Portal NFL

MENU
Logo
Quinta, 06 de maio de 2021
Publicidade
Publicidade

Educação

Professores e funcionários da rede estadual fazem paralisação nesta quinta

Categoria realiza ato público em Foz do Iguaçu, no Núcleo Regional de Educação.

117
Publicidade
Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Educadores realizam paralisação estadual nesta quinta-feira, 29, com ato público na frente do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu (NRE), a partir das 9h. As aulas remotas serão suspensas e haverá manifestações nas principais cidades do Paraná. 

Os profissionais cobram do governo a pauta que prevê garantia de direitos e medidas educacionais para valorizar a escola pública e assegurar a qualidade do ensino. A data da mobilização marca os seis anos do “Massacre de 29 de Abril”, quando a categoria foi reprimida com violência no Centro Cívico, em Curitiba (PR). 

A paralisação, devido à pandemia de covid-19, está sendo organizada por meio das redes e ferramentas on-line. A comunidade escolar está sendo informada sobre os motivos da manifestação e as reivindicações de professores e funcionários de colégios do estado. 

Educadores relembram a violência sofrida em 29 de abril de 2015, no Centro Cívico – Foto: Joka Madruga/Arquivo

 

Os profissionais da educação estão há cinco anos sem reposição das perdas da inflação sobre os salários, um direito de todos os trabalhadores. As progressões e promoções também foram congeladas. Educadores enfrentam uma das piores reduções do poder aquisitivo, resultado da alta dos preços e contenção salarial. 

O Governo do Paraná quer substituir agentes educacionais por empresas terceirizadas. A gestão ameaça demitir 9,7 mil funcionários de escolas neste mês, em plena pandemia. São servidores com contratos temporários (PSS), que recebem as mais baixas remunerações e não possuem garantias da carreira.

“O 29 de Abril é uma data emblemática para a categoria”, frisa o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Mas, neste ano, mais do que rememorar, a mobilização irá denunciar toda a violência contra educadores e os ataques à educação pública no Paraná que seguem acontecendo”, expõe. 

Educadores de Foz e região foram os primeiros atingidos pela violência, no episódio conhecido como “Massacre de 29 de Abril” – Foto: Thiago Fernandes/Arquivo

 

Educação pública e de qualidade 

De acordo com Diego, a paralisação é um levante contra o sucateamento do sistema de educação, edificado ao longo dos anos e que garante acesso universal e gratuito aos adolescentes e jovens. Ele aponta que a administração estadual impôs uma visão empresarial que põe em risco a escola pública.  

O dirigente sindical enumera as medidas que afetam o ensino. “Com a chamada ‘otimização’, o Governo Ratinho Junior está fechando turmas e lotando classes de alunos. É um processo que faz aumentar o desemprego de professores e compromete o ensino e a aprendizagem”, enfatiza Diego.

A paralisação também denuncia a sobrecarga de trabalho dos docentes estaduais, causada pelas aulas remotas, o controle sem parâmetros e a burocratização das atividades pedagógicas. Os educadores questionam o processo de militarização de escolas públicas e o corte de aulas de Artes, Filosofia e Sociologia.

O fechamento de três unidades do CEEBJA (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos) em Matelândia, Medianeira e São Miguel do Iguaçu é refutado pelo movimento. “É uma medida do NRE de Foz que integra o processo de desmonte do ensino. Por isso, o protesto pede o afastamento da chefe do órgão do cargo”, pontua Diego Valdez. 

Paralisação da educação – ato público em Foz do Iguaçu

Data: 29 de abril (quinta-feira)
Horário: 9h
Local: Núcleo Regional de Educação (ao lado do Corpo de Bombeiros)

 



Fonte/Créditos: APP-Sindicato/Foz

Créditos (Imagem de capa): Ato público nesta quinta será no NRE de Foz do Iguaçu - Foto Assessoria

Comentários:

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade