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Dono da UTC confirma que assinou 169 contratos com a Petrobras durante gestão de FHC

O dono da empresa UTC, Ricardo Pessoa, afirmou ontem (15) na CPI da Petrobras que a UTC começou a trabalhar para a Petrobras
Dono da UTC confirma que assinou 169 contratos com a Petrobras durante gestão de FHC
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Dono da UTC confirma que assinou 169 contratos com a Petrobras durante gestão de FHC

Vânia Rodrigues / BR29

 O dono da empresa UTC, Ricardo Pessoa, afirmou ontem (15) na CPI da Petrobras que a UTC começou a trabalhar para a Petrobras ainda na década de 70 e que sempre “negociou com pessoas” nestes anos todos.

Embora tenha passado por oito presidentes, o empreiteiro fez questão de citar que no governo Fernando Henrique Cardoso foram assinados 169 contratos; no governo Lula 151; e 70 no primeiro governo Dilma.

“As informações mostram que os contratos da UTC com a Petrobras permaneceram nos mesmos patamares do governo FHC, não houve modificações com a chegada do PT ao governo”, observou.

O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) fez questão de perguntar sobre as doações, da ordem de R$ 50 milhões, feitas pela UTC para campanhas eleitorais de 2014. “Foram feitas doações a 27 partidos políticos. Foram doações para o DEM, PSDB, PMDB, PSB, PT, PP, PV, Solidariedade, Pros e tantos outros”, respondeu Pessoa. “O que motivou essas doações?”, quis saber o relator. O empreiteiro, no entanto, optou pelo direito constitucional de ficar calado.

O deputado Leo de Brito (PT-AC), falando pela liderança do partido, criticou mais uma vez os dois pesos e as duas medidas que a oposição, o Ministério Público e a grande mídia dão para as doações feitas ao PT e aos demais partidos. “O dono da UTC doou muito mais para a campanha do senador derrotado Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República do que para a campanha vitoriosa da presidenta Dilma. Tudo está declarado e aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, querem considerar as doações feitas ao PT como propina”, desabafou.

Na mesma linha, o deputado Jorge Solla (PT-BA)  quis saber do empreiteiro como é possível fazer, no mesmo ano, doações para duas campanhas e carimbar uma como legal e a outra como propina. “Será que o senhor Ricardo Pessoa foi lá no Vaticano buscar um dinheiro santo para doar ao PSDB?” ironizou.

O deputado Jorge Solla lembrou que, assim como a campanha de Aécio Neves recebeu mais doação do que a campanha da Dilma, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu da UTC três vezes mais recursos do que a campanha de Aloizio Mercadante (PT) para o governo de São Paulo. “Mas apenas os recursos que foram para Mercadante é que estão querendo carimbar como caixa 2”, denunciou o deputado. Ele disse que até entende porque as doações ao PSDB foram maiores. “É só ver as denúncias de corrupção no metrô de São Paulo ou na Cidade Administrativa de Belo Horizonte, ambas nos governos tucanos. A UTC está lá, nas duas obras”, ressaltou.

Financiamento empresarial – Jorge Solla e Leo de Brito aproveitaram para defender o fim do financiamento empresarial de campanha. “O que diferencia o que é propina e o que é doação oficial? Por isso somos contra o financiamento empresarial de campanha. Esse tipo de doação deixa todos sob suspeita”, argumentou o deputado Leo de Brito. Jorge Solla acrescentou que é preciso acabar com “a hipocrisia e a cara de pau de quem diz que é contra a corrupção, mas defende a contribuição empresarial de campanha”.

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), diante do silêncio do empreiteiro e do vazamento seletivo da sua delação premiada, cobrou serenidade da CPI que, na sua avaliação, está sempre um passo atrás do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal. “Estamos trabalhando há sete meses e delatores que podem colaborar veem aqui e ficam calados, abrindo espaço para que a oposição carregue nas cores do que foi vazado propositalmente e, preferencialmente, contra o PT”, observou. Prascidelli disse ainda que é preciso saber o momento de se concluir o trabalho do colegiado e defendeu que seja apresentado no parecer final mecanismo que avance na definição do papel e das atribuições de uma comissão parlamentar de inquérito.

UTC Imobiliário – A CPI ouviria também, na reunião desta terça-feira, Sandra Raphael Guimarães, funcionária da UTC, acusada de ocultação de um imóvel em Lauro de Freitas (BA), mas ela também optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio. Sandra apenas informou que não tem qualquer ligação com as investigações da Operação Lava Jato. “Eu sou funcionária da UTC Desenvolvimento Imobiliário, trabalho em Salvador e não tenho nenhum cargo de direção. Nunca prestei serviço à Petrobras e nem à UTC Engenharia. Por isso pedi à Justiça para ser dispensada e vou ficar em silêncio”, disse.

Saipem do Brasil – O colegiado ouviu ainda Roberto de Moraes Mendes, responsável pela gestão de projetos de gasodutos e oleodutos da empresa Saipem do Brasil. Ele disse não ter conhecimento de suspeitas de pagamento de propina pela empresa a diretores da Petrobras.

