Portal Fronteira Livre

Terça, 03 de agosto de 2021
MENU

Educação

Sindicato dos profissionais da educação de Foz defende ensino remoto em audiência pública

Nove profissionais da ativa já morreram de COVID-19 desde que atividades pedagógicas presenciais foram retomadas

155
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Nove profissionais da ativa já morreram de COVID-19 desde que atividades pedagógicas presenciais foram retomadas; apesar do esforço para aulas remotas, servidores estão sem reposição salarial desde 2020 

Representantes do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI) defenderam que seja mantido ensino remoto nas escolas e CMEI´s de Foz do Iguaçu durante Audiência Pública na Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira (21) pela manhã. O debate sobre a retomada das aulas presenciais no município de Foz do Iguaçu foi proposto pela vereadora Yasmin Hachem (MDB) e ocorreu em modelo híbrido (presencial e videoconferência). 

A diretora de políticas sindicais do SINPREFI, Viviane Jara Benitez, defendeu que os profissionais da educação estão se manifestando contrariamente ao retorno das aulas presenciais, neste momento, em defesa da saúde e da vida de toda a comunidade escolar. Ela apresentou dados que mostram mais de 200 profissionais contaminados e 9 colegas da ativa mortos em decorrência da COVID-19 desde fevereiro, quando houve atividades pedagógicas presenciais e, posteriormente, obrigatoriedade para cumprimento de carga horária de trabalho de forma presencial. Em maio, o município também iniciou aulas presenciais em cinco escolas que integram projeto-piloto.

A secretária municipal da educação, Maria Justina, rebateu, afirmando que identificaram grande defasagem de ensino: “As escolas estão equipadas para iniciar as aulas. Hoje temos planos de contingência que têm os passos para retorno às aulas presenciais”. A presidente do SINPREFI, Marli Maraschin de Queiroz, encerrou as falas defendendo que a “vida vem em primeiro lugar”. A líder sindical reafirmou que a defasagem de aprendizado pode ser recuperada depois, mas que não há solução para as vidas perdidas.

Município recuou

Diante do agravamento da pandemia em maio, o município antecipou o recesso escolar e suspendeu as aulas presenciais temporariamente. A partir do dia 28 de junho, está prevista a retomada das aulas presenciais para 1º, 2º e 5º anos nas cinco escolas do projeto-piloto; para as turmas de 1º e 2º anos nas demais escolas da rede e para turmas do Infantil 5 nos CMEI´s. No dia 5 de julho está previsto o retorno dos 5° anos em todas as escolas da rede municipal e do Infantil 4 nos CMEI´s, além das classes especiais e sala de recursos. A expectativa da prefeitura é que até o dia 12 de julho o atendimento seja normalizado em todas as turmas, nas 50 escolas e 42 CMEI´s do município.

Reposição salarial em atraso

Horas depois da Audiência Pública, os servidores da educação se uniram aos demais servidores do município em Assembleia Geral conjunta realizada de forma on-line. Eles rejeitaram proposta apresentada pela prefeitura e deliberaram, com 96,1% dos votos, contraproposta que pede o pagamento de 9,21% de reposição salarial em atraso. Seriam 6 parcelas, iniciando no mês de setembro. 

A votação foi nesta segunda-feira (21) à noite, em assembleia conjunta realizada pelo SINPREFI e pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (SISMUFI). Nesse percentual está somada a reposição de 2021 (6,75%) e a reposição pendente de 2020 (2,46%). Ofício contendo a contraproposta dos servidores foi protocolado hoje (22).

Presente no momento inicial da assembleia, o secretário de administração, Nilton Bobato, apresentou a proposta de reposição do executivo municipal prevendo 6,75% com pagamento a ser efetuado em 4 parcelas, a partir do mês de setembro de 2021. A justificativa do secretário para o pagamento começar apenas no mês de setembro é que, segundo ele, no momento não há índice de folha para pagar. Nas negociações de data-base dos anos anteriores levava-se em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), já essa negociação está baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com a Lei 173 – Lei da Pandemia, que não permite que o reajuste seja acima do valor de inflação.

Fonte/Créditos: Assessoria SIMPREFI

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!