – 14 de Nissan de 5781 (Shabbath HaGadol).

Reverendíssimo Senhor,

Pax Domini Tecum.

Peço sua bênção.

Este ano coincidem as celebrações pascais de ambas as narrativas que constituem nossa tradição bíblica: na manhã de hoje, com a retirada, nas casas judias, de todo alimento fermentado ou levedado (chametz), só se pode comer a matzah (pão ázimo) até o próximo sábado (é a Festa dos Ázimos, celebrada do dia catorze ao vinte e um de Nissan: Ex 12, 17-20); e, no oitavo dia, celebra-se a Pessach – no mesmo dia em que celebraremos a vitória de Yehoshúa HaNatzrati (Jesus Nazareno) sobre a Morte: a memória de Sua ressurreição, quando Ele passa a ser o Primogênito dos Mortos (Cl 1, 18d).

Então, hoje, seja para a Brit Milah (o Pacto da Circuncisão: a primeira Aliança), seja para a Brit Chadashah (o Pacto Renovado: a nova Aliança) – inicia-se um tempo arquetipicamente assinalado por símbolos de Renovação: ressurgimento, renascimento. A cada ano, entre os judeus da Diáspora, renova-se a expectativa do retorno à Eretz-Yisra’el (Terra de Israel): no fim da celebração pascal judaica, a oração L'Shana Haba'ah renova a esperança do retorno à Terra Prometida (“L'Shana Haba'ah B'Yerushalayim!” = “Ano que vem, em Jerusalém!”). 

Para os judeus que já se encontram na Palestina, a L'Shana Haba'ah implica uma ideia de retorno temporal, e não espacial: “L'Shana Haba'ah B'Yerushalayim Habnuiá!” = “Ano que vem, na Jerusalém reconstruída!”; trata-se, portanto, da renovação da expectativa do retorno aos tempos do Beyt-haMikdash (o Templo de Jerusalém).

Nós, cristãos, a cada solenidade pascal, renovamos nossa confiança na Techiyath-ham-Methim (a Ressurreição dos Mortos): a exemplo de Yehoshúa, as primícias da Ressurreição – acreditamos que nosso basar (o corpo, em sua carnalidade) será, não só revivificado, porém sim glorificado, isto é, ganhará propriedades que superarão suas atuais limitações com relação à finitude biológica (a corrupção, em sua materialidade). 

E essa glorificação de nossa corporeidade, claro, implicará uma remissão do Tempo e da História: esperamos, uma vez ressurretos (de uma vez para sempre), viver sob novos céus e numa nova terra (Ap 21, 1a) – o que significa estabelecer relações interpessoais e normas de organização social plenamente orientadas pelos princípios da Paz, da Justiça e da Solidariedade (Is 2, 4), e viver numa realidade material marcada pela abundância e pela saciedade (Am 9, 13). Tal realidade paradisíaca, inclusive, não será apenas humana: estender-se-á ao conjunto de toda a Criação (Is 65, 25a), de sorte que a remissão de nossa corporalidade (pela ação soteriológica de Yehoshúa, em sua quádrupla dimensão: encarnação, ensinamento, morte e ressurreição) significará a redenção de todo o Cosmos em sua naturalidade (Rm 8, 19-21).

Porém também se pode associar ao período pascal, ademais do sentido de Revivescência e todos os bons sentimentos associáveis a um novo começo – uma ideia de Justiça: a Pessach, em ambas as tradições, sucede a um sacrifício e implica uma expectativa de retribuição.

Com efeito, o dia 14 de Nissan é marcado pela morte dos primogênitos egípcios: seres humanos e animais (Ex 11, 5). De fato, o Êxodo não se deu senão após esse sacrifício, e o fato de tal não haver-se dado entre os bney-Yisra’el passou a acarretar, na época sacerdotal, a necessidade do resgate (Ex 13, 13c): uma vez que todo macho (homem ou animal) que abre o útero pertence a Yahweh (isto é, deve ser sacrificado a ele), para poupar a vida dos primogênitos israelitas era necessário sacrificar, em seu lugar, um animal: um cordeiro, para ser mais exato.

Esse princípio de “acerto de contas”, que marcou a economia sacerdotal entre Yahweh e seu povo no episódio bíblico que é considerado o “nascimento” dos bney-Yisra’el como Yahadut (Nação): a Pessach – de modo que cada rito pascal judaico simboliza um renascimento, uma “ressurreição” dos israelitas enquanto Am-HaElohim (Povo de Deus) –, constitui igualmente o princípio do regaste dos bney-‘Adam (os seres humanos) na Páscoa cristã.

Afinal foi necessário o sacrifício sangrento de Yehoshúa para instaurar a economia soteriológica da Brit Chadashah: desde que faça a adesão aos ensinamentos de HaRabbuni (o Mestre), o que implica, não só crer em Sua autoridade, senão praticar efetivamente o que Ele ensinou (Mt 7, 21-23), todo ser humano pode assumir a remissão do seu pecado [ou seja, sua condição de Hostilidade e Inimizade à realidade concernente à Malchut HaElohim (o Reino de Deus): a Condenação] pelo sacrifício de HaNatzrati, que assume então a função do Seh-HaElohim (o Cordeiro de Deus) – cuja morte sacrificial, para o indivíduo remido [não apenas por crer na eficácia do sacrifício de HaSeh (o Cordeiro), senão por comprometer-se com a obediência aos ensinamentos de HaRabbuni – cujo fulcro é o Amor entre os discípulos (Jo 15, 12), e cujo propósito é ocupar-se em contribuir para o bem-estar dos outros seres humanos, prioritariamente dos socialmente mais vulneráveis: Mt 25, 34-37.40], estabelece  uma economia de Paz e Amizade com Elohim: a Salvação.

Por isso, inspirado por esse aspecto de Justiça que também se associa ao tempo pascal, resolvi partilhar com Vossa Senhoria Reverendíssima uma reflexão acerca da necessidade política de as pessoas de boa-vontade – mormente nós outros, cristãos – se empenharem socialmente pela retribuição jurídica (civil e penal) de todo os responsáveis, no âmbito político-administrativo (mormente na esfera do Governo federal), pelo descalabro humanitário que nos acomete e assola.

Porque é preciso assinalar, Reverendo Padre, que o advento da atual pandemia é uma contingência biológica: ao longo da história natural de nossa espécie, temos tido contato com diferentes vírus que, migrando do contexto zoológico para a nossa realidade demográfica, nos vêm afligindo com enfermidades, algumas com a magnitude de epidemias e até pandemias. Não há responsabilizáveis quanto a semelhante fatalidade.

Contudo o que nos há afligido não tem sido a pandemia, senão a má condução de seus efeitos e os errôneos esforços pela contenção da proliferação do patógeno. E é preciso que se diga mais: tais demonstrações de ineficiência – fartamente pontuadas por demonstrações de insensibilidade humana e insolidariedade social – não redundam simplesmente da inépcia, como sói afirmar-se, e sim de uma opção necropolítica na condução da mais grave crise sanitária de toda a história do Brasil.

Por ser um termo hoje muito em voga, quiçá o vocábulo necropolítica lhe saiba, aqui, a modismo, Reverendo Padre; no entanto garanto a Vossa Senhoria Reverendíssima que seu uso, nestas linhas, é categórico. À luz da elaboração conceitual e da reflexão sistemática da conjuntura política brasileira ensejadas pela vitória eleitoral da extrema direita em 2018 – levada a cabo, entre outros pensadores brasileiros, pelo filósofo Vladimir Safatle (em diversos artigos, palestras e classes) – essa categoria de filosofia política, tomada ao filósofo e historiador camaronês Achille Mbembe, tem servido para demonstrar que, ao contrário do que sói ocorrer nos países industrializados do Atlântico norte (eixo Europa ocidental–Estados Unidos), a engenharia de gestão social em nações como a nossa, de gênese colonial, costuma ocupar-se, não da Vida (disciplinando-a e normalizando-a, como teoriza a biopolítica inaugurada por Michel Foucault), porém sim da Morte – sistematizando e otimizando a aplicação da violência mais crua às camadas demograficamente majoritárias, mas politicamente menoscabadas, da sociedade.

No caso da crise sanitária levada a termo pela negligência no controle da proliferação do SARS-COV2 em todo o território nacional, os pilares necropolíticos erigidos pelo Governo federal orientam-se, como o explica a livre-docente Deisy Ventura, professora titular da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro de uma equipe que, desde o início da pandemia no Brasil, vem monitorando e analisando os atos da administração pública no enfrentamento da crise – por uma lógica: a consecução da suposta imunidade coletiva por contágio (vulgarmente conhecida como “imunidade de rebanho”).

Em entrevista concedida, no último dia vinte e quatro, a Atila Iamarino – doutor em microbiologia e difusor do conhecimento científico nas redes sociais – a Dr.a Ventura demonstra que, a exemplo de outros países (Grã-Bretanha, Holanda e Suécia), o Governo federal achou por bem apostar na gestão da crise conforme a insustentável orientação de expor a população à infecção em massa a fim alcançar uma imunização “natural, barata e eficiente”.

