//Polícia Federal faz buscas na casa da mãe do senador Aécio Neves

Polícia Federal faz buscas na casa da mãe do senador Aécio Neves

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (20) três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os agentes estão na casa da mãe do parlamentar; na casa de Frederico Pacheco, primo de Aécio Neves; e em uma empresa de comunicação que seria de Pacheco e da irmã do senador, Andrea Neves.

De acordo com a Polícia Federal, a operação busca elementos que indiquem lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

Ainda não se sabe se a operação desta quinta tem relação com a ação da última terça (11), quando imóveis do senador e deputado eleito Aécio Neves (PSDB) e da irmã Andréa Neves, tanto no Rio de Janeiro quanto em Minas Gerais, foram alvos de mandado de busca e apreensão.

Na ocasião, também foram alvos de busca o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e a deputada federal Cristiane Brasil (PTB). Ambos teriam emitido notas frias para Aécio Neves. Os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN), além do deputado federal Benito da Gama (PTB-BA), também estão envolvidos na operação.

De acordo com as delações do executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, o senador tucano teria recebido quase R$ 110 milhões em propina. Ainda segundo as investigações, Aécio comprou o apoio político do Solidariedade por R$ 15 milhões; empresários paulistas teriam contribuído com doações de campanha e caixa 2, por meio da emissão de notas frias.

A operação da última terça tinha ligação com a operação Patmos, deflagrada em maio de 2017, baseada em um áudio entregue à PGR por Joesley Batista no qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato. A entrega do dinheiro foi gravada pela Polícia Federal.

Nesta operação foram presos a irmã de Aécio, Andréa Neves; o primo do senador tucano Frederico Pacheco de Medeiros; o procurador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ângelo Goulart Villela; o assessor do senador Zeze Perrela e uma irmã do doleiro Lucio Funaro. (DP)