A nova era da informação!

Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”

A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”.
Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”
12

Leitura recomendada: “O Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”

A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”. Compilado por Hermes Pons, o trabalho reúne diversos verbetes que podem sanar algumas dúvidas bem importantes quando falamos de vertentes de música eletrônica.

Em entrevista para o Portal RMC, Hermes contou um pouco sobre o objetivo do guia e as dificuldades para realizá-los.  Segundo ele: “A falta de literatura em português foi só um dos motivos. Numa conversa entre o Christ e eu, percebemos que o público médio, ou mesmo quem está começando na música eletrônica, tende a colocar tudo no mesmo balaio, e isso desvaloriza uma cultura tão rica como a nossa – meio que perpetua o mito da música fácil, “de botão”, bate-estaca. Além disso, mesmo quem já tem certa intimidade com o assunto às vezes não tem um referencial histórico – e num gênero em que boa parte dos artistas se baseia na pesquisa para criar as suas obras, isso é um erro.”

Certamente, a diversidade de estilos e a velocidade com que surgem e se transformam, tornam uma tarefa difícil até mesmo para o observador mais atento acompanhar tudo o que acontece no cenário. No entando, entender suas origens não significa conhecer cada detalhe do Dutch House, por exemplo, mas compreender o porque as coisas se configuram ou soam de tal maneira, entendendo que a música eletrônica é uma cultura muito rica e variada.

Por fim,  Hermes ressalta que a ideia não é ser uma leitura definitiva e imutável da música eletrônica. “Alguns amigos que leram disseram, ‘ah, faltou falar de tal gênero’, mas a ideia era não se aprofundar demais, pra manter a ideia de misturar o surgimento dos estilos com um contexto histórico, sem deixar a leitura pesada. Também é um jeito de despertar a curiosidade, e assim incentivar a pesquisa.” comenta.

Abaixo, separamos alguns verbetes do guia, você pode fazer o download da versão completa aqui 

House:

Aqui a gente entra na Era Contemporânea e explica um pouco dos principais gêneros. Como é derivada da Disco, a House music manteve algumas das suas características, ao mesmo tempo em que adicionava novos elementos – pense nela como uma atualização. Synth Pop, Jazz Latino, Rap, ritmos jamaicanos como Reggae e Dub entraram na brincadeira, junto com timbres de bateria e baixo eletrônicos, que podiam ser trechos de outras músicas – os samples – ou gerados pelos então novos TB-303, TB-808 e TR-909 da Roland, instrumentos icônicos dessa geração. O nome veio do club onde o lendário DJ Frankie Knuckles tocava, o Warehouse, em Chicago. Knuckles misturava trechos de clássicos da disco com loops que ele mesmo produzia, em fitas, ou simplesmente repetindo determinados trechos de uma mesma música, usando dois discos iguais. A técnica se difundiu e os frequentadores do club começaram a pedir nas lojas de disco locais “o som da House”. Daí para ganhar as rádios, e mais tarde a Europa, foi uma questão de tempo – bem pouco tempo, aliás. Mas antes mesmo de chegar lá, a House já tinha gerado seu filhote – o Techno – e variações começaram a surgir. Funky House e Deep House são algumas delas.

Techno

Aqui a família se divide, mas sem traumas. Enquanto a House mantém sua proximidade orgânica com a Disco, o Techno é um gênero estritamente mecânico. Mais rápido e intenso, abusa das linhas pesadas de bateria e baixo e do uso de timbres de sintetizadores. O gênero surgiu em Detroit, e sua ideia central é a harmonia entre homem e máquina. Quem começou a história foram os produtores Juan Atkins e Richard Davies, com o projeto Cybotron, em 1981. Com um leque amplo de influências, de Afrika Bambaataa e Kraftwerk a P-Funk e o escritor Alvin Toffler, o Cybotron criou a música que definiu o estilo, “Techno City”, em 1984. No ano seguinte, Derrick May e Kevin Saunderson se juntam a Atkins e gravam com inúmeros pseudônimos. Assim como a House, também se desdobrou em variações.

Trance

Irmão caçula da turma, o Trance surgiu na Alemanha no começo dos anos 90. Como o nome entrega, a ideia é provocar um estado de libertação espiritual, pelo transe ou hipnose no ouvinte, através de faixas longas e progressivas, com uso de sintetizadores, mas de forma mais melódica que o Techno, podendo ou não incorporar elementos deste, ou mesmo da House. Os fundamentos do Trance são antigos – a humanidade usa a música para fins espirituais há séculos. As variantes mais conhecidas são Psy Trance e Full On – falaremos sobre eles daqui a pouco.

 

Clique aqui e conheça a América Latina: 

Cataratas do Iguaçu do Brasil e da Argentina

Conheça o Chile e passe por experiência únicas

Tango, Carne e belezas naturais, a fascinante Argentina

São Paulo um dos maiores centros culturais do mundo!

Uruguay de Punta del Este a Montevidéu um país livre para todos!

OUVIR NOTÍCIA

A escola de DJ e Produtores Yellow publicou recentemente o “Guia Essencial dos Estilos de Música Eletrônica”. Compilado por Hermes Pons, o trabalho reúne diversos verbetes que podem sanar algumas dúvidas bem importantes quando falamos de vertentes de música eletrônica.

Em entrevista para o Portal RMC, Hermes contou um pouco sobre o objetivo do guia e as dificuldades para realizá-los.  Segundo ele: “A falta de literatura em português foi só um dos motivos. Numa conversa entre o Christ e eu, percebemos que o público médio, ou mesmo quem está começando na música eletrônica, tende a colocar tudo no mesmo balaio, e isso desvaloriza uma cultura tão rica como a nossa – meio que perpetua o mito da música fácil, “de botão”, bate-estaca. Além disso, mesmo quem já tem certa intimidade com o assunto às vezes não tem um referencial histórico – e num gênero em que boa parte dos artistas se baseia na pesquisa para criar as suas obras, isso é um erro.”

Certamente, a diversidade de estilos e a velocidade com que surgem e se transformam, tornam uma tarefa difícil até mesmo para o observador mais atento acompanhar tudo o que acontece no cenário. No entando, entender suas origens não significa conhecer cada detalhe do Dutch House, por exemplo, mas compreender o porque as coisas se configuram ou soam de tal maneira, entendendo que a música eletrônica é uma cultura muito rica e variada.

Por fim,  Hermes ressalta que a ideia não é ser uma leitura definitiva e imutável da música eletrônica. “Alguns amigos que leram disseram, ‘ah, faltou falar de tal gênero’, mas a ideia era não se aprofundar demais, pra manter a ideia de misturar o surgimento dos estilos com um contexto histórico, sem deixar a leitura pesada. Também é um jeito de despertar a curiosidade, e assim incentivar a pesquisa.” comenta.

Abaixo, separamos alguns verbetes do guia, você pode fazer o download da versão completa aqui 

House:

Aqui a gente entra na Era Contemporânea e explica um pouco dos principais gêneros. Como é derivada da Disco, a House music manteve algumas das suas características, ao mesmo tempo em que adicionava novos elementos – pense nela como uma atualização. Synth Pop, Jazz Latino, Rap, ritmos jamaicanos como Reggae e Dub entraram na brincadeira, junto com timbres de bateria e baixo eletrônicos, que podiam ser trechos de outras músicas – os samples – ou gerados pelos então novos TB-303, TB-808 e TR-909 da Roland, instrumentos icônicos dessa geração. O nome veio do club onde o lendário DJ Frankie Knuckles tocava, o Warehouse, em Chicago. Knuckles misturava trechos de clássicos da disco com loops que ele mesmo produzia, em fitas, ou simplesmente repetindo determinados trechos de uma mesma música, usando dois discos iguais. A técnica se difundiu e os frequentadores do club começaram a pedir nas lojas de disco locais “o som da House”. Daí para ganhar as rádios, e mais tarde a Europa, foi uma questão de tempo – bem pouco tempo, aliás. Mas antes mesmo de chegar lá, a House já tinha gerado seu filhote – o Techno – e variações começaram a surgir. Funky House e Deep House são algumas delas.

Techno

Aqui a família se divide, mas sem traumas. Enquanto a House mantém sua proximidade orgânica com a Disco, o Techno é um gênero estritamente mecânico. Mais rápido e intenso, abusa das linhas pesadas de bateria e baixo e do uso de timbres de sintetizadores. O gênero surgiu em Detroit, e sua ideia central é a harmonia entre homem e máquina. Quem começou a história foram os produtores Juan Atkins e Richard Davies, com o projeto Cybotron, em 1981. Com um leque amplo de influências, de Afrika Bambaataa e Kraftwerk a P-Funk e o escritor Alvin Toffler, o Cybotron criou a música que definiu o estilo, “Techno City”, em 1984. No ano seguinte, Derrick May e Kevin Saunderson se juntam a Atkins e gravam com inúmeros pseudônimos. Assim como a House, também se desdobrou em variações.

Trance

Irmão caçula da turma, o Trance surgiu na Alemanha no começo dos anos 90. Como o nome entrega, a ideia é provocar um estado de libertação espiritual, pelo transe ou hipnose no ouvinte, através de faixas longas e progressivas, com uso de sintetizadores, mas de forma mais melódica que o Techno, podendo ou não incorporar elementos deste, ou mesmo da House. Os fundamentos do Trance são antigos – a humanidade usa a música para fins espirituais há séculos. As variantes mais conhecidas são Psy Trance e Full On – falaremos sobre eles daqui a pouco.

 

Clique aqui e conheça a América Latina: 

Cataratas do Iguaçu do Brasil e da Argentina

Conheça o Chile e passe por experiência únicas

Tango, Carne e belezas naturais, a fascinante Argentina

São Paulo um dos maiores centros culturais do mundo!

Uruguay de Punta del Este a Montevidéu um país livre para todos!

Comentários

Quer mais artigos e as newsletters editoriais no seu e-mail?

Receba as notícias do dia e os alertas de última hora.
[CARREGANDO...]

Confira mais Notícias

Rolê na Fronteira
Sarau do CDH acontece hoje, veja o que vai rolar na programação
Sarau do CDH acontece hoje, veja o que vai rolar na programação
VISUALIZAR
Política
País não terá transformação rápida 'por vias democráticas', diz filho de Bolsonaro
País não terá transformação rápida 'por vias democráticas', diz filho de  Bolsonaro
VISUALIZAR
Política
Dallagnol falta à audiência na Câmara dos Deputados e é chamado de 'fujão'
Dallagnol falta à audiência na Câmara dos Deputados e é chamado de 'fujão'
VISUALIZAR
Economia
Decreto 10006/19 assinado pelo governo que da carta branca para Paulo Guedes privatizar o que...
Decreto 10006/19 assinado pelo governo que da carta branca para Paulo Guedes privatizar o que quiser
VISUALIZAR
Política
Raquel Dodge dá parecer pela cassação de Selma, Senadora de Bolsonaro por caixa 2
Raquel Dodge dá parecer pela cassação de Selma, Senadora de Bolsonaro por caixa 2
VISUALIZAR
Sociedade
Colaborador da Funai é assassinado em área de conflito na Amazônia
Colaborador da Funai é assassinado em área de conflito na Amazônia
VISUALIZAR
Fale com a redação!

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )