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Política Econômica de Paulo Guedes deixa Brasil à beira da Recessão

Queda nos serviços confirma semestre perdido na economia.
Política Econômica de Paulo Guedes deixa Brasil à beira da Recessão
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Política Econômica de Paulo Guedes deixa Brasil à beira da Recessão

Por Rafael Cândido / Monitor Digital

Queda nos serviços confirma semestre perdido na economia.

O volume de serviços no Brasil recuou 1% em junho na comparação com maio (série com ajuste sazonal, ou seja, que leva em contas as peculiaridades de cada mês), eliminando o ganho acumulado de 0,5% observado entre abril e maio. Em relação a junho de 2018 (sem ajuste sazonal), o volume de serviços caiu 3,6%.

No ano, o crescimento é de apenas 0,6%, com perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). No acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, mostra novamente redução no ritmo de crescimento, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

O resultado confirma que o primeiro semestre foi perdido para a economia brasileira. “Estagnação no comércio varejista, declínio na indústria e forte recuo do setor de serviços, este foi o resultado do mês de junho de 2019, contribuindo para que todos os grandes setores na economia ficassem no negativo no segundo trimestre do ano em relação ao trimestre precedente, já descontados os efeitos sazonais”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O significado, segundo o Iedi, é que há grande potencial de ter havido declínio do PIB no segundo trimestre, o que levaria a economia a uma recessão técnica, caso o IBGE mantenha o resultado de queda de 0,2% no primeiro trimestre ao fazer a revisão dos dados. “Assim, mesmo que o desempenho melhore na segunda metade do ano, o crescimento do PIB em 2019 tende a ser ainda menor do que apontam as atuais projeções”, lamenta o Iedi.

“Para um setor que até poucos meses atrás ainda se encontrava em crise, como era o caso dos serviços, o desempenho recente não apenas decepciona, mas também implica uma grave interrupção de tendência que, embora muito devagar, vinha apontando para dias melhores”, registra o Iedi.

A receita nominal (sem levar em conta a inflação) caiu 1,1% de maio para junho, e cresceu menos que o IPCA na comparação com junho de 2018 (alta de 0,4%).

 

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Queda nos serviços confirma semestre perdido na economia.

O volume de serviços no Brasil recuou 1% em junho na comparação com maio (série com ajuste sazonal, ou seja, que leva em contas as peculiaridades de cada mês), eliminando o ganho acumulado de 0,5% observado entre abril e maio. Em relação a junho de 2018 (sem ajuste sazonal), o volume de serviços caiu 3,6%.

No ano, o crescimento é de apenas 0,6%, com perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). No acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, mostra novamente redução no ritmo de crescimento, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

O resultado confirma que o primeiro semestre foi perdido para a economia brasileira. “Estagnação no comércio varejista, declínio na indústria e forte recuo do setor de serviços, este foi o resultado do mês de junho de 2019, contribuindo para que todos os grandes setores na economia ficassem no negativo no segundo trimestre do ano em relação ao trimestre precedente, já descontados os efeitos sazonais”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O significado, segundo o Iedi, é que há grande potencial de ter havido declínio do PIB no segundo trimestre, o que levaria a economia a uma recessão técnica, caso o IBGE mantenha o resultado de queda de 0,2% no primeiro trimestre ao fazer a revisão dos dados. “Assim, mesmo que o desempenho melhore na segunda metade do ano, o crescimento do PIB em 2019 tende a ser ainda menor do que apontam as atuais projeções”, lamenta o Iedi.

“Para um setor que até poucos meses atrás ainda se encontrava em crise, como era o caso dos serviços, o desempenho recente não apenas decepciona, mas também implica uma grave interrupção de tendência que, embora muito devagar, vinha apontando para dias melhores”, registra o Iedi.

A receita nominal (sem levar em conta a inflação) caiu 1,1% de maio para junho, e cresceu menos que o IPCA na comparação com junho de 2018 (alta de 0,4%).

 

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Por Rafael Cândido / Monitor Digital

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