Os governos europeus que igualmente apostaram nesse absurdo obscurantista, logo voltaram atrás (com exceção da Suécia, que só recentemente reconheceu haver falhado com a população de seu país por adotar semelhante engodo pseudocientífico): como sua lógica de engenharia de gestão social se orienta pela biopolítica, assim que se deram conta de que o custo em vidas seria, não apenas elevado, mas inútil, os gestores públicos que, na Europa, tomaram a peito a “imunidade de rebanho” – prontamente passaram a seguir os protocolos internacionalmente defendidos por todas as universidades, institutos de pesquisa e agências de saúde que gozam prestígio internacional. 

A própria Organização Mundial da Saúde demonstrou, insofismavelmente, que o conceito de imunidade coletiva por contágio, se é aplicável ao controle sanitário de rebanhos (especialmente o de gado vacum), não o é no controle epidemiológico em humanos.

Diante de tantas evidências, mesmo o governo do primeiro-ministro britânico Boris Johnson – incialmente aferrado ao discurso de “salvar a saúde da economia” – se apressou a seguir o bom-senso e a orientar-se pelos protocolos técnico-científicos: controle da circulação de pessoas, adoção rígida de cuidados pessoais (como o uso de máscara), testagem em massa e imunização generalizada.

Já o Governo federal em nosso país, que se ocupa com a sistematização da Morte nas camadas marginalizáveis de sua população, e não com a “gerenciamento social” da Vida no conjunto da sociedade – tem-se esmerado em levar adiante a “cartilha da imunidade de rebanho”. Até o presente momento, cumprido o primeiro aniversário do surto pandêmico no Brasil, o Governo segue firme em seu propósito necropolítico de forçar (isso mesmo: forçar) a maioria dos brasileiros a “levar uma vida normal”, não importa quantas centenas de milhares de cadáveres se tenha de empilhar.

Destrinçando a racionalidade do aparente desleixo e incompetência na condução federal da pandemia, Deisy Ventura assinala os três pilares da implementação e sustentação das diretrizes político-administrativas em prol de salvaguardar a acumulação primitiva do capital à custa do adoecimento e da morte de um contingente crescente de cidadãos:

1) Normalização jurídica: – Segundo a pesquisadora, impressiona a imponência do arcabouço legal erigido pela União com vistas a desmobilizar todos os âmbitos do controle sanitário da pandemia: há decretos presidenciais que vão desde a não-obrigatoriedade do uso de máscaras até desobrigação de atendimento prioritário aos povos originários (em termos imunológicos, os mais suscetíveis à infecção pelo novo coronavírus);
2) Obstrução dos esforços nas esferas estadual e municipal da gestão pública: – A presidência da República, em particular, resolveu travar uma verdadeira guerra contra os governos e os prefeitos que têm feito o possível, ou mesmo o mínimo, para evitar o colapso da rede médico-hospitalar. Em suas escaramuças, o Executivo federal não poupa nenhuma estratégia: desde o atraso no repasse de verba para o combate à pandemia até a incitação do ódio popular às autoridades de estados e municípios.
3) “Guerra contra a saúde pública”: – Ao Governo federal tem ocorrido o propósito de hostilizar um dos maiores patrimônios sociais do Brasil – e um dos principais recursos da logística necessária à superação da pandemia: o SUS. Não só o establishment vem empenhando-se em desautorizar todas as instâncias técnico-científicas – nacionais e internacionais – que sustentam os protocolos, normalizações e diretrizes da rede de assistência (da OMS à Fiocruz), senão também tem chegado ao cúmulo de incitar seus seguidores a invadir hospitais e afrontar profissionais de saúde. O maior dano, todavia, segundo Deyse Ventura, há sido a inculcação, na população, de uma “hesitação vacinal” – descontruindo uma cultura profilática angariada ao longo da consolidação do Programa Nacional de Imunização – uma conquista da saúde pública brasileira que tem exigido quase cinquenta anos de investimento, trabalho, pesquisa e gestão.

Não me deterei mais na demonstração da condução necropolítica do descalabro humanitário que nos acomete e assola: convido Vossa Senhoria Reverendíssima a assistir à entrevista, cujo link segue no fim desta epístola. Ademais de corroborada em fartos dados científicos e claras evidências empíricas, a exposição da Dr.a Ventura é de fácil assimilação.

E a condução da entrevista não é menos elogiável. A título de síntese do que busquei demonstrar até aqui, lavro uma analogia com que Atila Iamarino ilustra a insensibilidade humana e a insolidariedade social que hão sublinhado a sanha necropolítica, por parte da instância federal da administração pública, de tentar garantir a acumulação de riquezas a despeito da perda diária de almas – à razão, hoje, de três mil mortos por dia.

