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Yanomamis estão ameaçados por garimpo no Brasil, destaca Le Monde

O jornal francês Le Monde traz uma longa reportagem, informando que no Brasil os índios Yanomamis são ameaçados pelos garimpos.
Yanomamis estão ameaçados por garimpo no Brasil, destaca Le Monde
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Yanomamis estão ameaçados por garimpo no Brasil, destaca Le Monde

O jornal francês Le Monde traz uma longa reportagem, informando que no Brasil os índios Yanomamis são ameaçados pelos garimpos. Segundo a correspondente Claire Gatinois, encorajados pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro, milhares de garimpeiros clandestinos têm invadido as terras indígenas.

De acordo com a reportagem, esses grupos carregam, também, epidemias mortais, brigas e prostituição que colocam em risco a vida nas aldeias. Seriam entre sete e dez mil garimpeiros, segundo estimativas da fundação Nacional do Índio, a Funai, e não menos do que 20 mil, de acordo com o cacique Yanomami Davi Kopenawa.

“Eles vêm de avião, de barco e mesmo a pé. Nos ameaçam com armas, poluem nossos rios com mercúrio, trazem malária e pneumonia”, diz Dario Kopenawa, vice-presidente da Associação Yanomami. Entrevistado pela reportagem do Le Monde, o lider indígena denuncia, ainda, que o governo brasileiro não os protege e quer autorizar a mineração em seus territórios.

O texto da reportagem diz que as atividades desse garimpos seriam financiadas por empresas obscuras e mesmo por políticos. E que a atividade cresceu a partir de setembro de 2018, a ponto de as exportações de ouro, a partir de Roraima, terem chegado a 194 quilos no período. O Estado localizado ao norte do país, na fronteira com a Guiana, não tem, no entanto, nenhuma jazida legal em exploração recenseada pelo governo.

O impacto socioambiental dessas atividades é enorme, de acordo com Guilherme Augusto Gomes Martins, membro da Funai ouvido pelo Le Monde.

O jornal lembra que esse fenômeno não é novo. Desde os anos 1980, importantes riquezas minerais em terras indígenas estimularam uma verdadeira corrida do ouro, conduzindo a um massacre por homicídios ou doenças em aproximadamente 30% dos Yanomamis.

A situação agora está fora de controle, disse à reportagem Marcos Wesley, do Instituto Socioambiental (ISA). A crise econômica que atinge o Brasil há quatro anos, assim como a onda de imigração daqueles que fogem do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, explicam, em parte, a retomada das explorações em busca de ouro na Amazônia.

Ao entrevistar especialistas na área, a  reportagem do Le Monde diz que os discursos do presidente Jair Bolsonaro, de armar os fazendeiros e grandes proprietários de terra, e de acabar com a transformação de terras indígenas em santuários e integrar os índios à sociedade, através da exploração de suas terras, é, na realidade, o principal fator de motivação para as invasões.

Sarah Shenker, pesquisadora da ONG Survival Internacional afirma que, em essência, Bolsonaro declarou guerra às populações indígenas.

“Não existem mais regras na região”, ressalta o missionário italiano Carlo Zacquini, outro ativista ouvido pelo Le Monde. Frequentador das terras Yanomamis desde 1965, e co-fundador da Comissão pró-Yanomami, ele denuncia que nem mesmo a Funai tem mais os meios de fazer um bom trabalho nas florestas devido à restrições orçamentárias. 

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O jornal francês Le Monde traz uma longa reportagem, informando que no Brasil os índios Yanomamis são ameaçados pelos garimpos. Segundo a correspondente Claire Gatinois, encorajados pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro, milhares de garimpeiros clandestinos têm invadido as terras indígenas.

De acordo com a reportagem, esses grupos carregam, também, epidemias mortais, brigas e prostituição que colocam em risco a vida nas aldeias. Seriam entre sete e dez mil garimpeiros, segundo estimativas da fundação Nacional do Índio, a Funai, e não menos do que 20 mil, de acordo com o cacique Yanomami Davi Kopenawa.

“Eles vêm de avião, de barco e mesmo a pé. Nos ameaçam com armas, poluem nossos rios com mercúrio, trazem malária e pneumonia”, diz Dario Kopenawa, vice-presidente da Associação Yanomami. Entrevistado pela reportagem do Le Monde, o lider indígena denuncia, ainda, que o governo brasileiro não os protege e quer autorizar a mineração em seus territórios.

O texto da reportagem diz que as atividades desse garimpos seriam financiadas por empresas obscuras e mesmo por políticos. E que a atividade cresceu a partir de setembro de 2018, a ponto de as exportações de ouro, a partir de Roraima, terem chegado a 194 quilos no período. O Estado localizado ao norte do país, na fronteira com a Guiana, não tem, no entanto, nenhuma jazida legal em exploração recenseada pelo governo.

O impacto socioambiental dessas atividades é enorme, de acordo com Guilherme Augusto Gomes Martins, membro da Funai ouvido pelo Le Monde.

O jornal lembra que esse fenômeno não é novo. Desde os anos 1980, importantes riquezas minerais em terras indígenas estimularam uma verdadeira corrida do ouro, conduzindo a um massacre por homicídios ou doenças em aproximadamente 30% dos Yanomamis.

A situação agora está fora de controle, disse à reportagem Marcos Wesley, do Instituto Socioambiental (ISA). A crise econômica que atinge o Brasil há quatro anos, assim como a onda de imigração daqueles que fogem do regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, explicam, em parte, a retomada das explorações em busca de ouro na Amazônia.

Ao entrevistar especialistas na área, a  reportagem do Le Monde diz que os discursos do presidente Jair Bolsonaro, de armar os fazendeiros e grandes proprietários de terra, e de acabar com a transformação de terras indígenas em santuários e integrar os índios à sociedade, através da exploração de suas terras, é, na realidade, o principal fator de motivação para as invasões.

Sarah Shenker, pesquisadora da ONG Survival Internacional afirma que, em essência, Bolsonaro declarou guerra às populações indígenas.

“Não existem mais regras na região”, ressalta o missionário italiano Carlo Zacquini, outro ativista ouvido pelo Le Monde. Frequentador das terras Yanomamis desde 1965, e co-fundador da Comissão pró-Yanomami, ele denuncia que nem mesmo a Funai tem mais os meios de fazer um bom trabalho nas florestas devido à restrições orçamentárias. 

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