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O CICLO DO OURO NO ENSINO DE HISTÓRIA: a história defasada da educação e uma nova possibilidade de se ensinar.

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O CICLO DO OURO NO ENSINO DE HISTÓRIA: a história defasada da educação e uma nova possibilidade de se ensinar.
Brasil Colonia
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O CICLO DO OURO NO ENSINO DE HISTÓRIA: a história defasada da educação e uma nova possibilidade de se ensinar.

Cleiton Fergs; cleitonfergs@hotmail.com

Por Cleiton Fergs

Os portugueses foram os pioneiros no processo de expansão marítima. Ao longo da História, o território português foi dominado por diversos povos, até o século V fazia parte do império romano, do século V ao VII por invasões bárbaras sofreu perante os visigodos, e por ações de muçulmanos foi contemplado de invasões durante o século VII ao XI. E é a partir da expulsão dos muçulmanos da península ibérica que nasce o reino de Portugal. O rei Afonso I convida o nobre Enrique de Borgonha para expulsar os árabes, retomam a região e Enrique tem a mão da filha do Rei Afonso como recompensa.

A expansão marítima a priori não buscou novas terras, isto foi consequência posterior, apenas visava rotas alternativas para não passar pelo mediterrâneo que era controlado pela Itália naquele momento, logo, fugindo dos impostos dos italianos.

Portugal então tenta contornar o continente africano, a Espanha o faz na sequência, mas o litoral africano já era detentor dos portugueses, aí se deparam com a América. Não apenas dinheiro era necessário para tais expedições, criaram a escola de Sagres para fazerem bons pilotos de navegação e assim formularam as caravelas, cartas náuticas, bulas, astrolábios. E precisavam ainda superar o misticismo das lendas do mar do atlântico, cabo do bojador. Após a desmistificação o processo de expansão não parou mais.

A viagem de Cristóvão Colombo financiada pela Espanha descobriu a América, apesar dele acreditar estar chegando a Ásia, em 1498, Vasco da Gama chega à índia, trazendo as especiarias até Portugal. Portugal e Espanha eram as únicas nações que navegavam no Atlântico, nasce em 1493 através do Papa a Bula inter coetera, em 1494 o tratado de Tordesilhas delimita o que era de posse portuguesa e o que era espanhol.

Por mais de três séculos fomos dominados pelos portugueses, para compreender esta História precisamos entender a logística portuguesa no Brasil, como dominar um país com dimensões continentais com regras bem formuladas e de difíceis negociações. Mesmo que o Papa Alexandre VI tenha consolidado estas terras, era muito vista pelos ingleses e franceses. O período pré-colonial era apenas exploratório e aí começaram as colonizações. Em 1532 Martim Afonso de Souza mandado pelo rei de Portugal reside no Brasil.

A criação das capitanias hereditárias com produção de algum produto era o acordo que dava a Portugal o uti possidetis, mas eles tinham grande problema com os índios que atacavam a vida dos donatários. Por volta de 1549 então é posto o governo geral em Salvador para ajudar os donatários, e com isso estar mais perto dos colonos.

Salvador era muito longe de outras regiões, daí criaram-se os outros aristocratas para ajudar através das câmaras municipais, estas se interligavam ao governo geral de Salvador, essa divisão em câmaras foi para ficar mais fácil de dominar. Dividindo ficaria mais fácil de organizar.

Passado o ciclo do pau Brasil com a economia extrativista da madeira das primeiras décadas da colonização portuguesa, e, o fim da economia açucareira durante a união ibérica e da ocupação holandesa no nordeste. Declínio, decadência, Holanda competitiva nas ilhas caribenhas, Portugal e o movimento bandeirantista tomam o interior do Brasil e o tão procurado ouro e diamante foi encontrado, com economia vital no século XVIII. Graças ao poder desbravador dos Bandeirantes.

A economia aurífera do Brasil colônia era caça portuguesa em busca do ouro encontrado no final do século XVII, com aporte dos bandeirantes eles encontraram o tão sonhado ouro e diamante, as principais regiões de extração eram Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Sobre a situação de Goiás frente à descoberta do ouro, nos aponta Fabíula:

O incentivo cabal viria somente com o estabelecimento da economia aurífera, a qual é responsável por grande parcela da tinta que dá coloração ao quadro social goiano que estamos analisando. Com a incursão dos primeiros sertanistas paulistas e a descoberta de ouro, em fins do século XVII, início do XVIII, a região passou a ser alvo de um intenso fluxo populacional. Fundada em 1726 por Bartolomeu Bueno da Silva, as então denominadas Minas de Goiás atraíram pessoas as mais heterogêneas possíveis e provenientes de diversas partes da América Portuguesa que, incitadas pela possibilidade de enriquecimento rápido, abandonaram aos milhares a região canavieira e os engenhos. A eles e às populações indígenas vieram somarem-se as levas significativas de mão-de-obra africana. (FABÍULA, 2008, p. 03).

Os portugueses sabiam que havia ouro no Brasil, por essa razão financiavam alguns bandeirantes enquanto outros eram autônomos, nesse contexto Portugal cria em 1703 a intendência das minas, um órgão fiscalizador da região mineradora, com esse órgão foi outorgado o sistema de datação pela coroa portuguesa, ou seja, qualquer pessoa que encontrasse ouro no Brasil deveria avisar o intendente da coroa portuguesa, visando aumentar sua arrecadação, esse intendente iria até o local e dividiria em datas, lotes. Posteriormente criaram as casas de fundição, isso tornou a região de forte produção aurífera mais fiscalizada, houve diminuição de lucros, pois o ouro agora era “quintado”, ou seja, o colono não conseguiria desviar o ouro, eis o imposto denominado de “quinto” pago diretamente da fonte para a coroa portuguesa.

As casas de fundição não eram eternas, por diversas vezes deveriam ser reconstruídas, às vezes de pedra, às vezes de taipa. Os equipamentos para preparar o ouro viria de Portugal, o que atrasava a organização das casas de cunhagem e fundição. Ao serem instaladas as casas no Rio de Janeiro e Salvador (sempre próximos ao olhar português), os materiais eram transportados em terrenos irregulares, por hora serviço indígena por conhecimento de fato. Neste trajeto era norma haverem quebras e destruição das estradas pelo mau tempo, também, os puxadores abandonavam a empreitada.

A infraestrutura administrativa deixava a desejar para cumprir as exigências no modo de arrecadação, não havia consenso do que pedir para a coroa, e o atraso do repasse do material para a fundição colocava em déficit orçamentário todo o trabalho ganancioso.

Um segundo modo que Portugal se utilizou para controle das Minas foram as juntas. Essas juntas já haviam funcionado na região de Pernambuco outrora, e de outras capitanias do Brasil, mas apenas no século XVIII teve um aporte das regiões mineradoras, estas juntas de julgamento eram formadas pelo governador, um funcionário graduado da coroa real e por um supervisor ouvidor da comarca, com o objetivo de aprovar a sentença de morte para crimes cometidos por ante lusitanos (negros, mulatos e índios), sem apelação. Se fossem brancos, a classe social do indivíduo determinava a sentença final, mas o deslocamento para o júri era demorado e difícil, com algumas reservas de erros tribunais.

No que tange a função do governador era dificultada pela ausência ou má delimitação de áreas de jurisdição. Muitas vezes, não tinha regulamento que atribuísse tais funções aos governadores, sem diretrizes expostas era complicado atribuir relações favoráveis com outros órgãos do governo. Se decisões fossem contrárias à coroa, não faltariam mediadores para contestar, bem como a relação burocrática não ficara clara em grande medida. Sem contar as denúncias de abuso de poder por parte da igreja católica frente os governadores, cada sistema defendia os seus moldes, e como era inicial a função, se debateria na tradição eclesiástica. Esses conflitos não se restringiam aos governadores, fiscais, juízes, clérigos, também tinham particularidades de relacionamentos com a coroa portuguesa.

O colono tinha permissão, concessão para extrair da propriedade que era privada (portuguesa) o ouro e o diamante, mas era ele mesmo quem deveria investir na terra para procurar o ouro, investir na técnica da mineração, contratar funcionários, o ouro era de extração do tipo aluvial, ouro de superfície, porém facilmente esgotado. Esse extrativismo de ouro e diamante era semelhante ao Pau Brasil, com base de mão de obra escrava africana, devido à intensificação do comércio entre escravos, a base da pirâmide social eram os escravos negros, os indígenas eram menos usados. Com o crescimento demográfico aumentou-se também a mão de obra livre.

O ouro deveria ser comercializado com Portugal, dentro da lógica do pacto colonial, mas o diamante era monopolizado com Portugal. Disto se tem um fortalecimento do mercado interno devido à elevação demográfica, e para alimentar e vestir toda a população houve um crescimento para abastecer o Rio de Janeiro, com produção de carne sulina e algodão.

Há nesse período um deslocamento da economia açucareira do nordeste litorâneo para o interior do Brasil. Trabalhando em condições horrorosas, houve dentro das lavras e faiscações uma maior urbanização, as cidades foram se formando em torno de garimpos. Alguns mineradores conseguiram se enriquecer, e fortalecidos economicamente começaram a contestar o pacto colonial.

Mas, durante a caçada do ouro no século XVIII, houve guerras e conflitos internos que se faziam sentir no Rio de Janeiro, o que era remetido de metal raramente não tinha quebra ou atraso, em suma, prejuízo, sócios de mineradoras, comerciantes, traficantes de escravos, todos perdiam a sua proporção a seu feitio. A quantidade de ouro que ia para o rei diminuiu, bem como a coleta do quinto despencou.

Em 1720 não havia em Minas Gerais nenhuma parte que não estivesse sendo explorada pelo ouro. Em 1718, e 1719, os rios Coxipó e Cuiabá respectivamente no Mato Grosso são surrupiados pela ganância aurífera, dando ascensão da caça pelo ouro mais ao Norte, mas sem grandes redescobertas, ficando no eixo Minas, Goiás e Mato Grosso sua maior oferta e procura. No rio Guaporé em 1734 encontra-se mais ouro, bem como no rio Arinos, região central do Mato Grosso.

A corrida a Minas Gerais foi de longe a mais importante. Nesse período, os povos que vinham até Minas Gerais eram destoantes em estilos de vida, de classes sociais e de vida no campo, advindos de regiões próximas do atlântico, e de Portugal. Outros ingleses se consolidavam na busca aurífera, holandeses, irlandeses, franceses, frades deixaram seus mosteiros para junto da coroa dominar os novos centros urbanos em formação, soldados desertavam pela cobiça, comerciantes, agricultores já enraizados em outros terrenos e meios de produção, alguns nobres em suspiro, todos esses povos com astúcia matuta e instigados pela corrida desenfreada do ouro. O único público tido como ausente nessa relação de caça e procura eram as mulheres, haja vista seu caráter caseiro colonial.

Já no Mato Grosso, a corrida do ouro foi menor em contingente, mas veloz em procura, havia uma dificuldade inicial de viagem e também uma cultura que se espalhava de fracasso em Minas Gerais, ainda, os altos preços de escravos espantaram ou diminuíram a potencialidade no estado.

Mesmo com as descobertas em Cuiabá, não houve comparações da mesma medida com os primeiros anos da descoberta mineira na região que levara o nome, em suma, a participação portuguesa em Mato Grosso foi bem menor.

Em Goiás, por volta de 1736 e 1737, os achados de preciosidades foram pressupostos para a deserção nas regiões das Minas Gerais, os famosos diamantes goianos concorriam com o ouro de outras regiões. Baianos e mineiros deixam suas lavras e partem para Goiás, boatos de riquezas potenciais mudam a trajetória da agricultura e urbanismo goiano. O que nenhum minerador leva em conta, é que o destemor não garante a sonhada riqueza, é um comércio, necessitam de infraestrutura, logística, e principalmente negociação, em terra de minerador quem tem um ouro é apenas mais um.

Os paulistas eram mais habilidosos para sobreviver no interior, com capacidade de viajar pelos rios em barcos manuais e abrir matas como poucos o peixe e a caça garantiam junto ao sal, produto caro na época, mais uma fartura para a difícil jornada da caça das minas. Nos primeiros meses de acampamento a alimentação era escassa e com preços nas alturas, tendo relatos de mineiros (quem procura minas) se utilizando de cachorros e gatos mortos para alimentar a debilidade física.

O trabalho na mineração exigia muito esforço, a imersão dentro dos rios até próximo da linha da cintura, em temperatura de águas frias, o restante a mercê do sol, caracterizavam doenças em potencial como pneumonia, febres, malárias. Os escravos que estavam nos buracos sofriam de infecções pulmonares devido a pouca ventilação, sempre próximos da morte provocada pelos desabamentos. A estimativa de vida útil de um escravo na mineração era entre sete e doze anos.

Quanto aos proprietários regularizados na mineração, por força de contrato com a coroa, não extinguiam o serviço da lavoura para agregar valor real, ali empregavam suas forças laborais, onde reduzia custos através do suporte sobre o serviço de um escravo. Este escravo poderia faiscar a vontade em prol do seu sustento, pois, um senhor de escravo deveria prover sustento do mesmo, e agora ele faiscava para sobreviver. A objeção era de permanecerem sempre em observação, evitando ainda mais perdas na retirada do ouro e diamante. Esse contrato não extinguiu a presença de escravos não regulados na mineração, desafiando constantemente a lei e a ordem. Outra dificuldade de lida encontrada foram os escravos fugitivos dos quilombos, sempre em bando poli familiar, eles poderiam conquistar a liberdade em detrimento de encontrarem ouro suficiente.

Quanto à proteção da chuva e do frio, as condições eram mínimas. Sob uma cabana de taipa e teto de palha o repouso viria, mas, não era garantia de intempéries como o fogo e ataques de tribos. Quando em acampamentos, era necessário dispor de um erário real, por diversas vezes a morte os rondava, e quando havia a eficácia dela, um túmulo sem identificação era concedido, tão certo era a pobreza da maioria dos mineiros.

Durante a criação do imposto intitulado de derrama, teve a primeira grande tentativa de independência do Brasil, a revolta separatista intitulada de Inconfidência Mineira, que fora um movimento cheio de misticismo e inverdades, mas isto é assunto para outro momento. Esses impostos eram para garantir a permanência da produção num solo abandonado, mas com referencial português jurídico. Portugal tinha medo que se a Inglaterra soubesse do potencial do território centro oeste brasileiro pudesse embarcar numa tomada territorial, ainda, não era fiel a própria sorte perdendo inúmeras negociações e rotas clandestinas de ouro eram formas de lograr os lusitanos. Sobre a fome dos mineiros e o deslocamento até as minas, afirma Fragoso:

Em decorrência dessas pressões financeiras, muitas pessoas dos encraves costeiros migraram para as minas, não tanto seduzidas pela riqueza fácil quanto acossadas pela iminência da fome e da miséria. O vice-rei Sabugosa comentou com ironia em 1729 que a verdadeira era de ouro do Brasil ocorrera antes da descoberta do ouro; com o metal precioso, o Brasil estava experimentando uma idade de ferro. (FRAGOSO, 2014, p. 476).

Se no século XVI e XVII tivemos uma economia estritamente agrária, o século XVIII permitiu uma criação de cidades próximas às linhas mineradoras, e, esta urbanização teve grande aporte da igreja católica, a igreja fundou na região de Vila Rica muitos templos católicos com a arrecadação dos mineradores, a fé sempre esteve associada à busca mineral, Igreja e Coroa formava uma aliança na extração mineral em prol de ambos, para fortalecimento dos vínculos entre Brasil e Portugal.

No final do século XVIII, a partir da década de 60 os portugueses passam a passar por dívidas intensas com os Ingleses, o Brasil torna-se palco de várias fraudes portuguesas, por isso também de algumas revoltas separatistas associadas aos ideais iluministas que se expandia na Europa Ocidental.

Parâmetros da educação do Brasil

Paulo Freire, o patrono da Educação brasileira, esse ilustre desconhecido jamais colocou um aluno seu como expoente em competência humanística, técnica, científica. Essas técnicas inventadas e copiadas para outros países jamais produziram alguma redução de taxa de alfabetismo.

Por experiência, colaboradores e admiradores de Paulo Freire o reconhecem como homem sem originalidade, teórico, político e ideológico, não um educador. Sua tentativa de produzir em grande escala a violência da mudança revolucionária não chega aos oprimidos, vagueia a repetições sem fim, a irritação com as pessoas que o negam são estritamente de ordem sacerdotal do patrono da educação do Brasil. Tal pedagogia dos oprimidos não corrobora para melhorar a educação, mas de abster-se de ser crítico dele próprio, enquanto teoria humanística universal. Paulo Freire ataca que ele possui a visão crítica, e quem o critica não está ao lado da educação, mas da opressão.

O século XX foi pautado em ideias do movimento comunista, que mudou suas ideologias por diversas vezes. O comunismo passa então da pequena ideologia, para uma cultura. Lênin com 17 anos vê seu irmão tentando explodir a carroça do Czar russo Alexandre III, como forma de protesto de um grupo que ele fazia parte, seu irmão é condenado a morte. Lênin parte para os estudos do direito e conhece as obras de Marx e Engels nos livros “O manifesto comunista” e “O capital”. Nos meados da primeira guerra mundial, Lênin através da luta armada, cria o primeiro país comunista da História. Daí, utopia teórica, se tem os maiores genocídios da História, e as teorias de um novo homem propagadas pela educação é perigosa, um ópio para os adolescentes.

A teoria marxista perdeu em tudo, só não perdeu na cultura, ela é hegemonicamente vitoriosa. Antônio Gramsci ensinava que a tomada do poder viria mediante a infiltração dos espaços e a revolução cultural, se tornando um estamento burocrático. Gramsci propõe que através do controle da educação, das instituições religiosas e dos meios de comunicação seria conquistada a hegemonia cultural comunista.

Paulo Freire foi discípulo de Gramsci, existe uma tendência no mundo das ciências humanas de se assemelharem ao pensamento gramsciniano, enquanto os militares outrora combatiam os comunistas nas matas, eles adentravam as universidades, tomando sindicatos por eles organizados, e os jornalistas sindicalizados foram fidedignos aos comunistas. Ainda, quem tomara o partido da educação moral e cívica nas escolas eram os socialistas. Os militares positivistas desde o tempo do império acreditavam que a tecnocracia deveria oprimir toda a manifestação política, logo, o desmantelar da direita foi objetivada pela dialética marxista, findando no atual relativismo cultural das escolas brasileiras, sem conexão com raízes conservadoras. 86% dos professores do Brasil enxergam Che Guevara de forma positiva, por exemplo.

Se o sistema educacional brasileiro funcionasse não precisaríamos de cursinho, erros educacionais são constantes e extremamente fáceis de serem corrigidos, se a escola está perdendo o jogo é necessário que se mudem as regras do jogo para então ganhar, ganhar significa produzir conhecimento e não tirar sorrisos das crianças, pois o conhecimento é sério e é na seriedade que deve ser tratado.

Inteligência pode ser aprendida, não é questão genética e de nascença, pois ambiente familiar de filhos adotivos de pais inteligentes também é um parâmetro que demonstra a influência do meio e não estritamente genética.

Ninguém nasce matemático, poeta, músico, nascemos como folha em branco. Se você acredita em signos, por exemplo, sinto lhe informar que nascer em determinadas épocas pressupõe que os pais terão um comportamento durante a estação do ano da criança que será fundamental para o desenvolvimento, pode ser que no frio o pai segure mais o bebê, e foi o comportamento do pai nos primeiros três meses de vida muito próximos ao corpo do filho para protegê-lo do frio que ditaram a experiência da criança e não o horóscopo. Todos podem aprender.

Nascer no Japão, na Inglaterra, ou no Brasil, não interfere na natureza infantil, agora, mudar as regras do jogo, estimular desde pequeno ditará a diferença de uma criança mais ou menos inteligente, e não adianta tirar a palavra inteligência para ser bonzinho do vocabulário pedagógico, trocando-a por habilidades e competências, isto é só jeito de agradar leitor, e não estamos aqui para isso.

Não somos os piores professores do mundo, não somos os melhores alunos do mundo, mas as regras precisam mudar. Aceitar que o aluno chegue atrasado à sala e deixar o aluno copiar enquanto todos são punidos esperando o professor passar a próxima questão no quadro é inadmissível, seria acomodar o ser que não cumpre com os horários, o não cumprimento de deveres o levará como constante para o resto da vida. Os demais não o verão com bons olhos, pode ter certeza disso, tampouco olharão o professor como figura da justiça e da ordem.

Alunos estão perdendo o respeito dentro da sala de aula, se você o corrige verbalmente ele retruca dizendo: “professor estava só conversando”. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, outros ficam olhando a esmo como se passasse dentro da sala o cometa Halley e só a criança enxergasse. Ou o professor volta ter autoridade ou será uma eterna lastima. É necessário estar claro na sala quando é para o aluno falar e quando é para o professor, o professor ensinava antigamente a ler, escrever e fazer conta sob a tutela dos pais. Agora os pais querem dizer como os filhos devem se comportar em sala sob pena de responsabilizar os professores judicialmente.

O aluno brasileiro consegue tirar nota, mas não consegue aprender. Pois ele estuda para a prova e não para aprender, em geral estudam em cima da hora devida sua preocupação em não tirar nota vermelha e não estão nem aí para o conhecimento, em aprender, ele não quer estudar antes para não esquecer, mas se esquece assim que terminada a prova, tanto que ele quando erra jamais sabe onde errou, e nas questões de múltipla escolha o “chutar” é comemorado se acertado, mas ele não sabe a razão da questão estar certa a resposta, e não é do interesse saber. Aluno inteligente estuda perto da aula, e não antes da prova. O fundamental é o aluno aprender, voltar às velhas maneiras e parar de inventar. Um bom aluno é aquele que estuda pouco e todos os dias.

A leitura é fundamental na vida do aluno, do jeito que é dado a literatura na escola a criança tem aversão a leitura, a criança precisa aprender a ler primeiro, ter prazer pela leitura e ter no livro um ensino abstrato e coerente com sua paralaxe cognitiva, posterior acrescenta-se os livros específicos da disciplina como leitura diária. Foram escritos milhões de livros no mundo, não é possível que a criança não goste de ler nada, ela encontrará um em que seu mundo de leitor (a) fará sentido e aí repousa a graça de ser professor, tornar o aluno um aprendiz, um apreciador da leitura e do conhecimento.

Para que o aluno não fique conversando em sala de aula a disciplina tem que agregar o aluno, o professor, os pais, o mantenedor, e toda a escola. Estudar para a prova, significa que o aluno precisa estudar pouco e constantemente, jamais em cima da hora. Se o aluno não gostar de um livro indique outro, mas e se ele começar e não gostar indique outro, e outro, até que ele se encontre num outro autor adquira contentamento e não desgosto pela leitura. Aluno não é um coitadinho, é um ser humano. A pedagogia deveria vivenciar a sala de aula antes de preservar o aluno da autoridade do professor.

Os jogos para o aluno historiador

A relação entre jogos pedagógicos e a sua aplicabilidade é sem dúvida um debate de suma importância para o atual cenário em que se encontra o ambiente escolar, durante muito tempo esse tema percorreu as universidades de todo o mundo. Os métodos de ensino possuem uma característica amplamente aberta, dando condições legitimas para que professores criem seus próprios caminhos para a aprendizagem e mediação do aluno, neste sentido é possível observar a escola como um ponto de encontro de informações onde se tornou difícil atuar como professor historiador.

Em uma época onde o ontem não importa e o amanhã não interessa como despertar o interesse do passado no aluno? É pensando em uma nova geração de professores e alunos que a professora Isabel Fernandes da Faculdade União das Américas propôs para os futuros professores de História a criação de um jogo pedagógico tratando um período da história e testando sua aplicabilidade. Com base nas instruções, grupos foram formados de vários períodos do curso de história, e grandes resultados surgiram, a partir daí, nosso trabalho será apresentado.

Este trabalho tem o objetivo de analisar o jogo pedagógico na área de história nos anos iniciais, o jogo criado pelos alunos Cleiton Fergs e Giovanni Antunes do curso de história do 5º período da Faculdade União das Américas num projeto proposto pela instituição tem como foco a aprendizagem significativa e inovadora. O jogo nomeado como “ouros do Brasil” foi criado tendo como base o período histórico conhecido como ciclo do ouro no Brasil, no jogo três alunos participam, tendo como ferramentas uma moda de cinquenta centavos e cartas, os materiais usados para a confecção do jogo foram: uma madeira MDF, pregos, adesivo, papel cartão, e moedas.

Toda prática do jogo consiste em aproximar os alunos do período histórico e fazer com que conceitos da época sejam trabalhados de forma clara, para se obter uma total assimilação e fixação  do conteúdo, o desafio proposto pelo jogo tem como objetivo  trazer  o educando para uma realidade já vivenciada através de uma brincadeira, tendo seus conceitos amadurecidos com a proporção do jogo. A escola por si só é um ambiente onde visões de mundo e valores familiares se encontram, todo esse conhecimento prévio deve ser levado em consideração pelo professor mediador, tratando-se de história é preciso trazer a tona o tempo onde os alunos estão buscando sempre a compreensão dos conceitos do período em questão.

     A questão do prazer deve ser levada em consideração para que o jogo seja uma atividade proveitosa, o universo do jogo é um espaço onde a criança aprende lições para a vida toda como estratégias e caminhos para uma possível vitória simbólica, jogos aplicados no cotidiano podem ser de alta relevância para alunos em fase de absorção dos conteúdos.

O jogo proposto pode intermediar o conhecimento teórico e prático sobre o ciclo do ouro no Brasil, trazendo à tona toda a questão pedagógica de jogos didáticos na disciplina de história, em conversa os alunos chegaram à conclusão que a invenção de um novo jogo sobre o ciclo no ouro poderia ser algo mais produtivo e original por eles criado. O jogo por sua vez ganhou forma e até nome, sua criação de forma simples e com baixo custo pode ser considerado um fator predominante e altamente discutível sobre o porquê o atual ensino está tão defasado, sendo possível o futuro docente ao ler este artigo, elaborar um trabalho significativo para a comunidade escolar.

Assim, percebemos a importância de se discutir isso na formação acadêmica dos futuros professores, ao se romper um ciclo de um método tradicional de construtivismo utópico de Piaget de ensino, é preciso que se tenha como princípio a parte teórica de história e a necessidade clara da criatividade enquanto domínio do futuro professor historiador, quebrando paradigmas e métodos tradicionais fadados apenas ao empirismo de ensino, a história não poderá ser ignorada simplesmente porque um jogo inovador foi inventado, esse novo instrumento serve de complemento para a construção do conhecimento e aproximação do aluno com o passado.  As metodologias não são definitivas, há sempre uma abertura para novos meios de se ensinar, portanto para fazer sentido para o aluno outros instrumentos devem já ter sido utilizado dando um toque final, onde o que era visto como brincadeira termina em conhecimento.

 Um grande desafio para historiadores na atualidade é o interesse das pessoas de modo geral pelo passado, esse processo se dá pela própria globalização, no Brasil as escolas públicas enfrentam um processo de dificuldade não só na área de história, mas todos os profissionais da educação e comunidade escolar estão fracassando na liberdade corriqueira de cada qual ensinar a sua maneira seu aluno, para historiadores da atualidade o desafio se torna ainda maior por se ter a falsa ideia de que História é a matéria que só se estuda o passado, sendo que é o presente o enlace de partida para a análise histórica, isso é bastante notório nas salas de aula brasileiras quando se trata de politica, futebol, entre outros assuntos, os alunos assimilam sua realidade atual ao passado de forma comparativa. É dessa forma que o jogo busca contribuir para agregar e auxiliar uma melhor compreensão dos conceitos históricos, aprender brincando.

