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A Coligação da Esquerda Radical (em grego: Συνασπισμός Ριζοσπαστικής Αριστεράς, Synaspismós Rizospastikís Aristerás
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Coligação da Esquerda Radical (em grego: Συνασπισμ?ς Ριζοσπαστικ?ς Αριστερ?ς, Synaspismós Rizospastikís Aristerás, abreviado SYRIZA) é um partido político de esquerda da Grécia. Foi fundado em 2004 como uma aliança eleitoral de 13 partidos e organizações de esquerda, sendo a componente principal o partido Synaspismós (SYN – Coligação de Movimentos de Esquerda e Ecológicos; em grego Συνασπισμ?ς της Αριστερ?ς των Κινημ?των και της Οικολογ?ας, Synaspismos tis Aristerás tu Kin?mát?n kai tis Oikologías). Em maio de 2012, o SYRIZA apresentou-se como um único partido.

Após a vitória eleitoral em janeiro de 2015 o líder do SYRIZA, Alexis Tsipras, foi empossado como primeiro-ministro para dirigir o novo governo da Grécia – o Governo Tsipras. Realizou-se assim um governo de coalizão com o partido nacionalista conservador, Gregos Independentes.

O SYRIZA defende o aumento dos impostos para os contribuintes com mais rendimentos, o adiamento ou anulação dos pagamentos da dívida, cortes nos gastos da defesa e um aumento do salário mínimo e das pensões. Tsipras, um dos mais novos líderes políticos gregos, defende uma frente ampla antiausteridade[3] , inclusive com partidos de direita, como o Gregos Independentes, e a Nova Democracia, que teve um dirigente indicado para a presidência grega pelo SYRIZA. Yiannis Bournous, dirigente do SYRIZA assim justificou tal indicação:

“Houve vários fatores que tivemos de considerar antes de tomar a decisão sobre quem nomear. Não nos podemos esquecer que o Syriza não obteve a maioria absoluta, que tem um parceiro de coligação e sobretudo que vivemos um período histórico, não apenas para a Grécia mas para o conjunto da Europa. Isso significa que precisamos de criar a mais ampla unidade em promover uma alternativa contra a austeridade. Foram essas as principais razões para a escolha de Prokopis Pavlopoulos para a presidência da República.

Para além de fazer parte da Nova Democracia, Pavlopoulos também é conhecido pelo seu mérito académico na área do Direito e por se ter distanciado em muitas ocasiões das medidas e discursos extremistas, como o imposto sobre imóveis introduzido pelo governo Samarás. Também é importante perceber que atualmente no espaço político da direita há uma divisão entre os políticos mais moderados de centro-direita, que foram céticos em relação à super-austeridade do governo Samarás, e o setor mais extremista da Nova Democracia, liderado pelo próprio Samarás. A escolha de Pavlopoulos serviu então para mostrar que estamos dispostos a cooperar com todas as forças que reconhecem a necessidade de uma mudança drástica de políticas.”

Formação

A Coligação da Esquerda Radical tem sua origem no Espaço para o Diálogo da Unidade e Acção Comum da Esquerda (gregoΧ?ρος Διαλ?γου για την Εν?τητα και Κοιν? Δρ?ση της Αριστερ?ς), lançado em 2001. O “Espaço” era composto por várias organizações políticas gregas de esquerda que, apesar de diferenças ideológicas e históricas, conseguiram chegar a uma plataforma política comum, acerca de temas importantes que haviam surgido na Grécia no final da década de 1990, tais como a guerra do Kosovo e privatizações.

Eleições parlamentares de 2012

Nas eleições parlamentares de 6 de maio de 2012, a SYRIZA conquistou 16 % dos votos e 50 deputados, tornando-se no segundo maior partido, a seguir à Nova Democracia e antes do PASOK. O crescimento da SYRIZA é considerado como uma das manifestações de protesto contra a política de austeridade, seguida nos últimos anos, e contra a entrada no parlamento de partidos da extrema direita.

Nestas eleições parlamentares de junho de 2012, essenciais para a Grécia, o SYRIZA registou novamente um aumento de votos, obtendo 26,8%, mas foi novamente superado pela Nova Democracia, com 29,9%. Em resposta ao convite desta última para participar de um governo de unidade nacional, o SYRIZA anunciou a sua decisão de ficar na oposição.

Vitória eleitoral em 2015

O Parlamento grego deveria eleger um novo presidente da República em dezembro de 2014. Porém, o candidato Stavros Dimas, apoiado pela Nova Democracia, não conseguiu obter em três votações sucessivas o mínimo de 200 votos parlamentares estipulado pela lei do país, e, segundo a constituição grega, o presidente Karolos Papoulias viu-se obrigado a dissolver o parlamento e convocar eleições. Em 25 de janeiro 2015 foram realizadas eleições legislativas: o SYRIZA conseguiu 36,34% dos votos, quase nove pontos à frente do partido conservador Nova Democracia, do primeiro-ministro Antónis Samarás (com 27,81%). O partido obteve 149 das 300 cadeiras do parlamento, ficando a apenas 2 da maioria absoluta. Iniciadas conversações com outros partidos no dia seguinte, o partido conservador de direita e anti-austeridade Gregos Independentes aceitou coligar-se com o Syriza. O governo Tsipras tomou posse dois dias depois, com Yanis Varoufakis na pasta das finanças, e a pasta da defesa para o partido Gregos Independentes.

 

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Coligação da Esquerda Radical (em grego: Συνασπισμ?ς Ριζοσπαστικ?ς Αριστερ?ς, Synaspismós Rizospastikís Aristerás, abreviado SYRIZA) é um partido político de esquerda da Grécia. Foi fundado em 2004 como uma aliança eleitoral de 13 partidos e organizações de esquerda, sendo a componente principal o partido Synaspismós (SYN – Coligação de Movimentos de Esquerda e Ecológicos; em grego Συνασπισμ?ς της Αριστερ?ς των Κινημ?των και της Οικολογ?ας, Synaspismos tis Aristerás tu Kin?mát?n kai tis Oikologías). Em maio de 2012, o SYRIZA apresentou-se como um único partido.

Após a vitória eleitoral em janeiro de 2015 o líder do SYRIZA, Alexis Tsipras, foi empossado como primeiro-ministro para dirigir o novo governo da Grécia – o Governo Tsipras. Realizou-se assim um governo de coalizão com o partido nacionalista conservador, Gregos Independentes.

O SYRIZA defende o aumento dos impostos para os contribuintes com mais rendimentos, o adiamento ou anulação dos pagamentos da dívida, cortes nos gastos da defesa e um aumento do salário mínimo e das pensões. Tsipras, um dos mais novos líderes políticos gregos, defende uma frente ampla antiausteridade[3] , inclusive com partidos de direita, como o Gregos Independentes, e a Nova Democracia, que teve um dirigente indicado para a presidência grega pelo SYRIZA. Yiannis Bournous, dirigente do SYRIZA assim justificou tal indicação:

“Houve vários fatores que tivemos de considerar antes de tomar a decisão sobre quem nomear. Não nos podemos esquecer que o Syriza não obteve a maioria absoluta, que tem um parceiro de coligação e sobretudo que vivemos um período histórico, não apenas para a Grécia mas para o conjunto da Europa. Isso significa que precisamos de criar a mais ampla unidade em promover uma alternativa contra a austeridade. Foram essas as principais razões para a escolha de Prokopis Pavlopoulos para a presidência da República.

Para além de fazer parte da Nova Democracia, Pavlopoulos também é conhecido pelo seu mérito académico na área do Direito e por se ter distanciado em muitas ocasiões das medidas e discursos extremistas, como o imposto sobre imóveis introduzido pelo governo Samarás. Também é importante perceber que atualmente no espaço político da direita há uma divisão entre os políticos mais moderados de centro-direita, que foram céticos em relação à super-austeridade do governo Samarás, e o setor mais extremista da Nova Democracia, liderado pelo próprio Samarás. A escolha de Pavlopoulos serviu então para mostrar que estamos dispostos a cooperar com todas as forças que reconhecem a necessidade de uma mudança drástica de políticas.”

Formação

A Coligação da Esquerda Radical tem sua origem no Espaço para o Diálogo da Unidade e Acção Comum da Esquerda (gregoΧ?ρος Διαλ?γου για την Εν?τητα και Κοιν? Δρ?ση της Αριστερ?ς), lançado em 2001. O “Espaço” era composto por várias organizações políticas gregas de esquerda que, apesar de diferenças ideológicas e históricas, conseguiram chegar a uma plataforma política comum, acerca de temas importantes que haviam surgido na Grécia no final da década de 1990, tais como a guerra do Kosovo e privatizações.

Eleições parlamentares de 2012

Nas eleições parlamentares de 6 de maio de 2012, a SYRIZA conquistou 16 % dos votos e 50 deputados, tornando-se no segundo maior partido, a seguir à Nova Democracia e antes do PASOK. O crescimento da SYRIZA é considerado como uma das manifestações de protesto contra a política de austeridade, seguida nos últimos anos, e contra a entrada no parlamento de partidos da extrema direita.

Nestas eleições parlamentares de junho de 2012, essenciais para a Grécia, o SYRIZA registou novamente um aumento de votos, obtendo 26,8%, mas foi novamente superado pela Nova Democracia, com 29,9%. Em resposta ao convite desta última para participar de um governo de unidade nacional, o SYRIZA anunciou a sua decisão de ficar na oposição.

Vitória eleitoral em 2015

O Parlamento grego deveria eleger um novo presidente da República em dezembro de 2014. Porém, o candidato Stavros Dimas, apoiado pela Nova Democracia, não conseguiu obter em três votações sucessivas o mínimo de 200 votos parlamentares estipulado pela lei do país, e, segundo a constituição grega, o presidente Karolos Papoulias viu-se obrigado a dissolver o parlamento e convocar eleições. Em 25 de janeiro 2015 foram realizadas eleições legislativas: o SYRIZA conseguiu 36,34% dos votos, quase nove pontos à frente do partido conservador Nova Democracia, do primeiro-ministro Antónis Samarás (com 27,81%). O partido obteve 149 das 300 cadeiras do parlamento, ficando a apenas 2 da maioria absoluta. Iniciadas conversações com outros partidos no dia seguinte, o partido conservador de direita e anti-austeridade Gregos Independentes aceitou coligar-se com o Syriza. O governo Tsipras tomou posse dois dias depois, com Yanis Varoufakis na pasta das finanças, e a pasta da defesa para o partido Gregos Independentes.

 

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