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“Comissão da Verdade resgatou memória. Agora falta a justiça”, diz Aluízio Palmar

Após quatro anos de trabalho, a Comissão Estadual da Verdade do Paraná
“Comissão da Verdade resgatou memória. Agora falta a justiça”, diz Aluízio Palmar
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“Comissão da Verdade resgatou memória. Agora falta a justiça”, diz Aluízio Palmar

 Após quatro anos de trabalho, a Comissão Estadual da Verdade do Paraná – Teresa Urban, entregará oficialmente seu relatório final na segunda-feira (27), às 19 horas, em evento no auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A comissão apurou violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar, entre os anos de 1964 a 1988, por meio de pesquisas, coleta de dados, depoimentos, audiências públicas e entrevistas.

Parte destes documentos e a possibilidade de contato com pessoas ou familiares daqueles que foram vítimas da repressão dos anos de chumbo foi possível graças ao jornalista e pesquisador Aluízio Palmar. Ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), ele foi perseguido e preso pelo regime. Na prisão chegou a tentar suicídio temendo não resistir às torturas. Em 1971 foi deportado para o Chile, junto com outros 69 companheiros, em troca da liberação do embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Bucher.

Todo esse histórico e, especialmente sua atuação contra o regime no interior do Paraná, fez com que Aluízio Palmar se tornasse uma das principais fontes da Comissão Teresa Urban. Concluído os trabalhos do grupo, o pesquisador destaca que a criação da CEV no Paraná foi importante na medida “que não só provocou as demandas reprimidas, mas também as canalizou e as registrou”. Todo o reconstruiu uma narrativa que recuperou a verdade e recriou a memória. “As vítimas de graves violações tiveram um lugar para romper um longo período de silêncio. Com o relatório a memória está resgatada. Agora falta a justiça”, aponta o jornalista.

Acervo histórico

Em setembro de 1979, depois de um período de clandestinidade, Palmar foi morar em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Em 1980 criou o semanário “Nosso Tempo”, de linha editorial crítica ao regime militar. Aos 75 anos de idade, ele mantém o site https://www.documentosrevelados.com.br/, que auxiliou os trabalhos da Comissão Teresa Urban na elaboração do relatório final. Sua página na internet reúne mais de 80 mil documentos sobre a ditadura.

Para Palmar, o atual momento de crise política e decepção com as instituições faz com que grupos extremistas preguem o retorno de um regime militar. “Esse movimento é resultado da crise econômica e política. A pregação de um golpe militar parte de alguns exaltados da extrema direita que se aproveitam da atual situação. Buscam adeptos nesse caldo de vítimas da situação econômica e entre os decepcionados”, aponta

Conversa no Sismuc

Além de participar na segunda-feira (27) da cerimônia de entrega do relatório final da Comissão Estadual da Verdade, Aluízio Palmar participará de uma roda de conversa na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc). O bate papo, das 15h às 17h, será promovido pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia e é aberto a todos que tenham interesse. O Sismuc está localizado na rua Monsenhor Celso, nº 225, 2º andar, – Centro.

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 Após quatro anos de trabalho, a Comissão Estadual da Verdade do Paraná – Teresa Urban, entregará oficialmente seu relatório final na segunda-feira (27), às 19 horas, em evento no auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A comissão apurou violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar, entre os anos de 1964 a 1988, por meio de pesquisas, coleta de dados, depoimentos, audiências públicas e entrevistas.

Parte destes documentos e a possibilidade de contato com pessoas ou familiares daqueles que foram vítimas da repressão dos anos de chumbo foi possível graças ao jornalista e pesquisador Aluízio Palmar. Ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), ele foi perseguido e preso pelo regime. Na prisão chegou a tentar suicídio temendo não resistir às torturas. Em 1971 foi deportado para o Chile, junto com outros 69 companheiros, em troca da liberação do embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Bucher.

Todo esse histórico e, especialmente sua atuação contra o regime no interior do Paraná, fez com que Aluízio Palmar se tornasse uma das principais fontes da Comissão Teresa Urban. Concluído os trabalhos do grupo, o pesquisador destaca que a criação da CEV no Paraná foi importante na medida “que não só provocou as demandas reprimidas, mas também as canalizou e as registrou”. Todo o reconstruiu uma narrativa que recuperou a verdade e recriou a memória. “As vítimas de graves violações tiveram um lugar para romper um longo período de silêncio. Com o relatório a memória está resgatada. Agora falta a justiça”, aponta o jornalista.

Acervo histórico

Em setembro de 1979, depois de um período de clandestinidade, Palmar foi morar em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Em 1980 criou o semanário “Nosso Tempo”, de linha editorial crítica ao regime militar. Aos 75 anos de idade, ele mantém o site https://www.documentosrevelados.com.br/, que auxiliou os trabalhos da Comissão Teresa Urban na elaboração do relatório final. Sua página na internet reúne mais de 80 mil documentos sobre a ditadura.

Para Palmar, o atual momento de crise política e decepção com as instituições faz com que grupos extremistas preguem o retorno de um regime militar. “Esse movimento é resultado da crise econômica e política. A pregação de um golpe militar parte de alguns exaltados da extrema direita que se aproveitam da atual situação. Buscam adeptos nesse caldo de vítimas da situação econômica e entre os decepcionados”, aponta

Conversa no Sismuc

Além de participar na segunda-feira (27) da cerimônia de entrega do relatório final da Comissão Estadual da Verdade, Aluízio Palmar participará de uma roda de conversa na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc). O bate papo, das 15h às 17h, será promovido pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia e é aberto a todos que tenham interesse. O Sismuc está localizado na rua Monsenhor Celso, nº 225, 2º andar, – Centro.

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