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O verdadeiro 11 de setembro.

Palácio La Moneda sendo bombardeado em 1973, durante o Golpe Militar que tirou o comunista Salvador Allende do poder
O verdadeiro 11 de setembro.
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O verdadeiro 11 de setembro.

Palácio La Moneda sendo bombardeado em 1973, durante o Golpe Militar que tirou o comunista Salvador Allende do poder, no Chile.

Com a vitória de Salvador Allende, o Chile elegia democraticamente, pela primeira vez na história mundial, um presidente socialista que tinha como proposta a implementação de um governo socialista através de meios pacíficos, a partir das estruturas democráticas, assegurando a liberdade e respeitando a constituição.

Porém esse governo não agradou à burguesia chilena, nem ao governo dos Estados Unidos que estabeleceu, em 1971, um bloqueio econômico informal ao Chile, fazendo com que a crise econômica do país se intensificasse.

Em 1972, os grupos de ultradireita tentaram por todos os meios derrubar o governo, freqüentemente com respaldo financeiro e material da CIA, que também conspirava para destituir o governo, por não convir aos Estados Unidos – então em plena Guerra Fria, e envolvido na guerra do Vietnã – ter mais um regime socialista em sua área de influência. Todas as tentativas democráticas para derrubar o governo de Allende fracassaram, graças ao apoio da maioria da população pobre e os trabalhadores que continuaram apoiando Allende.

Contudo, Allende percebeu que seu projeto socialista deixava de ser uma alternativa política para o Chile. Preferindo sempre a via constitucional, projetou convocar um plebiscito em que a população votaria por sua continuidade no governo ou não. Allende faria o anuncio público do plebiscito na noite de 11 de setembro; o erro do presidente foi ter consultado Augusto Pinochet sobre o discurso. Em posse desta informação Pinochet mobilizou as forças oposicionistas e antecipou seu golpe.

Em 11 de setembro de 1973, Santiago – capital política e econômica do Chile – amanheceu aos ruídos de aviões que sobrevoam o centro da capital, o palácio presidencial da Moneda foi cercado por tanques das Forças Armadas. Salvador Allende fez apelos a população contra o golpe, mas horas depois percebeu que pedir resistência ao povo chileno custaria muitas vidas. Fez seu último discurso ao povo na rádio da Central Única dos Trabalhadores – única não tomada pelos militares – onde afirmava que “Colocado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo.”

Minutos depois do discurso o palácio foi bombardeado e invadido pelos soldados golpistas. Allende recebeu de Pinochet um telefonema em que oferecia ao presidente e sua família um avião para que abandonassem o país. Allende disse que só sairia do Moneda morto; e assim aconteceu. A versão divulgada pelo governo militar dizia que Allende matou-se com um tiro na cabeça. Porém, há quem acredite que os soldados atiraram no presidente.

Pinochet ficou no poder por mais de 26 anos e implementou uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina, somando inúmeros mortos, torturados e desaparecidos.

 

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Palácio La Moneda sendo bombardeado em 1973, durante o Golpe Militar que tirou o comunista Salvador Allende do poder, no Chile.

Com a vitória de Salvador Allende, o Chile elegia democraticamente, pela primeira vez na história mundial, um presidente socialista que tinha como proposta a implementação de um governo socialista através de meios pacíficos, a partir das estruturas democráticas, assegurando a liberdade e respeitando a constituição.

Porém esse governo não agradou à burguesia chilena, nem ao governo dos Estados Unidos que estabeleceu, em 1971, um bloqueio econômico informal ao Chile, fazendo com que a crise econômica do país se intensificasse.

Em 1972, os grupos de ultradireita tentaram por todos os meios derrubar o governo, freqüentemente com respaldo financeiro e material da CIA, que também conspirava para destituir o governo, por não convir aos Estados Unidos – então em plena Guerra Fria, e envolvido na guerra do Vietnã – ter mais um regime socialista em sua área de influência. Todas as tentativas democráticas para derrubar o governo de Allende fracassaram, graças ao apoio da maioria da população pobre e os trabalhadores que continuaram apoiando Allende.

Contudo, Allende percebeu que seu projeto socialista deixava de ser uma alternativa política para o Chile. Preferindo sempre a via constitucional, projetou convocar um plebiscito em que a população votaria por sua continuidade no governo ou não. Allende faria o anuncio público do plebiscito na noite de 11 de setembro; o erro do presidente foi ter consultado Augusto Pinochet sobre o discurso. Em posse desta informação Pinochet mobilizou as forças oposicionistas e antecipou seu golpe.

Em 11 de setembro de 1973, Santiago – capital política e econômica do Chile – amanheceu aos ruídos de aviões que sobrevoam o centro da capital, o palácio presidencial da Moneda foi cercado por tanques das Forças Armadas. Salvador Allende fez apelos a população contra o golpe, mas horas depois percebeu que pedir resistência ao povo chileno custaria muitas vidas. Fez seu último discurso ao povo na rádio da Central Única dos Trabalhadores – única não tomada pelos militares – onde afirmava que “Colocado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo.”

Minutos depois do discurso o palácio foi bombardeado e invadido pelos soldados golpistas. Allende recebeu de Pinochet um telefonema em que oferecia ao presidente e sua família um avião para que abandonassem o país. Allende disse que só sairia do Moneda morto; e assim aconteceu. A versão divulgada pelo governo militar dizia que Allende matou-se com um tiro na cabeça. Porém, há quem acredite que os soldados atiraram no presidente.

Pinochet ficou no poder por mais de 26 anos e implementou uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina, somando inúmeros mortos, torturados e desaparecidos.

 

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