Portal NFL

Governo monitora servidores antifascistas por meio de ação sigilosa

Segundo revelou coluna do UOL, ação conta com dossiê que mira professores críticos a Bolsonaro e policiais
Governo monitora servidores antifascistas por meio de ação sigilosa
104

Governo monitora servidores antifascistas por meio de ação sigilosa

Uma ação sigilosa do Ministério da Justiça e Segurança Pública mira um grupo de 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do “movimento antifascismo” e três professores universitários críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada nesta sexta-feira 24, pelo colunista Rubens Valente, do portal UOL.

Segundo a coluna, a ação foi colocada em prática no mês de junho deste ano. O Ministério da Justiça produziu um dossiê em que relacionou nomes, fotografias e endereços de redes sociais de algumas pessoas monitoradas. A atividade é realizada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), unidade subordinada ao chefe da pasta, ministro André Mendonça.

Um dos professores vigiados, Paulo Sérgio Pinheiro, é relator da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos na Síria e já atuou como secretário nacional de direitos humanos. Outro docente, Luiz Eduardo Soares, é cientista político e foi secretário de Segurança Pública no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O terceiro é Ricardo Balestreri, secretário estadual de Articulação da Cidadania do governo do Pará e ex-presidente da Anistia Internacional no Brasil.

De acordo com a coluna, o dossiê foi repassado a órgãos políticos e de segurança, como a Polícia Rodoviária Federal, a Casa Civil da Presidência da República, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Força Nacional e três “centros de inteligência” ligados à unidade do Ministério da Justiça, nas regiões Sul, Norte e Nordeste.

Um relatório produzido na primeira quinzena de junho levou o nome de “Ações de Grupos Antifa e Policiais Antifascismo”. O documento foi disseminado dias após a publicação de um manifesto intitulado como “Aliança Popular Antifascismo”, com 503 servidores da área de segurança, como policiais, peritos, bombeiros e guardas.

Ao UOL, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a Inteligência de Segurança Pública tem como objetivo dar subsídio a “decisões que visem ações de prevenção, neutralização e repressão de atos criminosos de qualquer natureza que atentem contra a ordem pública, a incolumidade das pessoas e o patrimônio”.

Confira a nota na íntegra do governo, reportada pela coluna do UOL.

“O Sistema Brasileiro de Inteligência (instituído pela Lei nº 9.883/1999) é responsável pelo processo de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo decisório do Poder Executivo. A atividade de Inteligência de Segurança Pública é realizada por meio do exercício permanente e sistemático de ações especializadas para identificar, avaliar e acompanhar ameaças potenciais ou reais. O objetivo é subsidiar decisões que visem ações de prevenção, neutralização e repressão de atos criminosos de qualquer natureza que atentem contra a ordem pública, a incolumidade das pessoas e o patrimônio. Como agência central do Subsistema de Inteligência de Segurança Pública (Decreto 3695/2000), cabe à Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como atividade de rotina, obter e analisar dados para a produção de conhecimento de inteligência em segurança pública e compartilhar informações com os demais órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência.”

Por Carta Capital

OUVIR NOTÍCIA

Uma ação sigilosa do Ministério da Justiça e Segurança Pública mira um grupo de 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do “movimento antifascismo” e três professores universitários críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada nesta sexta-feira 24, pelo colunista Rubens Valente, do portal UOL.

Segundo a coluna, a ação foi colocada em prática no mês de junho deste ano. O Ministério da Justiça produziu um dossiê em que relacionou nomes, fotografias e endereços de redes sociais de algumas pessoas monitoradas. A atividade é realizada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), unidade subordinada ao chefe da pasta, ministro André Mendonça.

Um dos professores vigiados, Paulo Sérgio Pinheiro, é relator da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos na Síria e já atuou como secretário nacional de direitos humanos. Outro docente, Luiz Eduardo Soares, é cientista político e foi secretário de Segurança Pública no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O terceiro é Ricardo Balestreri, secretário estadual de Articulação da Cidadania do governo do Pará e ex-presidente da Anistia Internacional no Brasil.

De acordo com a coluna, o dossiê foi repassado a órgãos políticos e de segurança, como a Polícia Rodoviária Federal, a Casa Civil da Presidência da República, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Força Nacional e três “centros de inteligência” ligados à unidade do Ministério da Justiça, nas regiões Sul, Norte e Nordeste.

Um relatório produzido na primeira quinzena de junho levou o nome de “Ações de Grupos Antifa e Policiais Antifascismo”. O documento foi disseminado dias após a publicação de um manifesto intitulado como “Aliança Popular Antifascismo”, com 503 servidores da área de segurança, como policiais, peritos, bombeiros e guardas.

Ao UOL, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a Inteligência de Segurança Pública tem como objetivo dar subsídio a “decisões que visem ações de prevenção, neutralização e repressão de atos criminosos de qualquer natureza que atentem contra a ordem pública, a incolumidade das pessoas e o patrimônio”.

Confira a nota na íntegra do governo, reportada pela coluna do UOL.

“O Sistema Brasileiro de Inteligência (instituído pela Lei nº 9.883/1999) é responsável pelo processo de obtenção, análise e disseminação da informação necessária ao processo decisório do Poder Executivo. A atividade de Inteligência de Segurança Pública é realizada por meio do exercício permanente e sistemático de ações especializadas para identificar, avaliar e acompanhar ameaças potenciais ou reais. O objetivo é subsidiar decisões que visem ações de prevenção, neutralização e repressão de atos criminosos de qualquer natureza que atentem contra a ordem pública, a incolumidade das pessoas e o patrimônio. Como agência central do Subsistema de Inteligência de Segurança Pública (Decreto 3695/2000), cabe à Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como atividade de rotina, obter e analisar dados para a produção de conhecimento de inteligência em segurança pública e compartilhar informações com os demais órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência.”

Por Carta Capital

Comentários

Quer mais artigos e as newsletters editoriais no seu e-mail?

Receba as notícias do dia e os alertas de última hora.
[CARREGANDO...]

Confira mais Notícias

Entretenimento
A busca do tema gerador na práxis da Educação Popular
A busca do tema gerador na práxis da Educação Popular
VISUALIZAR
Sociedade
Volkswagen quer “massificar” carros elétricos com o compacto ID.3
Volkswagen quer “massificar” carros elétricos com o compacto ID.3
VISUALIZAR
Sociedade
Carta de mil padres com críticas a Bolsonaro esquenta racha político na Igreja
Carta de mil padres com críticas a Bolsonaro esquenta racha político na Igreja
VISUALIZAR
Sociedade
Ex-Lava Jato pode responder na Justiça por suposto uso de laranja na contratação de outdoor
Ex-Lava Jato pode responder na Justiça por suposto uso de laranja na contratação de outdoor
VISUALIZAR
Sociedade
Jornalista recebe desculpas de Bolsonaro, mas diz que manterá ação judicial
Jornalista recebe desculpas de Bolsonaro, mas diz que manterá ação judicial
VISUALIZAR
Entrevistas
Milton Nascimento sobre o governo Bolsonaro: “Bicho, que pesadelo é esse? É uma tragédia...
Milton Nascimento sobre o governo Bolsonaro: “Bicho, que pesadelo é esse? É uma tragédia sem parâmetro”
VISUALIZAR