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Sexta, 25 de junho de 2021
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Sociedade

Pelo quarto mês seguido, Amazônia tem alta no desmatamento: salto foi de 40% em maio

O desmatamento neste ano será o que os madeireiros ilegais, garimpeiros criminosos e grileiros quiserem que seja.

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Fevereiro, março e abril. E agora, maio. Com exceção do primeiro mês de 2021, este ano continua confirmando, infelizmente, a tendência de crescimento do desmatamento da Amazônia. Segundo os dados dos alertas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apenas nos primeiros 28 dias do mês passado, a destruição chegou a 1.180 km2, um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2020.

É um recorde para maio na série do sistema Deter-B, do Inpe, em 2016, e a primeira vez que o número ultrapassa 1.000 km2 para esse mês.

De acordo com o Observatório do Clima (OC), rede formada por 68 organizações não governamentais e movimentos sociais, os números são preocupantes porque maio marca o início da estação seca, quando a devastação se intensifica, em grande parte da região amazônica.

“A permanecer a tendência nos próximos dois meses, a taxa oficial de desmatamento de 2021 (medida de agosto a julho) poderá terminar com uma inédita quarta alta consecutiva”, prevê o OC.

“O desmatamento neste ano será o que os madeireiros ilegais, garimpeiros criminosos e grileiros quiserem que seja. E, neste momento, eles não têm nenhum motivo para se controlar, já que o próprio governo federal, que deveria coibir a ilegalidade, os incentiva com atos e discursos”, denuncia Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Vale lembrar que o Superior Tribunal Federal (STF) aceitou um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para a abertura de inquérito para investigar o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. A solicitação foi uma resposta à análise da notícia-crime apresentada contra ele pelo delegado da Polícia Federal, Alexandre Saraiva, em abril, justamente no caso envolvendo a apreensão ilegal de madeira no Pará.

A denúncia contra Salles é por dificultar fiscalização ambiental e impedir investigação de infração que envolve organização criminosa.

Este é apenas mais um novo pedido para tentar frear o estrago provocado por Salles no comando do Ministério do Meio Ambiente. No final de abril, deputados também entraram com um pedido de CPI na Câmara para investigar as ações dele. Ainda no mês passado, mais de 400 servidores do Ibama denunciaram que a fiscalização ambiental está paralisada devido às novas regras impostas pelo ministro.

 

Fonte/Créditos: Suzana Camargo - Conexão Planeta

Créditos (Imagem de capa): Marizilda Cruppe/Amazon Watch/Amazônia Real

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