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Justiça bloqueia R$ 2,3 milhões de Rossoni e mais dois investigados

Chefe da Casa Civil é acusado de empregar ‘fantasmas’ na Assembleia do PR. Valdir Rossoni afirma que vai recorrer e que a denúncia
Justiça bloqueia R$ 2,3 milhões de Rossoni e mais dois investigados
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Justiça bloqueia R$ 2,3 milhões de Rossoni e mais dois investigados

Chefe da Casa Civil é acusado de empregar ‘fantasmas’ na Assembleia do PR. Valdir Rossoni afirma que vai recorrer e que a denúncia é inverídica.

A Justiça decretou nesta terça-feira (24) o bloqueio de R$ 2.383.827 do secretário chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB) e outras duas pessoas. Os três são acusados de improbidade administrativa, isto é, mau uso do dinheiro público, pela contratação de funcionários fantasmas no gabinete de Rossoni na Assembleia Legislativa (Alep).

Rossoni presidiu a Alep entre 2011 e 2014, quando era deputado estadual. Ele passou a exercer mandato de deputado federal em 2015 e, em março de 2016, se licenciou do cargo porque foi nomeado chefe da Casa Civil pelo governador Beto Richa (PSDB).

A decisão do bloqueio de bens é do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública Guilherme de Paula Rezende. Além de Rossoni, o bloqueio de bens se estende ao empresário Gustavo Berlinck de Toledo Marcondes Ribas e Altair Carlos Daru, que foi chefe de gabinete de Rossoni na Alep, além de diretor-administrativo da Casa na gestão do tucano.

Segundo o Ministério Público (MP), Altair Daru acompanha Rossoni desde 1991, e era o responsável pelo controle direto dos funcionários dele na Alep. A informação foi confirmada ao MP por Gustavo Marcondes Ribas, que foi funcionário de Rossoni entre 2007 e 2010.
Para o juiz, “é nebulosa a questão de Gustavo Ribas ter efetivamente trabalhado na Alep”.

Segundo as investigações, a partir de 2009 ele repassou, por transferência direta, o dinheiro do salário que recebia para Altair Daru, então chefe de gabinete de Rossoni. Ao MP, Rossoni disse que não conhecia Gustavo Ribas.

Ribas ainda é ligado a outro funcionário do gabinete de Rossoni na Alep. Yuri Eduardo Rover morou na casa dele e foi nomeado para exercer cargo em comissão no gabinete de Rossoni entre julho de 2008 e março de 2009, mas disse ao MP nunca ter trabalhado na Alep.

Na decisão, o juiz afirma que os dois funcionários receberam quase R$ 800 mil, causando prejuízo aos cofres públicos. Se condenado, Rossoni pode perder o cargo de deputado e os direitos políticos.

Outro lado
Em nota, Rossoni afirmou que as duas pessoas apontadas como fantasmas afirmaram em depoimento que não o conhecem, e que ele tampouco as conhece, uma vez que nunca fizeram parte da equipe dele. Ele afirmou ainda que irá recorrer e comprovar que as acusações são inverídicas, e que desagradou a muitos com a “faxina ética e moral” que fez na Alep.

Altair Daru disse que não tem conhecimento da decisão, e que não irá comentar o caso até conversar com o advogado.

Gustavo Ribas se disse surpreso com a decisão, mas que ainda vai se inteirar sobre o caso.

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Chefe da Casa Civil é acusado de empregar ‘fantasmas’ na Assembleia do PR. Valdir Rossoni afirma que vai recorrer e que a denúncia é inverídica.

A Justiça decretou nesta terça-feira (24) o bloqueio de R$ 2.383.827 do secretário chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB) e outras duas pessoas. Os três são acusados de improbidade administrativa, isto é, mau uso do dinheiro público, pela contratação de funcionários fantasmas no gabinete de Rossoni na Assembleia Legislativa (Alep).

Rossoni presidiu a Alep entre 2011 e 2014, quando era deputado estadual. Ele passou a exercer mandato de deputado federal em 2015 e, em março de 2016, se licenciou do cargo porque foi nomeado chefe da Casa Civil pelo governador Beto Richa (PSDB).

A decisão do bloqueio de bens é do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública Guilherme de Paula Rezende. Além de Rossoni, o bloqueio de bens se estende ao empresário Gustavo Berlinck de Toledo Marcondes Ribas e Altair Carlos Daru, que foi chefe de gabinete de Rossoni na Alep, além de diretor-administrativo da Casa na gestão do tucano.

Segundo o Ministério Público (MP), Altair Daru acompanha Rossoni desde 1991, e era o responsável pelo controle direto dos funcionários dele na Alep. A informação foi confirmada ao MP por Gustavo Marcondes Ribas, que foi funcionário de Rossoni entre 2007 e 2010.
Para o juiz, “é nebulosa a questão de Gustavo Ribas ter efetivamente trabalhado na Alep”.

Segundo as investigações, a partir de 2009 ele repassou, por transferência direta, o dinheiro do salário que recebia para Altair Daru, então chefe de gabinete de Rossoni. Ao MP, Rossoni disse que não conhecia Gustavo Ribas.

Ribas ainda é ligado a outro funcionário do gabinete de Rossoni na Alep. Yuri Eduardo Rover morou na casa dele e foi nomeado para exercer cargo em comissão no gabinete de Rossoni entre julho de 2008 e março de 2009, mas disse ao MP nunca ter trabalhado na Alep.

Na decisão, o juiz afirma que os dois funcionários receberam quase R$ 800 mil, causando prejuízo aos cofres públicos. Se condenado, Rossoni pode perder o cargo de deputado e os direitos políticos.

Outro lado
Em nota, Rossoni afirmou que as duas pessoas apontadas como fantasmas afirmaram em depoimento que não o conhecem, e que ele tampouco as conhece, uma vez que nunca fizeram parte da equipe dele. Ele afirmou ainda que irá recorrer e comprovar que as acusações são inverídicas, e que desagradou a muitos com a “faxina ética e moral” que fez na Alep.

Altair Daru disse que não tem conhecimento da decisão, e que não irá comentar o caso até conversar com o advogado.

Gustavo Ribas se disse surpreso com a decisão, mas que ainda vai se inteirar sobre o caso.

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