A recreação em sala de aula é fundamental para o aprendizado, de maneira espontânea, livre, regrada, visa buscar o prazer e a satisfação com o ensino aprendizagem, promovendo melhorias diárias no contexto escolar o jogo se coloca a disposição, é daí nossa ruptura com o tradicional sem perder a autoridade do professor. Durante a experiência que agrega conceitos como: identidade, soberania, território, conquista, posse, domínio, riqueza. Sem perder a originalidade da vida infantil cotidiana, mas, sem usá-la de imediato como norte da discussão histórica. Neste caso, o ciclo do ouro não compactua com o dia a dia do aluno, século XVIII até agora parecia distante, daí a necessidade de uma maneira de aproximar, brincando. Visando a quebra de paradigmas, nos aponta Brandão:

Não há uma única forma nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece [...], o ensino escolar não é a única prática, e o professor profissional não é o seu único praticante. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação (BRANDÃO, 1981, p. 07).

Durante a exposição do jogo, o brincar, o lúdico, o imaginário, e o dinâmico serão consequências reais. Desta forma permite-se aceitação de ambas as partes para que se tenha um comprometimento com o ensino e não com a brincadeira, a brincadeira deve ser consequência do conhecimento, e nunca o contrário, isto definirá que sala de aula é lugar de conhecimento, e brincar faz parte. E virá sem alarde. O professor jamais poderá perder o senso crítico de suas aulas, uma experiência desastrosa pode ser fatal ao final do ensino aprendizagem.

Segundo Luckesi, o lúdico compreende:

Tomando por base os escritos, as falas e os debates, que tem se desenvolvido em torno do que é o lúdico, tenho tido a tendência em definir a atividade lúdica como aquela que propicia a “plenitude da experiência”. Comumente se pensa que uma atividade lúdica é uma atividade divertida. Poderá sê-la ou não. O que mais caracteriza a ludicidade é a experiência de plenitude que ela possibilita a quem a vivencia em seus atos. A experiência pessoal de cada um de nós pode ser um bom exemplo de como ela pode ser plena quando a vivenciamos com ludicidade. (LUCKESI, 1998, p. 06).

Para Tânia Ramos Fontoura, o lúdico possui a seguinte semântica:

O termo de maior abrangência é ludus, de origem latina, que remete às brincadeiras, jogos de regras, competições, recreação e às representações teatrais e litúrgicas; ele também teria designado escola, particularmente a escola de gladiadores; na Idade Média, referia-se ao teatro sacro através do qual a vida dos santos era narrada. Dele deriva o termo lúdico, que significa tanto brincar como jogar, e também a palavra ludibriar, com a conotação de engano e de troça. (FONTOURA, 2013, p.70).

O jogo e seu ensinamento

 O presente trabalho do jogo confeccionado compreendeu o ciclo do ouro no Brasil nos séculos XVII, XVIII e XIX, nas séries finais do ensino fundamental. O método que compõe a aprendizagem significativa será abordado dentro do propósito da Uniamérica. O projeto “Ouro do Brasil” foi desenvolvido pelos acadêmicos do curso de história, trazendo uma questão conceitual com o intuito de desenvolver as capacidades cognitivas e de memorização, saindo do modo tradicional de ensino aprendizagem em história, como uma forma de inovação.

O jogo criado pelos acadêmicos faz com que a criança use do processo de aprender como um exercício dinâmico e divertido, sem perder a seriedade do assunto, juntamente com o professor mediando o conhecimento entre algo novo para o educando e seu conhecimento prévio, compondo o espaço da sala de aula num lugar mais atraente para se aprender e ensinar.

Para melhor compreender o jogo, o mapa do Brasil durante esse período deve ser estudado, por isso os graduandos se preocuparam em trazer para a dinâmica do jogo um tabuleiro com o mapa estampado, focando nos três estados que mais tiveram participação politica e econômica no período do ouro, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, durante o jogo o aluno deverá percorrer todo estado escolhido com uma moeda representando o ouro, durante o percurso, em alguns pontos a moeda irá travar, a cada ponto verde um fato histórico referente aquele estado será tirado através de uma carta, e lido para toda turma.

A turma será dividida em grupos de 3 jogadores. O jogador que começar a jogar será aquele que ganhar na sorte “2 ou 1”, ele deverá escolher um dos três mapas (labirintos) e terá uma moeda a disposição, o jogador da direita do que começar dará a sequência escolhendo um mapa e pegando sua moeda para competir.

Cada jogador em sua vez deverá empurrar com o dedo num único toque a moeda por dentro de seu mapa, seu labirinto, sem segurar a moeda nem empurrar pressionando sobre, se a moeda sair por cima dos pregos ele deverá retornar ao início, onde começou. Quando o jogador parar a moeda sobre um ponto verde deverá retirar uma carta do seu estado e ler para os demais a História correspondente, após, colocará a carta abaixo das demais. Um por vez lança da mesma maneira sua moeda em seu território, o jogador que terminar mais cedo o percurso ganha o jogo.

Para que o jogo seja de forma divertida e significativa deve ser composto por três jogadores (o professor dividirá a sala em grupos de três alunos), jogado apenas com um dos dedos da mão. Cada aluno deverá lançar a moeda seguindo o labirinto uma vez, e, em seguida o outro aluno toma a vez. Cada aluno no seu mapa (estado), com o intuito de percorrer sua totalidade. Durante o percurso a moeda do aluno estará percorrendo e atingindo pontos verdes, quando a moeda parar em pontos verdes o aluno irá tirar uma “carta” com uma história do ciclo do ouro de seu estado e lerá para todos os jogadores, findando em conhecimento e aprendizagem, até que a moeda termine o trajeto. Vejamos as ilustrações das cartas:

 

 

 

Considerações finais

Quando fomos questionados indiretamente sobre a necessidade de buscar novas formas de ensinar história partimos do pressuposto que já há diversas escritas sobre o assunto. Professores, muitas vezes universitários, querem através de palestras de canais de internet, palestras motivacionais em que cobram um valor absurdo para isso, visando demonstrar como anda o ensino no Brasil, daí partiram nossos apontamentos.

Em algum momento o ensino no Brasil se perdeu, acreditamos copiosamente que o aluno não é vítima de nada se ele está amparado em poder escolher entrar ou não na sala sob nenhuma pena. Ele faz jus as políticas desnecessárias criadas para tratar com delicadeza e paciência o ensino público, e, o ensino perdeu o seu espaço, ficando a sociedade escolar, o serviço de educar, então, uma nova possibilidade, de aprender brincando e com responsabilidade se coloca a disposição.

Buscamos a eloquência como forma de gritar aos futuros professores que a educação não mudou, existe o professor, e existe o aluno, cada qual com seu papel, políticas públicas colocaram nosso país nos piores índices mundiais, métodos em favor do pai da pedagogia não foram aceitos em outros países, por qual razão permanecer no caos do ensino público? Por interesses de não aceitarem que erraram em esquecer a educação como prioridade, e colocarem a educação como estandarte ideológico com fins de restrição de autoridade por parte dos professores e pedagogos.

Desta forma, nosso jogo não será de forma alguma livre de regras educacionais para um melhor rendimento escolar, questionamentos virão como proposta do ensino aprendizagem e o professor será instigado pelo aluno, pois o aluno pode voltar a buscar interesse através da brincadeira e através da consciência descobrirá, que escola existe espaço para aprender e não há tempo a perder.

Contudo, o ciclo do ouro e da criança deverá ser respeitado, o professor se utilizará do tema assim que possível conforme cronograma de ensino, não está fadado a cair no esquecimento o assunto se levado a sério como qualquer forma de ensino, mas ficará marcado no cognitivo como uma atividade de fixação de conteúdo, como todo ensino deve ser concluído com um exercício de fixação, de preferência, num momento breve a posteriori.

 REFERÊNCIAS

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10EMTUDO. O ciclo do ouro no Brasil, economia colonial séc. XVIII. Disponível em: <http://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/o_ciclo_do_ouro_no_brasil>. Acesso em: 25 abr. 2017.

CARVALHO, L. História de Goiás, Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/historiab/historia-goias.htm>. Acesso em 26 jun. 2017.

PALACIN, L.; MORAES, M. A. S. História de Goiás. 7. Ed. Goiás, Vieira, 2008.

DE SOUZA, F, S. Alimentação e exploração da natureza em Goiás: séculos XVIII e XIX. Araraquara – SP: 2008. 10p. UNESP-FCL.

CHAIM, M. M. A Sociedade Colonial Goiana. Goiânia, Oriente, 1978. 56p.

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Mina do ouro em Goiás iniciará produção em 2016. COOGAVAPE, Peixoto de Azevedo – MT. Disponível em: <http://www.coogavepe.org/noticia/geral/2015/10/14/mina-de-ouro-em-goias-iniciara-producao-em-2016/333.html>. Acesso em: 16 mai. 2017.

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DA SILVA, É. A. Corrida do ouro, UOL, disponível em: <https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/historia-do-brasil-corrida-do-ouro.htm>. Acesso em: 15 de abr. 2017.

O Brasil colonial, o ciclo do ouro, c. 1690 – 1750.

ZAMBARDA, A. B.; GRANELLA, A. P.; JORDANI, P. S.; DEVILLA, M. Jogos e dinâmicas no processo de treinamento e desenvolvimento nas organizações. Chapecó – SC: out. 2015. 15p. UNOCHAPECÓ.

GIACOMONI, M. P.; PEREIRA, M. N. Jogos e ensino de História. Porto Alegre – RS: Evangraf, 2013.

 

 

 

OUVIR NOTÍCIA

Por Cleiton Fergs

Os portugueses foram os pioneiros no processo de expansão marítima. Ao longo da História, o território português foi dominado por diversos povos, até o século V fazia parte do império romano, do século V ao VII por invasões bárbaras sofreu perante os visigodos, e por ações de muçulmanos foi contemplado de invasões durante o século VII ao XI. E é a partir da expulsão dos muçulmanos da península ibérica que nasce o reino de Portugal. O rei Afonso I convida o nobre Enrique de Borgonha para expulsar os árabes, retomam a região e Enrique tem a mão da filha do Rei Afonso como recompensa.

A expansão marítima a priori não buscou novas terras, isto foi consequência posterior, apenas visava rotas alternativas para não passar pelo mediterrâneo que era controlado pela Itália naquele momento, logo, fugindo dos impostos dos italianos.

Portugal então tenta contornar o continente africano, a Espanha o faz na sequência, mas o litoral africano já era detentor dos portugueses, aí se deparam com a América. Não apenas dinheiro era necessário para tais expedições, criaram a escola de Sagres para fazerem bons pilotos de navegação e assim formularam as caravelas, cartas náuticas, bulas, astrolábios. E precisavam ainda superar o misticismo das lendas do mar do atlântico, cabo do bojador. Após a desmistificação o processo de expansão não parou mais.

A viagem de Cristóvão Colombo financiada pela Espanha descobriu a América, apesar dele acreditar estar chegando a Ásia, em 1498, Vasco da Gama chega à índia, trazendo as especiarias até Portugal. Portugal e Espanha eram as únicas nações que navegavam no Atlântico, nasce em 1493 através do Papa a Bula inter coetera, em 1494 o tratado de Tordesilhas delimita o que era de posse portuguesa e o que era espanhol.

Por mais de três séculos fomos dominados pelos portugueses, para compreender esta História precisamos entender a logística portuguesa no Brasil, como dominar um país com dimensões continentais com regras bem formuladas e de difíceis negociações. Mesmo que o Papa Alexandre VI tenha consolidado estas terras, era muito vista pelos ingleses e franceses. O período pré-colonial era apenas exploratório e aí começaram as colonizações. Em 1532 Martim Afonso de Souza mandado pelo rei de Portugal reside no Brasil.

A criação das capitanias hereditárias com produção de algum produto era o acordo que dava a Portugal o uti possidetis, mas eles tinham grande problema com os índios que atacavam a vida dos donatários. Por volta de 1549 então é posto o governo geral em Salvador para ajudar os donatários, e com isso estar mais perto dos colonos.

Salvador era muito longe de outras regiões, daí criaram-se os outros aristocratas para ajudar através das câmaras municipais, estas se interligavam ao governo geral de Salvador, essa divisão em câmaras foi para ficar mais fácil de dominar. Dividindo ficaria mais fácil de organizar.

Passado o ciclo do pau Brasil com a economia extrativista da madeira das primeiras décadas da colonização portuguesa, e, o fim da economia açucareira durante a união ibérica e da ocupação holandesa no nordeste. Declínio, decadência, Holanda competitiva nas ilhas caribenhas, Portugal e o movimento bandeirantista tomam o interior do Brasil e o tão procurado ouro e diamante foi encontrado, com economia vital no século XVIII. Graças ao poder desbravador dos Bandeirantes.

A economia aurífera do Brasil colônia era caça portuguesa em busca do ouro encontrado no final do século XVII, com aporte dos bandeirantes eles encontraram o tão sonhado ouro e diamante, as principais regiões de extração eram Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Sobre a situação de Goiás frente à descoberta do ouro, nos aponta Fabíula:

O incentivo cabal viria somente com o estabelecimento da economia aurífera, a qual é responsável por grande parcela da tinta que dá coloração ao quadro social goiano que estamos analisando. Com a incursão dos primeiros sertanistas paulistas e a descoberta de ouro, em fins do século XVII, início do XVIII, a região passou a ser alvo de um intenso fluxo populacional. Fundada em 1726 por Bartolomeu Bueno da Silva, as então denominadas Minas de Goiás atraíram pessoas as mais heterogêneas possíveis e provenientes de diversas partes da América Portuguesa que, incitadas pela possibilidade de enriquecimento rápido, abandonaram aos milhares a região canavieira e os engenhos. A eles e às populações indígenas vieram somarem-se as levas significativas de mão-de-obra africana. (FABÍULA, 2008, p. 03).

Os portugueses sabiam que havia ouro no Brasil, por essa razão financiavam alguns bandeirantes enquanto outros eram autônomos, nesse contexto Portugal cria em 1703 a intendência das minas, um órgão fiscalizador da região mineradora, com esse órgão foi outorgado o sistema de datação pela coroa portuguesa, ou seja, qualquer pessoa que encontrasse ouro no Brasil deveria avisar o intendente da coroa portuguesa, visando aumentar sua arrecadação, esse intendente iria até o local e dividiria em datas, lotes. Posteriormente criaram as casas de fundição, isso tornou a região de forte produção aurífera mais fiscalizada, houve diminuição de lucros, pois o ouro agora era “quintado”, ou seja, o colono não conseguiria desviar o ouro, eis o imposto denominado de “quinto” pago diretamente da fonte para a coroa portuguesa.

As casas de fundição não eram eternas, por diversas vezes deveriam ser reconstruídas, às vezes de pedra, às vezes de taipa. Os equipamentos para preparar o ouro viria de Portugal, o que atrasava a organização das casas de cunhagem e fundição. Ao serem instaladas as casas no Rio de Janeiro e Salvador (sempre próximos ao olhar português), os materiais eram transportados em terrenos irregulares, por hora serviço indígena por conhecimento de fato. Neste trajeto era norma haverem quebras e destruição das estradas pelo mau tempo, também, os puxadores abandonavam a empreitada.

A infraestrutura administrativa deixava a desejar para cumprir as exigências no modo de arrecadação, não havia consenso do que pedir para a coroa, e o atraso do repasse do material para a fundição colocava em déficit orçamentário todo o trabalho ganancioso.

Um segundo modo que Portugal se utilizou para controle das Minas foram as juntas. Essas juntas já haviam funcionado na região de Pernambuco outrora, e de outras capitanias do Brasil, mas apenas no século XVIII teve um aporte das regiões mineradoras, estas juntas de julgamento eram formadas pelo governador, um funcionário graduado da coroa real e por um supervisor ouvidor da comarca, com o objetivo de aprovar a sentença de morte para crimes cometidos por ante lusitanos (negros, mulatos e índios), sem apelação. Se fossem brancos, a classe social do indivíduo determinava a sentença final, mas o deslocamento para o júri era demorado e difícil, com algumas reservas de erros tribunais.

No que tange a função do governador era dificultada pela ausência ou má delimitação de áreas de jurisdição. Muitas vezes, não tinha regulamento que atribuísse tais funções aos governadores, sem diretrizes expostas era complicado atribuir relações favoráveis com outros órgãos do governo. Se decisões fossem contrárias à coroa, não faltariam mediadores para contestar, bem como a relação burocrática não ficara clara em grande medida. Sem contar as denúncias de abuso de poder por parte da igreja católica frente os governadores, cada sistema defendia os seus moldes, e como era inicial a função, se debateria na tradição eclesiástica. Esses conflitos não se restringiam aos governadores, fiscais, juízes, clérigos, também tinham particularidades de relacionamentos com a coroa portuguesa.

O colono tinha permissão, concessão para extrair da propriedade que era privada (portuguesa) o ouro e o diamante, mas era ele mesmo quem deveria investir na terra para procurar o ouro, investir na técnica da mineração, contratar funcionários, o ouro era de extração do tipo aluvial, ouro de superfície, porém facilmente esgotado. Esse extrativismo de ouro e diamante era semelhante ao Pau Brasil, com base de mão de obra escrava africana, devido à intensificação do comércio entre escravos, a base da pirâmide social eram os escravos negros, os indígenas eram menos usados. Com o crescimento demográfico aumentou-se também a mão de obra livre.

O ouro deveria ser comercializado com Portugal, dentro da lógica do pacto colonial, mas o diamante era monopolizado com Portugal. Disto se tem um fortalecimento do mercado interno devido à elevação demográfica, e para alimentar e vestir toda a população houve um crescimento para abastecer o Rio de Janeiro, com produção de carne sulina e algodão.

Há nesse período um deslocamento da economia açucareira do nordeste litorâneo para o interior do Brasil. Trabalhando em condições horrorosas, houve dentro das lavras e faiscações uma maior urbanização, as cidades foram se formando em torno de garimpos. Alguns mineradores conseguiram se enriquecer, e fortalecidos economicamente começaram a contestar o pacto colonial.

Mas, durante a caçada do ouro no século XVIII, houve guerras e conflitos internos que se faziam sentir no Rio de Janeiro, o que era remetido de metal raramente não tinha quebra ou atraso, em suma, prejuízo, sócios de mineradoras, comerciantes, traficantes de escravos, todos perdiam a sua proporção a seu feitio. A quantidade de ouro que ia para o rei diminuiu, bem como a coleta do quinto despencou.

Em 1720 não havia em Minas Gerais nenhuma parte que não estivesse sendo explorada pelo ouro. Em 1718, e 1719, os rios Coxipó e Cuiabá respectivamente no Mato Grosso são surrupiados pela ganância aurífera, dando ascensão da caça pelo ouro mais ao Norte, mas sem grandes redescobertas, ficando no eixo Minas, Goiás e Mato Grosso sua maior oferta e procura. No rio Guaporé em 1734 encontra-se mais ouro, bem como no rio Arinos, região central do Mato Grosso.

A corrida a Minas Gerais foi de longe a mais importante. Nesse período, os povos que vinham até Minas Gerais eram destoantes em estilos de vida, de classes sociais e de vida no campo, advindos de regiões próximas do atlântico, e de Portugal. Outros ingleses se consolidavam na busca aurífera, holandeses, irlandeses, franceses, frades deixaram seus mosteiros para junto da coroa dominar os novos centros urbanos em formação, soldados desertavam pela cobiça, comerciantes, agricultores já enraizados em outros terrenos e meios de produção, alguns nobres em suspiro, todos esses povos com astúcia matuta e instigados pela corrida desenfreada do ouro. O único público tido como ausente nessa relação de caça e procura eram as mulheres, haja vista seu caráter caseiro colonial.

Já no Mato Grosso, a corrida do ouro foi menor em contingente, mas veloz em procura, havia uma dificuldade inicial de viagem e também uma cultura que se espalhava de fracasso em Minas Gerais, ainda, os altos preços de escravos espantaram ou diminuíram a potencialidade no estado.

Mesmo com as descobertas em Cuiabá, não houve comparações da mesma medida com os primeiros anos da descoberta mineira na região que levara o nome, em suma, a participação portuguesa em Mato Grosso foi bem menor.

Em Goiás, por volta de 1736 e 1737, os achados de preciosidades foram pressupostos para a deserção nas regiões das Minas Gerais, os famosos diamantes goianos concorriam com o ouro de outras regiões. Baianos e mineiros deixam suas lavras e partem para Goiás, boatos de riquezas potenciais mudam a trajetória da agricultura e urbanismo goiano. O que nenhum minerador leva em conta, é que o destemor não garante a sonhada riqueza, é um comércio, necessitam de infraestrutura, logística, e principalmente negociação, em terra de minerador quem tem um ouro é apenas mais um.

Os paulistas eram mais habilidosos para sobreviver no interior, com capacidade de viajar pelos rios em barcos manuais e abrir matas como poucos o peixe e a caça garantiam junto ao sal, produto caro na época, mais uma fartura para a difícil jornada da caça das minas. Nos primeiros meses de acampamento a alimentação era escassa e com preços nas alturas, tendo relatos de mineiros (quem procura minas) se utilizando de cachorros e gatos mortos para alimentar a debilidade física.

O trabalho na mineração exigia muito esforço, a imersão dentro dos rios até próximo da linha da cintura, em temperatura de águas frias, o restante a mercê do sol, caracterizavam doenças em potencial como pneumonia, febres, malárias. Os escravos que estavam nos buracos sofriam de infecções pulmonares devido a pouca ventilação, sempre próximos da morte provocada pelos desabamentos. A estimativa de vida útil de um escravo na mineração era entre sete e doze anos.

Quanto aos proprietários regularizados na mineração, por força de contrato com a coroa, não extinguiam o serviço da lavoura para agregar valor real, ali empregavam suas forças laborais, onde reduzia custos através do suporte sobre o serviço de um escravo. Este escravo poderia faiscar a vontade em prol do seu sustento, pois, um senhor de escravo deveria prover sustento do mesmo, e agora ele faiscava para sobreviver. A objeção era de permanecerem sempre em observação, evitando ainda mais perdas na retirada do ouro e diamante. Esse contrato não extinguiu a presença de escravos não regulados na mineração, desafiando constantemente a lei e a ordem. Outra dificuldade de lida encontrada foram os escravos fugitivos dos quilombos, sempre em bando poli familiar, eles poderiam conquistar a liberdade em detrimento de encontrarem ouro suficiente.

Quanto à proteção da chuva e do frio, as condições eram mínimas. Sob uma cabana de taipa e teto de palha o repouso viria, mas, não era garantia de intempéries como o fogo e ataques de tribos. Quando em acampamentos, era necessário dispor de um erário real, por diversas vezes a morte os rondava, e quando havia a eficácia dela, um túmulo sem identificação era concedido, tão certo era a pobreza da maioria dos mineiros.

Durante a criação do imposto intitulado de derrama, teve a primeira grande tentativa de independência do Brasil, a revolta separatista intitulada de Inconfidência Mineira, que fora um movimento cheio de misticismo e inverdades, mas isto é assunto para outro momento. Esses impostos eram para garantir a permanência da produção num solo abandonado, mas com referencial português jurídico. Portugal tinha medo que se a Inglaterra soubesse do potencial do território centro oeste brasileiro pudesse embarcar numa tomada territorial, ainda, não era fiel a própria sorte perdendo inúmeras negociações e rotas clandestinas de ouro eram formas de lograr os lusitanos. Sobre a fome dos mineiros e o deslocamento até as minas, afirma Fragoso:

Em decorrência dessas pressões financeiras, muitas pessoas dos encraves costeiros migraram para as minas, não tanto seduzidas pela riqueza fácil quanto acossadas pela iminência da fome e da miséria. O vice-rei Sabugosa comentou com ironia em 1729 que a verdadeira era de ouro do Brasil ocorrera antes da descoberta do ouro; com o metal precioso, o Brasil estava experimentando uma idade de ferro. (FRAGOSO, 2014, p. 476).

Se no século XVI e XVII tivemos uma economia estritamente agrária, o século XVIII permitiu uma criação de cidades próximas às linhas mineradoras, e, esta urbanização teve grande aporte da igreja católica, a igreja fundou na região de Vila Rica muitos templos católicos com a arrecadação dos mineradores, a fé sempre esteve associada à busca mineral, Igreja e Coroa formava uma aliança na extração mineral em prol de ambos, para fortalecimento dos vínculos entre Brasil e Portugal.

No final do século XVIII, a partir da década de 60 os portugueses passam a passar por dívidas intensas com os Ingleses, o Brasil torna-se palco de várias fraudes portuguesas, por isso também de algumas revoltas separatistas associadas aos ideais iluministas que se expandia na Europa Ocidental.

Parâmetros da educação do Brasil

Paulo Freire, o patrono da Educação brasileira, esse ilustre desconhecido jamais colocou um aluno seu como expoente em competência humanística, técnica, científica. Essas técnicas inventadas e copiadas para outros países jamais produziram alguma redução de taxa de alfabetismo.

Por experiência, colaboradores e admiradores de Paulo Freire o reconhecem como homem sem originalidade, teórico, político e ideológico, não um educador. Sua tentativa de produzir em grande escala a violência da mudança revolucionária não chega aos oprimidos, vagueia a repetições sem fim, a irritação com as pessoas que o negam são estritamente de ordem sacerdotal do patrono da educação do Brasil. Tal pedagogia dos oprimidos não corrobora para melhorar a educação, mas de abster-se de ser crítico dele próprio, enquanto teoria humanística universal. Paulo Freire ataca que ele possui a visão crítica, e quem o critica não está ao lado da educação, mas da opressão.

O século XX foi pautado em ideias do movimento comunista, que mudou suas ideologias por diversas vezes. O comunismo passa então da pequena ideologia, para uma cultura. Lênin com 17 anos vê seu irmão tentando explodir a carroça do Czar russo Alexandre III, como forma de protesto de um grupo que ele fazia parte, seu irmão é condenado a morte. Lênin parte para os estudos do direito e conhece as obras de Marx e Engels nos livros “O manifesto comunista” e “O capital”. Nos meados da primeira guerra mundial, Lênin através da luta armada, cria o primeiro país comunista da História. Daí, utopia teórica, se tem os maiores genocídios da História, e as teorias de um novo homem propagadas pela educação é perigosa, um ópio para os adolescentes.

A teoria marxista perdeu em tudo, só não perdeu na cultura, ela é hegemonicamente vitoriosa. Antônio Gramsci ensinava que a tomada do poder viria mediante a infiltração dos espaços e a revolução cultural, se tornando um estamento burocrático. Gramsci propõe que através do controle da educação, das instituições religiosas e dos meios de comunicação seria conquistada a hegemonia cultural comunista.

Paulo Freire foi discípulo de Gramsci, existe uma tendência no mundo das ciências humanas de se assemelharem ao pensamento gramsciniano, enquanto os militares outrora combatiam os comunistas nas matas, eles adentravam as universidades, tomando sindicatos por eles organizados, e os jornalistas sindicalizados foram fidedignos aos comunistas. Ainda, quem tomara o partido da educação moral e cívica nas escolas eram os socialistas. Os militares positivistas desde o tempo do império acreditavam que a tecnocracia deveria oprimir toda a manifestação política, logo, o desmantelar da direita foi objetivada pela dialética marxista, findando no atual relativismo cultural das escolas brasileiras, sem conexão com raízes conservadoras. 86% dos professores do Brasil enxergam Che Guevara de forma positiva, por exemplo.

Se o sistema educacional brasileiro funcionasse não precisaríamos de cursinho, erros educacionais são constantes e extremamente fáceis de serem corrigidos, se a escola está perdendo o jogo é necessário que se mudem as regras do jogo para então ganhar, ganhar significa produzir conhecimento e não tirar sorrisos das crianças, pois o conhecimento é sério e é na seriedade que deve ser tratado.

Inteligência pode ser aprendida, não é questão genética e de nascença, pois ambiente familiar de filhos adotivos de pais inteligentes também é um parâmetro que demonstra a influência do meio e não estritamente genética.