O entrevistador convida-nos a imaginar a seguinte situação. Se a população brasileira estivesse toda em um avião, e o presidente da República convidasse os passageiros a saltar sem paraquedas, é improvável que alguém se dispusesse a pular. Porém, como o intuito seria justamente induzir as pessoas a fazê-lo, então se daria uma mochila que aparentemente teria um paraquedas, e convidar-se-iam os brasileiros a atirar-se.  

Encerro estas considerações frisando o seguinte: partindo do princípio que a evidente má gestão federal da crise não é consequência de sua inépcia em proteger a população do vírus, e sim o resultado de sua insistência em aplicar a imunidade coletiva por contágio – um método sabidamente ineficaz e amplamente condenável como estratégia de controle epidemiológico – então não basta submeter o presidente da República a um processo de impeachment ou impingir-lhe uma derrota nas urnas. Não: é preciso responsabilizá-lo e a todos os seus colaboradores, asseclas e cúmplices em termos cíveis e criminais.

Vladimir Safatle, em suas investigações filosóficas sobre a necropolítica brasileira, tem ressaltado que governos de orientação fascista, como o staff encabeçado por Jair Bolsonaro, tendem a desenvolver práticas suicidárias: a exemplo de casos como o de Mussolini ou de Hitler, projetos fascistas de poder são insustentáveis; encaminham-se rapidamente à implosão por conta da radicalidade de sua inclemência ante o sofrimento de seus próprios governados. 

No entanto não se pode esperar que um governo fascista “caia de podre” – principalmente quando se está acossado por uma pandemia e seus nefastos desdobramentos na economia e em outras dimensões que compõem o dia a dia. Do contrário, o número de vítimas de seu carnaval de horrores pode ser tal, que o país não mais consiga desvencilhar-se da barbárie.

Ademais do empenho por apear os fascistas do poder, é igualmente imprescindível submetê-los à Corte internacional por crimes contra a humanidade. Senão, nas próximas crises de vulto – e é consenso, na comunidade científica internacional, por exemplo, que não tardará outro surto epidemiológico com potencial para lograr a magnitude de uma pandemia –, os partidários da necropolítica poderão, como um patógeno oportunista, valer-se da debilidade na organização social para promover outro projeto suicidário de poder – e levar consigo sabe-se lá quantas centenas de milhares de almas.

Em entrevista concedida ao canal Tutaméia no último dia vinte e três, o psicanalista Christian Dunker recomenda uma medida profilática sociocultural contra futuras disrupções políticas suicidárias em nosso tecido social: a aplicação da “vacina de Nuremberg” – isto é, a instauração de um processo, na Corte Internacional de Haia, contra os responsáveis pelo genocídio decorrente da opção obstinada pela “imunidade de rebanho” e pelo “tratamento precoce”, entre outras falácias com que as autoridades governamentais vêm persuadindo a população brasileira a saltar ao abismo da imprudência sanitária e da falsa sensação de segurança imunológica.

E, como em todo processo levado a cabo contra inimigos da humanidade, oxalá não se esqueçam de arrolar, nos autos da Corte de Haia, além dos responsáveis pelo genocídio, seus colaboradores, asseclas, caudatários e cúmplices: empresários, personalidades públicas, profissionais dos meios de comunicação de massa ou influenciadores das redes sociais, integrantes do parlamento e membros dos tribunais de justiça.

Ao fim e ao cabo, para dissipar qualquer má impressão que estas linhas possam causar a Vossa Senhoria Reverendíssima – por referir-se a processos e tribunais numa semana em que se espera introspecção religiosa e ascese espiritual – termino lembrando que, em todo o Mikrah (a Bíblia), a Revelação nunca se dissocia das preocupações inspiradas pela busca da Justiça. Mesmo quando se trata de um aspecto extremamente íntimo na relação entre o crente e Elohim, como a preocupação individual com a própria subsistência – a exortação evangélica (em Mt 6, 33) enfatiza que se deve, antes de tudo, buscar a Malchut Shamayim (o Reino dos Céus) e sua Justiça (frise-se: sua Justiça), e tudo o de que se necessita é acrescentado.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Despeço-me de Vossa Senhoria Reverendíssima em Paz e Amizade: sintamos como se trocássemos o ósculo santo (II Co 13, 12).

Chag Pessach Sameach.

Atenciosamente,

Marco Roberto de Souza Albuquerque.

https://www.youtube.com/watch?v=spvxzjMNYbo&t=4s

 

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Fonte/Créditos: Marco Roberto de Souza Albuquerque

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