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Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”

A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”.
Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”
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Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”

A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”. Compilado por Hermes Pons, o trabalho reúne diversos verbetes que podem sanar algumas dúvidas bem importantes quando falamos de vertentes de música eletrônica.

Em entrevista para o Portal RMC, Hermes contou um pouco sobre o objetivo do guia e as dificuldades para realizá-los.  Segundo ele: “A falta de literatura em português foi só um dos motivos. Numa conversa entre o Christ e eu, percebemos que o público médio, ou mesmo quem está começando na música eletrônica, tende a colocar tudo no mesmo balaio, e isso desvaloriza uma cultura tão rica como a nossa – meio que perpetua o mito da música fácil, “de botão”, bate-estaca. Além disso, mesmo quem já tem certa intimidade com o assunto às vezes não tem um referencial histórico – e num gênero em que boa parte dos artistas se baseia na pesquisa para criar as suas obras, isso é um erro.”

Certamente, a diversidade de estilos e a velocidade com que surgem e se transformam, tornam uma tarefa difícil até mesmo para o observador mais atento acompanhar tudo o que acontece no cenário. No entando, entender suas origens não significa conhecer cada detalhe do Dutch House, por exemplo, mas compreender o porque as coisas se configuram ou soam de tal maneira, entendendo que a música eletrônica é uma cultura muito rica e variada.

Por fim,  Hermes ressalta que a ideia não é ser uma leitura definitiva e imutável da música eletrônica. “Alguns amigos que leram disseram, ‘ah, faltou falar de tal gênero’, mas a ideia era não se aprofundar demais, pra manter a ideia de misturar o surgimento dos estilos com um contexto histórico, sem deixar a leitura pesada. Também é um jeito de despertar a curiosidade, e assim incentivar a pesquisa.” comenta.

Abaixo, separamos alguns verbetes do guia, você pode fazer o download da versão completa aqui 

House:

Aqui a gente entra na Era Contemporânea e explica um pouco dos principais gêneros. Como é derivada da Disco, a House music manteve algumas das suas características, ao mesmo tempo em que adicionava novos elementos – pense nela como uma atualização. Synth Pop, Jazz Latino, Rap, ritmos jamaicanos como Reggae e Dub entraram na brincadeira, junto com timbres de bateria e baixo eletrônicos, que podiam ser trechos de outras músicas – os samples – ou gerados pelos então novos TB-303, TB-808 e TR-909 da Roland, instrumentos icônicos dessa geração. O nome veio do club onde o lendário DJ Frankie Knuckles tocava, o Warehouse, em Chicago. Knuckles misturava trechos de clássicos da disco com loops que ele mesmo produzia, em fitas, ou simplesmente repetindo determinados trechos de uma mesma música, usando dois discos iguais. A técnica se difundiu e os frequentadores do club começaram a pedir nas lojas de disco locais “o som da House”. Daí para ganhar as rádios, e mais tarde a Europa, foi uma questão de tempo – bem pouco tempo, aliás. Mas antes mesmo de chegar lá, a House já tinha gerado seu filhote – o Techno – e variações começaram a surgir. Funky House e Deep House são algumas delas.

Techno

Aqui a família se divide, mas sem traumas. Enquanto a House mantém sua proximidade orgânica com a Disco, o Techno é um gênero estritamente mecânico. Mais rápido e intenso, abusa das linhas pesadas de bateria e baixo e do uso de timbres de sintetizadores. O gênero surgiu em Detroit, e sua ideia central é a harmonia entre homem e máquina. Quem começou a história foram os produtores Juan Atkins e Richard Davies, com o projeto Cybotron, em 1981. Com um leque amplo de influências, de Afrika Bambaataa e Kraftwerk a P-Funk e o escritor Alvin Toffler, o Cybotron criou a música que definiu o estilo, “Techno City”, em 1984. No ano seguinte, Derrick May e Kevin Saunderson se juntam a Atkins e gravam com inúmeros pseudônimos. Assim como a House, também se desdobrou em variações.

Trance

Irmão caçula da turma, o Trance surgiu na Alemanha no começo dos anos 90. Como o nome entrega, a ideia é provocar um estado de libertação espiritual, pelo transe ou hipnose no ouvinte, através de faixas longas e progressivas, com uso de sintetizadores, mas de forma mais melódica que o Techno, podendo ou não incorporar elementos deste, ou mesmo da House. Os fundamentos do Trance são antigos – a humanidade usa a música para fins espirituais há séculos. As variantes mais conhecidas são Psy Trance e Full On – falaremos sobre eles daqui a pouco.

 

Clique aqui e conheça a América Latina: 

Cataratas do Iguaçu do Brasil e da Argentina

Conheça o Chile e passe por experiência únicas

Tango, Carne e belezas naturais, a fascinante Argentina

São Paulo um dos maiores centros culturais do mundo!

Uruguay de Punta del Este a Montevidéu um país livre para todos!

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A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”. Compilado por Hermes Pons, o trabalho reúne diversos verbetes que podem sanar algumas dúvidas bem importantes quando falamos de vertentes de música eletrônica.

Em entrevista para o Portal RMC, Hermes contou um pouco sobre o objetivo do guia e as dificuldades para realizá-los.  Segundo ele: “A falta de literatura em português foi só um dos motivos. Numa conversa entre o Christ e eu, percebemos que o público médio, ou mesmo quem está começando na música eletrônica, tende a colocar tudo no mesmo balaio, e isso desvaloriza uma cultura tão rica como a nossa – meio que perpetua o mito da música fácil, “de botão”, bate-estaca. Além disso, mesmo quem já tem certa intimidade com o assunto às vezes não tem um referencial histórico – e num gênero em que boa parte dos artistas se baseia na pesquisa para criar as suas obras, isso é um erro.”

Certamente, a diversidade de estilos e a velocidade com que surgem e se transformam, tornam uma tarefa difícil até mesmo para o observador mais atento acompanhar tudo o que acontece no cenário. No entando, entender suas origens não significa conhecer cada detalhe do Dutch House, por exemplo, mas compreender o porque as coisas se configuram ou soam de tal maneira, entendendo que a música eletrônica é uma cultura muito rica e variada.

Por fim,  Hermes ressalta que a ideia não é ser uma leitura definitiva e imutável da música eletrônica. “Alguns amigos que leram disseram, ‘ah, faltou falar de tal gênero’, mas a ideia era não se aprofundar demais, pra manter a ideia de misturar o surgimento dos estilos com um contexto histórico, sem deixar a leitura pesada. Também é um jeito de despertar a curiosidade, e assim incentivar a pesquisa.” comenta.

Abaixo, separamos alguns verbetes do guia, você pode fazer o download da versão completa aqui 

House:

Aqui a gente entra na Era Contemporânea e explica um pouco dos principais gêneros. Como é derivada da Disco, a House music manteve algumas das suas características, ao mesmo tempo em que adicionava novos elementos – pense nela como uma atualização. Synth Pop, Jazz Latino, Rap, ritmos jamaicanos como Reggae e Dub entraram na brincadeira, junto com timbres de bateria e baixo eletrônicos, que podiam ser trechos de outras músicas – os samples – ou gerados pelos então novos TB-303, TB-808 e TR-909 da Roland, instrumentos icônicos dessa geração. O nome veio do club onde o lendário DJ Frankie Knuckles tocava, o Warehouse, em Chicago. Knuckles misturava trechos de clássicos da disco com loops que ele mesmo produzia, em fitas, ou simplesmente repetindo determinados trechos de uma mesma música, usando dois discos iguais. A técnica se difundiu e os frequentadores do club começaram a pedir nas lojas de disco locais “o som da House”. Daí para ganhar as rádios, e mais tarde a Europa, foi uma questão de tempo – bem pouco tempo, aliás. Mas antes mesmo de chegar lá, a House já tinha gerado seu filhote – o Techno – e variações começaram a surgir. Funky House e Deep House são algumas delas.

Techno

Aqui a família se divide, mas sem traumas. Enquanto a House mantém sua proximidade orgânica com a Disco, o Techno é um gênero estritamente mecânico. Mais rápido e intenso, abusa das linhas pesadas de bateria e baixo e do uso de timbres de sintetizadores. O gênero surgiu em Detroit, e sua ideia central é a harmonia entre homem e máquina. Quem começou a história foram os produtores Juan Atkins e Richard Davies, com o projeto Cybotron, em 1981. Com um leque amplo de influências, de Afrika Bambaataa e Kraftwerk a P-Funk e o escritor Alvin Toffler, o Cybotron criou a música que definiu o estilo, “Techno City”, em 1984. No ano seguinte, Derrick May e Kevin Saunderson se juntam a Atkins e gravam com inúmeros pseudônimos. Assim como a House, também se desdobrou em variações.

Trance

Irmão caçula da turma, o Trance surgiu na Alemanha no começo dos anos 90. Como o nome entrega, a ideia é provocar um estado de libertação espiritual, pelo transe ou hipnose no ouvinte, através de faixas longas e progressivas, com uso de sintetizadores, mas de forma mais melódica que o Techno, podendo ou não incorporar elementos deste, ou mesmo da House. Os fundamentos do Trance são antigos – a humanidade usa a música para fins espirituais há séculos. As variantes mais conhecidas são Psy Trance e Full On – falaremos sobre eles daqui a pouco.

 

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