Ninguém nasce matemático, poeta, músico, nascemos como folha em branco. Se você acredita em signos, por exemplo, sinto lhe informar que nascer em determinadas épocas pressupõe que os pais terão um comportamento durante a estação do ano da criança que será fundamental para o desenvolvimento, pode ser que no frio o pai segure mais o bebê, e foi o comportamento do pai nos primeiros três meses de vida muito próximos ao corpo do filho para protegê-lo do frio que ditaram a experiência da criança e não o horóscopo. Todos podem aprender.

Nascer no Japão, na Inglaterra, ou no Brasil, não interfere na natureza infantil, agora, mudar as regras do jogo, estimular desde pequeno ditará a diferença de uma criança mais ou menos inteligente, e não adianta tirar a palavra inteligência para ser bonzinho do vocabulário pedagógico, trocando-a por habilidades e competências, isto é só jeito de agradar leitor, e não estamos aqui para isso.

Não somos os piores professores do mundo, não somos os melhores alunos do mundo, mas as regras precisam mudar. Aceitar que o aluno chegue atrasado à sala e deixar o aluno copiar enquanto todos são punidos esperando o professor passar a próxima questão no quadro é inadmissível, seria acomodar o ser que não cumpre com os horários, o não cumprimento de deveres o levará como constante para o resto da vida. Os demais não o verão com bons olhos, pode ter certeza disso, tampouco olharão o professor como figura da justiça e da ordem.

Alunos estão perdendo o respeito dentro da sala de aula, se você o corrige verbalmente ele retruca dizendo: “professor estava só conversando”. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, outros ficam olhando a esmo como se passasse dentro da sala o cometa Halley e só a criança enxergasse. Ou o professor volta ter autoridade ou será uma eterna lastima. É necessário estar claro na sala quando é para o aluno falar e quando é para o professor, o professor ensinava antigamente a ler, escrever e fazer conta sob a tutela dos pais. Agora os pais querem dizer como os filhos devem se comportar em sala sob pena de responsabilizar os professores judicialmente.

O aluno brasileiro consegue tirar nota, mas não consegue aprender. Pois ele estuda para a prova e não para aprender, em geral estudam em cima da hora devida sua preocupação em não tirar nota vermelha e não estão nem aí para o conhecimento, em aprender, ele não quer estudar antes para não esquecer, mas se esquece assim que terminada a prova, tanto que ele quando erra jamais sabe onde errou, e nas questões de múltipla escolha o “chutar” é comemorado se acertado, mas ele não sabe a razão da questão estar certa a resposta, e não é do interesse saber. Aluno inteligente estuda perto da aula, e não antes da prova. O fundamental é o aluno aprender, voltar às velhas maneiras e parar de inventar. Um bom aluno é aquele que estuda pouco e todos os dias.

A leitura é fundamental na vida do aluno, do jeito que é dado a literatura na escola a criança tem aversão a leitura, a criança precisa aprender a ler primeiro, ter prazer pela leitura e ter no livro um ensino abstrato e coerente com sua paralaxe cognitiva, posterior acrescenta-se os livros específicos da disciplina como leitura diária. Foram escritos milhões de livros no mundo, não é possível que a criança não goste de ler nada, ela encontrará um em que seu mundo de leitor (a) fará sentido e aí repousa a graça de ser professor, tornar o aluno um aprendiz, um apreciador da leitura e do conhecimento.

Para que o aluno não fique conversando em sala de aula a disciplina tem que agregar o aluno, o professor, os pais, o mantenedor, e toda a escola. Estudar para a prova, significa que o aluno precisa estudar pouco e constantemente, jamais em cima da hora. Se o aluno não gostar de um livro indique outro, mas e se ele começar e não gostar indique outro, e outro, até que ele se encontre num outro autor adquira contentamento e não desgosto pela leitura. Aluno não é um coitadinho, é um ser humano. A pedagogia deveria vivenciar a sala de aula antes de preservar o aluno da autoridade do professor.

Os jogos para o aluno historiador

A relação entre jogos pedagógicos e a sua aplicabilidade é sem dúvida um debate de suma importância para o atual cenário em que se encontra o ambiente escolar, durante muito tempo esse tema percorreu as universidades de todo o mundo. Os métodos de ensino possuem uma característica amplamente aberta, dando condições legitimas para que professores criem seus próprios caminhos para a aprendizagem e mediação do aluno, neste sentido é possível observar a escola como um ponto de encontro de informações onde se tornou difícil atuar como professor historiador.

Em uma época onde o ontem não importa e o amanhã não interessa como despertar o interesse do passado no aluno? É pensando em uma nova geração de professores e alunos que a professora Isabel Fernandes da Faculdade União das Américas propôs para os futuros professores de História a criação de um jogo pedagógico tratando um período da história e testando sua aplicabilidade. Com base nas instruções, grupos foram formados de vários períodos do curso de história, e grandes resultados surgiram, a partir daí, nosso trabalho será apresentado.

Este trabalho tem o objetivo de analisar o jogo pedagógico na área de história nos anos iniciais, o jogo criado pelos alunos Cleiton Fergs e Giovanni Antunes do curso de história do 5º período da Faculdade União das Américas num projeto proposto pela instituição tem como foco a aprendizagem significativa e inovadora. O jogo nomeado como “ouros do Brasil” foi criado tendo como base o período histórico conhecido como ciclo do ouro no Brasil, no jogo três alunos participam, tendo como ferramentas uma moda de cinquenta centavos e cartas, os materiais usados para a confecção do jogo foram: uma madeira MDF, pregos, adesivo, papel cartão, e moedas.

Toda prática do jogo consiste em aproximar os alunos do período histórico e fazer com que conceitos da época sejam trabalhados de forma clara, para se obter uma total assimilação e fixação  do conteúdo, o desafio proposto pelo jogo tem como objetivo  trazer  o educando para uma realidade já vivenciada através de uma brincadeira, tendo seus conceitos amadurecidos com a proporção do jogo. A escola por si só é um ambiente onde visões de mundo e valores familiares se encontram, todo esse conhecimento prévio deve ser levado em consideração pelo professor mediador, tratando-se de história é preciso trazer a tona o tempo onde os alunos estão buscando sempre a compreensão dos conceitos do período em questão.

     A questão do prazer deve ser levada em consideração para que o jogo seja uma atividade proveitosa, o universo do jogo é um espaço onde a criança aprende lições para a vida toda como estratégias e caminhos para uma possível vitória simbólica, jogos aplicados no cotidiano podem ser de alta relevância para alunos em fase de absorção dos conteúdos.

O jogo proposto pode intermediar o conhecimento teórico e prático sobre o ciclo do ouro no Brasil, trazendo à tona toda a questão pedagógica de jogos didáticos na disciplina de história, em conversa os alunos chegaram à conclusão que a invenção de um novo jogo sobre o ciclo no ouro poderia ser algo mais produtivo e original por eles criado. O jogo por sua vez ganhou forma e até nome, sua criação de forma simples e com baixo custo pode ser considerado um fator predominante e altamente discutível sobre o porquê o atual ensino está tão defasado, sendo possível o futuro docente ao ler este artigo, elaborar um trabalho significativo para a comunidade escolar.

Assim, percebemos a importância de se discutir isso na formação acadêmica dos futuros professores, ao se romper um ciclo de um método tradicional de construtivismo utópico de Piaget de ensino, é preciso que se tenha como princípio a parte teórica de história e a necessidade clara da criatividade enquanto domínio do futuro professor historiador, quebrando paradigmas e métodos tradicionais fadados apenas ao empirismo de ensino, a história não poderá ser ignorada simplesmente porque um jogo inovador foi inventado, esse novo instrumento serve de complemento para a construção do conhecimento e aproximação do aluno com o passado.  As metodologias não são definitivas, há sempre uma abertura para novos meios de se ensinar, portanto para fazer sentido para o aluno outros instrumentos devem já ter sido utilizado dando um toque final, onde o que era visto como brincadeira termina em conhecimento.

 Um grande desafio para historiadores na atualidade é o interesse das pessoas de modo geral pelo passado, esse processo se dá pela própria globalização, no Brasil as escolas públicas enfrentam um processo de dificuldade não só na área de história, mas todos os profissionais da educação e comunidade escolar estão fracassando na liberdade corriqueira de cada qual ensinar a sua maneira seu aluno, para historiadores da atualidade o desafio se torna ainda maior por se ter a falsa ideia de que História é a matéria que só se estuda o passado, sendo que é o presente o enlace de partida para a análise histórica, isso é bastante notório nas salas de aula brasileiras quando se trata de politica, futebol, entre outros assuntos, os alunos assimilam sua realidade atual ao passado de forma comparativa. É dessa forma que o jogo busca contribuir para agregar e auxiliar uma melhor compreensão dos conceitos históricos, aprender brincando.

A recreação em sala de aula é fundamental para o aprendizado, de maneira espontânea, livre, regrada, visa buscar o prazer e a satisfação com o ensino aprendizagem, promovendo melhorias diárias no contexto escolar o jogo se coloca a disposição, é daí nossa ruptura com o tradicional sem perder a autoridade do professor. Durante a experiência que agrega conceitos como: identidade, soberania, território, conquista, posse, domínio, riqueza. Sem perder a originalidade da vida infantil cotidiana, mas, sem usá-la de imediato como norte da discussão histórica. Neste caso, o ciclo do ouro não compactua com o dia a dia do aluno, século XVIII até agora parecia distante, daí a necessidade de uma maneira de aproximar, brincando. Visando a quebra de paradigmas, nos aponta Brandão:

Não há uma única forma nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece [...], o ensino escolar não é a única prática, e o professor profissional não é o seu único praticante. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação (BRANDÃO, 1981, p. 07).

