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Centro de Direitos Humanos repudia abuso de autoridade, preconceito e racismo em evento cultural por parte de agentes de

Centro de Direitos Humanos repudia abuso de autoridade, preconceito e racismo em evento cultural por parte de agentes de segurança
Centro de Direitos Humanos repudia abuso de autoridade, preconceito e racismo em evento cultural por parte de agentes de
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Centro de Direitos Humanos repudia abuso de autoridade, preconceito e racismo em evento cultural por parte de agentes de

Centro de Direitos Humanos repudia abuso de autoridade, preconceito e racismo em evento cultural por parte de agentes de segurança .

Assista vídeo divulgado pelas redes sociais em que 3 policiais militares homens fazem revista em uma jovem

NOTA DE REPÚDIO – VIOLÊNCIA POLICIAL

O CDHMP – Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu manifesta repúdio à ação policial realizada contra jovens na Pista Pública de Skate de Foz do Iguaçu, ocorrida na noite da última segunda-feira, 11.

Forças policiais, incluídos grupamentos táticos e operacionais especializados, órgãos de fiscalização municipal e operadores dos direitos da criança e do adolescente, sob a chuva e durante mais de duas horas, abordaram participantes de evento cultural que acontece periodicamente na pista localizada perto da praça pública e do Ginásio Costa Cavalcanti.

O resultado da operação, que reuniu quase duas dezenas de viaturas e veículos oficiais: duas jovens conduzidas para o atendimento a termo circunstanciado; uma delas disse ter 13 anos de idade. O motivo: “desacato” a policiais. Sob ataques machistas dos policiais, ela foi ofendida pela “roupa curta” que usava.

Relatos dos jovens e vídeo veiculado nas redes sociais mostram pelo menos três policiais, todos homens, conduzindo em flagrante arbitrariedade uma das meninas.

Jovens contam que, após protestos, policiais militares femininas foram chamadas ao local para as revistas. Meninas precisaram esperar, debaixo de chuva, até o início da inspeção adequada e legal feita pelas agentes mulheres, que agiram com educação e respeito.

Jovens foram revistados por até três vezes. Policiais faziam xingamentos, agressões verbais e julgamentos morais, impedindo filmagens com celulares, mesmo após a abordagem. Entretanto fotos alimentaram redes sociais particulares de agentes de segurança participantes da ação, acompanhadas de textos de conteúdo pejorativo.

A operação policial constituiu ataque aos direitos culturais da juventude e demonstração de preconceito e racismo contra a cultura hip-hop, manifestação identificada com a estética da periferia e com os estratos negros e populares da juventude.

Os jovens participantes do evento e o CDHMP reivindicam do poder público, especialmente do órgão responsável pela gestão municipal da cultura, segurança pública para a realização do encontro e garantias de respeito às expressões e identidades juvenis.

 

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Forças policiais, incluídos grupamentos táticos e operacionais especializados, órgãos de fiscalização municipal e operadores dos direitos da criança e do adolescente, sob a chuva e durante mais de duas horas, abordaram participantes de evento cultural que acontece periodicamente na pista localizada perto da praça pública e do Ginásio Costa Cavalcanti.

O resultado da operação, que reuniu quase duas dezenas de viaturas e veículos oficiais: duas jovens conduzidas para o atendimento a termo circunstanciado; uma delas disse ter 13 anos de idade. O motivo: “desacato” a policiais. Sob ataques machistas dos policiais, ela foi ofendida pela “roupa curta” que usava.

Relatos dos jovens e vídeo veiculado nas redes sociais mostram pelo menos três policiais, todos homens, conduzindo em flagrante arbitrariedade uma das meninas.

Jovens contam que, após protestos, policiais militares femininas foram chamadas ao local para as revistas. Meninas precisaram esperar, debaixo de chuva, até o início da inspeção adequada e legal feita pelas agentes mulheres, que agiram com educação e respeito.

Jovens foram revistados por até três vezes. Policiais faziam xingamentos, agressões verbais e julgamentos morais, impedindo filmagens com celulares, mesmo após a abordagem. Entretanto fotos alimentaram redes sociais particulares de agentes de segurança participantes da ação, acompanhadas de textos de conteúdo pejorativo.

A operação policial constituiu ataque aos direitos culturais da juventude e demonstração de preconceito e racismo contra a cultura hip-hop, manifestação identificada com a estética da periferia e com os estratos negros e populares da juventude.

Os jovens participantes do evento e o CDHMP reivindicam do poder público, especialmente do órgão responsável pela gestão municipal da cultura, segurança pública para a realização do encontro e garantias de respeito às expressões e identidades juvenis.

 

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