Respondendo a questionamento do relator Luiz Sérgio, Roberto afirmou que “nunca foi feito qualquer pedido de propina ou mesmo insinuação nas fases em que participei dos contratos, durante os processos de licitação”.

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 O dono da empresa UTC, Ricardo Pessoa, afirmou ontem (15) na CPI da Petrobras que a UTC começou a trabalhar para a Petrobras ainda na década de 70 e que sempre “negociou com pessoas” nestes anos todos.

Embora tenha passado por oito presidentes, o empreiteiro fez questão de citar que no governo Fernando Henrique Cardoso foram assinados 169 contratos; no governo Lula 151; e 70 no primeiro governo Dilma.

“As informações mostram que os contratos da UTC com a Petrobras permaneceram nos mesmos patamares do governo FHC, não houve modificações com a chegada do PT ao governo”, observou.

O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) fez questão de perguntar sobre as doações, da ordem de R$ 50 milhões, feitas pela UTC para campanhas eleitorais de 2014. “Foram feitas doações a 27 partidos políticos. Foram doações para o DEM, PSDB, PMDB, PSB, PT, PP, PV, Solidariedade, Pros e tantos outros”, respondeu Pessoa. “O que motivou essas doações?”, quis saber o relator. O empreiteiro, no entanto, optou pelo direito constitucional de ficar calado.

O deputado Leo de Brito (PT-AC), falando pela liderança do partido, criticou mais uma vez os dois pesos e as duas medidas que a oposição, o Ministério Público e a grande mídia dão para as doações feitas ao PT e aos demais partidos. “O dono da UTC doou muito mais para a campanha do senador derrotado Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República do que para a campanha vitoriosa da presidenta Dilma. Tudo está declarado e aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, querem considerar as doações feitas ao PT como propina”, desabafou.

Na mesma linha, o deputado Jorge Solla (PT-BA)  quis saber do empreiteiro como é possível fazer, no mesmo ano, doações para duas campanhas e carimbar uma como legal e a outra como propina. “Será que o senhor Ricardo Pessoa foi lá no Vaticano buscar um dinheiro santo para doar ao PSDB?” ironizou.

O deputado Jorge Solla lembrou que, assim como a campanha de Aécio Neves recebeu mais doação do que a campanha da Dilma, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu da UTC três vezes mais recursos do que a campanha de Aloizio Mercadante (PT) para o governo de São Paulo. “Mas apenas os recursos que foram para Mercadante é que estão querendo carimbar como caixa 2”, denunciou o deputado. Ele disse que até entende porque as doações ao PSDB foram maiores. “É só ver as denúncias de corrupção no metrô de São Paulo ou na Cidade Administrativa de Belo Horizonte, ambas nos governos tucanos. A UTC está lá, nas duas obras”, ressaltou.

Financiamento empresarial – Jorge Solla e Leo de Brito aproveitaram para defender o fim do financiamento empresarial de campanha. “O que diferencia o que é propina e o que é doação oficial? Por isso somos contra o financiamento empresarial de campanha. Esse tipo de doação deixa todos sob suspeita”, argumentou o deputado Leo de Brito. Jorge Solla acrescentou que é preciso acabar com “a hipocrisia e a cara de pau de quem diz que é contra a corrupção, mas defende a contribuição empresarial de campanha”.

O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), diante do silêncio do empreiteiro e do vazamento seletivo da sua delação premiada, cobrou serenidade da CPI que, na sua avaliação, está sempre um passo atrás do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal. “Estamos trabalhando há sete meses e delatores que podem colaborar veem aqui e ficam calados, abrindo espaço para que a oposição carregue nas cores do que foi vazado propositalmente e, preferencialmente, contra o PT”, observou. Prascidelli disse ainda que é preciso saber o momento de se concluir o trabalho do colegiado e defendeu que seja apresentado no parecer final mecanismo que avance na definição do papel e das atribuições de uma comissão parlamentar de inquérito.

UTC Imobiliário – A CPI ouviria também, na reunião desta terça-feira, Sandra Raphael Guimarães, funcionária da UTC, acusada de ocultação de um imóvel em Lauro de Freitas (BA), mas ela também optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio. Sandra apenas informou que não tem qualquer ligação com as investigações da Operação Lava Jato. “Eu sou funcionária da UTC Desenvolvimento Imobiliário, trabalho em Salvador e não tenho nenhum cargo de direção. Nunca prestei serviço à Petrobras e nem à UTC Engenharia. Por isso pedi à Justiça para ser dispensada e vou ficar em silêncio”, disse.

Saipem do Brasil – O colegiado ouviu ainda Roberto de Moraes Mendes, responsável pela gestão de projetos de gasodutos e oleodutos da empresa Saipem do Brasil. Ele disse não ter conhecimento de suspeitas de pagamento de propina pela empresa a diretores da Petrobras.

Respondendo a questionamento do relator Luiz Sérgio, Roberto afirmou que “nunca foi feito qualquer pedido de propina ou mesmo insinuação nas fases em que participei dos contratos, durante os processos de licitação”.

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