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Voces del Sur lança dossiê sobre ataques à imprensa na América Latina

A pesquisa é resultado do monitoramento de ações contra a imprensa e a liberdade de expressão realizado em 11 países.
Voces del Sur lança dossiê sobre ataques à imprensa na América Latina
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Voces del Sur lança dossiê sobre ataques à imprensa na América Latina

O projeto Voces del Sur, composto por Abraji e outras dez organizações da sociedade civil, contabilizou 630 ataques contra jornalistas entre janeiro e junho de 2020. Os dados estão disponíveis no dossiê “182 dias de contrastes: a situação da imprensa na América Latina”, publicado hoje, 28.jul.2020. O relatório mostra que 708 profissionais e veículos de imprensa foram alvo das agressões.

A pesquisa é resultado do monitoramento de ações contra a imprensa e a liberdade de expressão realizado em 11 países. O texto destaca a emergência de uma nova agenda comum entre os meios de comunicação latino-americanos, uma vez que, a partir de março, a disseminação do novo coronavírus impôs uma crise sanitária global, agravada pela desinformação.

Segundo o documento traduzido para o português por Juliana Fonteles, assessora jurídica da Abraji, agressões físicas são os casos mais recorrentes, seguidas de discursos estigmatizantes — aqueles feitos apenas por políticos e agentes públicos. No primeiro semestre de 2020, o projeto Voces del Sur identificou 609 agressores contra profissionais de imprensa ou meios de comunicação no continente.

O dossiê faz um alerta também sobre medidas de combate à informação falsa que podem se tornar uma ameaça à democracia. Governos da região criaram novos projetos de lei que penalizam a desinformação ou se aproveitaram da legislação existente com esse objetivo, usando a chegada da pandemia como prerrogativa. A Abraji acompanha, desde abril, a tramitação do Projeto de Lei 2630/2020, mais conhecido como PL das fake news, e vem propondo o amplo debate sobre o assunto com a sociedade.

Para Fonteles, a pandemia colaborou para os processos políticos e sociais que já estavam em curso no mundo. “Na América Latina, houve endurecimento das represálias estatais contra a imprensa e imposição de embaraços à disseminação de informação sobre o quadro epidemiológico. Além disso, as medidas legislativas e institucionais de contenção de desinformação que já estavam sendo discutidas tiveram maior espaço nesse período sem a devida atenção às liberdades, contribuindo para comprometer o livre exercício do jornalismo.”

Por Abraji

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O projeto Voces del Sur, composto por Abraji e outras dez organizações da sociedade civil, contabilizou 630 ataques contra jornalistas entre janeiro e junho de 2020. Os dados estão disponíveis no dossiê “182 dias de contrastes: a situação da imprensa na América Latina”, publicado hoje, 28.jul.2020. O relatório mostra que 708 profissionais e veículos de imprensa foram alvo das agressões.

A pesquisa é resultado do monitoramento de ações contra a imprensa e a liberdade de expressão realizado em 11 países. O texto destaca a emergência de uma nova agenda comum entre os meios de comunicação latino-americanos, uma vez que, a partir de março, a disseminação do novo coronavírus impôs uma crise sanitária global, agravada pela desinformação.

Segundo o documento traduzido para o português por Juliana Fonteles, assessora jurídica da Abraji, agressões físicas são os casos mais recorrentes, seguidas de discursos estigmatizantes — aqueles feitos apenas por políticos e agentes públicos. No primeiro semestre de 2020, o projeto Voces del Sur identificou 609 agressores contra profissionais de imprensa ou meios de comunicação no continente.

O dossiê faz um alerta também sobre medidas de combate à informação falsa que podem se tornar uma ameaça à democracia. Governos da região criaram novos projetos de lei que penalizam a desinformação ou se aproveitaram da legislação existente com esse objetivo, usando a chegada da pandemia como prerrogativa. A Abraji acompanha, desde abril, a tramitação do Projeto de Lei 2630/2020, mais conhecido como PL das fake news, e vem propondo o amplo debate sobre o assunto com a sociedade.

Para Fonteles, a pandemia colaborou para os processos políticos e sociais que já estavam em curso no mundo. “Na América Latina, houve endurecimento das represálias estatais contra a imprensa e imposição de embaraços à disseminação de informação sobre o quadro epidemiológico. Além disso, as medidas legislativas e institucionais de contenção de desinformação que já estavam sendo discutidas tiveram maior espaço nesse período sem a devida atenção às liberdades, contribuindo para comprometer o livre exercício do jornalismo.”

Por Abraji

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