Durante a exposição do jogo, o brincar, o lúdico, o imaginário, e o dinâmico serão consequências reais. Desta forma permite-se aceitação de ambas as partes para que se tenha um comprometimento com o ensino e não com a brincadeira, a brincadeira deve ser consequência do conhecimento, e nunca o contrário, isto definirá que sala de aula é lugar de conhecimento, e brincar faz parte. E virá sem alarde. O professor jamais poderá perder o senso crítico de suas aulas, uma experiência desastrosa pode ser fatal ao final do ensino aprendizagem.

Segundo Luckesi, o lúdico compreende:

Tomando por base os escritos, as falas e os debates, que tem se desenvolvido em torno do que é o lúdico, tenho tido a tendência em definir a atividade lúdica como aquela que propicia a “plenitude da experiência”. Comumente se pensa que uma atividade lúdica é uma atividade divertida. Poderá sê-la ou não. O que mais caracteriza a ludicidade é a experiência de plenitude que ela possibilita a quem a vivencia em seus atos. A experiência pessoal de cada um de nós pode ser um bom exemplo de como ela pode ser plena quando a vivenciamos com ludicidade. (LUCKESI, 1998, p. 06).

Para Tânia Ramos Fontoura, o lúdico possui a seguinte semântica:

O termo de maior abrangência é ludus, de origem latina, que remete às brincadeiras, jogos de regras, competições, recreação e às representações teatrais e litúrgicas; ele também teria designado escola, particularmente a escola de gladiadores; na Idade Média, referia-se ao teatro sacro através do qual a vida dos santos era narrada. Dele deriva o termo lúdico, que significa tanto brincar como jogar, e também a palavra ludibriar, com a conotação de engano e de troça. (FONTOURA, 2013, p.70).

O jogo e seu ensinamento

 O presente trabalho do jogo confeccionado compreendeu o ciclo do ouro no Brasil nos séculos XVII, XVIII e XIX, nas séries finais do ensino fundamental. O método que compõe a aprendizagem significativa será abordado dentro do propósito da Uniamérica. O projeto “Ouro do Brasil” foi desenvolvido pelos acadêmicos do curso de história, trazendo uma questão conceitual com o intuito de desenvolver as capacidades cognitivas e de memorização, saindo do modo tradicional de ensino aprendizagem em história, como uma forma de inovação.

O jogo criado pelos acadêmicos faz com que a criança use do processo de aprender como um exercício dinâmico e divertido, sem perder a seriedade do assunto, juntamente com o professor mediando o conhecimento entre algo novo para o educando e seu conhecimento prévio, compondo o espaço da sala de aula num lugar mais atraente para se aprender e ensinar.

Para melhor compreender o jogo, o mapa do Brasil durante esse período deve ser estudado, por isso os graduandos se preocuparam em trazer para a dinâmica do jogo um tabuleiro com o mapa estampado, focando nos três estados que mais tiveram participação politica e econômica no período do ouro, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, durante o jogo o aluno deverá percorrer todo estado escolhido com uma moeda representando o ouro, durante o percurso, em alguns pontos a moeda irá travar, a cada ponto verde um fato histórico referente aquele estado será tirado através de uma carta, e lido para toda turma.

A turma será dividida em grupos de 3 jogadores. O jogador que começar a jogar será aquele que ganhar na sorte “2 ou 1”, ele deverá escolher um dos três mapas (labirintos) e terá uma moeda a disposição, o jogador da direita do que começar dará a sequência escolhendo um mapa e pegando sua moeda para competir.

Cada jogador em sua vez deverá empurrar com o dedo num único toque a moeda por dentro de seu mapa, seu labirinto, sem segurar a moeda nem empurrar pressionando sobre, se a moeda sair por cima dos pregos ele deverá retornar ao início, onde começou. Quando o jogador parar a moeda sobre um ponto verde deverá retirar uma carta do seu estado e ler para os demais a História correspondente, após, colocará a carta abaixo das demais. Um por vez lança da mesma maneira sua moeda em seu território, o jogador que terminar mais cedo o percurso ganha o jogo.

Para que o jogo seja de forma divertida e significativa deve ser composto por três jogadores (o professor dividirá a sala em grupos de três alunos), jogado apenas com um dos dedos da mão. Cada aluno deverá lançar a moeda seguindo o labirinto uma vez, e, em seguida o outro aluno toma a vez. Cada aluno no seu mapa (estado), com o intuito de percorrer sua totalidade. Durante o percurso a moeda do aluno estará percorrendo e atingindo pontos verdes, quando a moeda parar em pontos verdes o aluno irá tirar uma “carta” com uma história do ciclo do ouro de seu estado e lerá para todos os jogadores, findando em conhecimento e aprendizagem, até que a moeda termine o trajeto. Vejamos as ilustrações das cartas:

 

 

 

Considerações finais

Quando fomos questionados indiretamente sobre a necessidade de buscar novas formas de ensinar história partimos do pressuposto que já há diversas escritas sobre o assunto. Professores, muitas vezes universitários, querem através de palestras de canais de internet, palestras motivacionais em que cobram um valor absurdo para isso, visando demonstrar como anda o ensino no Brasil, daí partiram nossos apontamentos.

Em algum momento o ensino no Brasil se perdeu, acreditamos copiosamente que o aluno não é vítima de nada se ele está amparado em poder escolher entrar ou não na sala sob nenhuma pena. Ele faz jus as políticas desnecessárias criadas para tratar com delicadeza e paciência o ensino público, e, o ensino perdeu o seu espaço, ficando a sociedade escolar, o serviço de educar, então, uma nova possibilidade, de aprender brincando e com responsabilidade se coloca a disposição.

Buscamos a eloquência como forma de gritar aos futuros professores que a educação não mudou, existe o professor, e existe o aluno, cada qual com seu papel, políticas públicas colocaram nosso país nos piores índices mundiais, métodos em favor do pai da pedagogia não foram aceitos em outros países, por qual razão permanecer no caos do ensino público? Por interesses de não aceitarem que erraram em esquecer a educação como prioridade, e colocarem a educação como estandarte ideológico com fins de restrição de autoridade por parte dos professores e pedagogos.

Desta forma, nosso jogo não será de forma alguma livre de regras educacionais para um melhor rendimento escolar, questionamentos virão como proposta do ensino aprendizagem e o professor será instigado pelo aluno, pois o aluno pode voltar a buscar interesse através da brincadeira e através da consciência descobrirá, que escola existe espaço para aprender e não há tempo a perder.

Contudo, o ciclo do ouro e da criança deverá ser respeitado, o professor se utilizará do tema assim que possível conforme cronograma de ensino, não está fadado a cair no esquecimento o assunto se levado a sério como qualquer forma de ensino, mas ficará marcado no cognitivo como uma atividade de fixação de conteúdo, como todo ensino deve ser concluído com um exercício de fixação, de preferência, num momento breve a posteriori.

 REFERÊNCIAS

 PONDÉ, L. F. A cruz. Folha de São Paulo, São Paulo – SP, 09 nov. 09.

10EMTUDO. O ciclo do ouro no Brasil, economia colonial séc. XVIII. Disponível em: <http://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/o_ciclo_do_ouro_no_brasil>. Acesso em: 25 abr. 2017.

CARVALHO, L. História de Goiás, Brasil Escola. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/historiab/historia-goias.htm>. Acesso em 26 jun. 2017.

PALACIN, L.; MORAES, M. A. S. História de Goiás. 7. Ed. Goiás, Vieira, 2008.

DE SOUZA, F, S. Alimentação e exploração da natureza em Goiás: séculos XVIII e XIX. Araraquara – SP: 2008. 10p. UNESP-FCL.

CHAIM, M. M. A Sociedade Colonial Goiana. Goiânia, Oriente, 1978. 56p.

CURADO. G. G. Pirenópolis; Uma Cidade para o Turismo. Goiânia, Oriente, 1980. 176p.

OSWAL, V. Passada a febre do ouro, lavra vive hoje no abandono. O globo, São Paulo – SP, 19 nov. 2011. Economia.

Mina do ouro em Goiás iniciará produção em 2016. COOGAVAPE, Peixoto de Azevedo – MT. Disponível em: <http://www.coogavepe.org/noticia/geral/2015/10/14/mina-de-ouro-em-goias-iniciara-producao-em-2016/333.html>. Acesso em: 16 mai. 2017.

Bandeirantes, disponível em: <http://www.smartkids.com.br/trabalho/bandeirantes>. Acesso em: 21 de mai. 2017.

A febre do ouro, disponível em: <http://unibela.blogspot.com.br/2007/03/febre-do-ouro.html>. Acesso em: 17 de abr. 2017.

DA SILVA, É. A. Corrida do ouro, UOL, disponível em: <https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/historia-do-brasil-corrida-do-ouro.htm>. Acesso em: 15 de abr. 2017.

O Brasil colonial, o ciclo do ouro, c. 1690 – 1750.

ZAMBARDA, A. B.; GRANELLA, A. P.; JORDANI, P. S.; DEVILLA, M. Jogos e dinâmicas no processo de treinamento e desenvolvimento nas organizações. Chapecó – SC: out. 2015. 15p. UNOCHAPECÓ.

GIACOMONI, M. P.; PEREIRA, M. N. Jogos e ensino de História. Porto Alegre – RS: Evangraf, 2013.

 

 

 

Fonte

Cleiton Fergs; cleitonfergs@hotmail.com

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