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Brasil é cobrado a explicar vínculos militares com Israel

Os movimentos sociais e organizações envolvidas esperam que mais parlamentares de outros estados se somem à iniciativa
Brasil é cobrado a explicar vínculos militares com Israel
Hermes 900 é uma aeronave israelense não tripulada adquirida pelo Brasil
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Brasil é cobrado a explicar vínculos militares com Israel

Uma onda de requerimentos de informação dirigidas a governos estaduais e ministérios , parlamentares denunciam cumplicidade brasileira com crimes israelenses e aprofundamento da militarização e racismo no Brasil

Nos dois últimos dias, parlamentares do PSOL e do PT protocolaram requerimentos de informação questionando os Ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública, e as Secretarias de Segurança Pública de oito estados brasileiros e do Distrito Federal sobre as relações comerciais e de cooperação com Israel e empresas israelenses nas áreas de defesa e segurança. As autoridades deverão informar, por exemplo, se as polícias civis, militares, a Força Nacional, a Polícia Federal e as Forças Armadas fazem uso de armamentos israelenses ou realizaram treinamentos naquele país.

Esta onda de Requerimentos de Informação ocorre cerca de um mês após mais de 300 figuras públicas e parlamentares latino-americanos publicarem um manifesto condenando os planos israelenses de anexação de jure da Cisjordânia, e endossando o chamado de organizações da sociedade civil palestina por um embargo militar a Israel. Os parlamentes consideram “ urgente aferir de que modo o Brasil se faz cúmplice das violações perpetradas pelo regime israelense e auxilia na manutenção destas ilegalidades”.

A iniciativa foi articulada por movimentos sociais e organizações da sociedade civil que integram o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), no contexto do 5º Julho Negro. O evento, organizado por movimentos de favelas, de mães e de familiares de vítimas da violência de Estado no Rio de Janeiro, foi realizado virtualmente nesta semana. Gizele Martins, comunicadora social da favela da Maré e uma das organizadoras do Julho Negro, afirma que “a luta contra o racismo e a militarização é global e não se pode aceitar que táticas e tecnologias desenvolvidas sobre o povo palestino ajudem a matar e reprimir ainda mais no Brasil”.

No Rio de Janeiro, a bancada estadual do PSOL, composta por Flávio Serafini, Dani Monteiro, Eliomar Coelho, Mônica Francisco e Renata Souza, enviou ontem o Requerimento de Informação à Secretaria de Segurança Pública do estado. O mesmo ocorreu na quarta-feira, em São Paulo, quando os questionamentos foram apresentados por Mônica Seixas da Bancada Ativista, Carlos Giannazi, Erica Malunguinho e Isa Penna, integrantes da bancada do PSOL no estado. No Amapá, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, e Rio Grande do Sul, a iniciativa foi levada a cabo, respectivamente, pelos deputados do PSOL Paulo Lemos, Renato Roseno, Fábio Félix, Sandro Pimentel e pela deputada Luciana Genro. No Pará, além do Requerimento de Informação da deputada Marinor Brito (PSOL), o Conselho de Segurança Pública do estado também protocolou os mesmos questionamentos. Em Minas Gerais, o pedido de informação foi feito pela deputada Andréia de Jesus (PSOL) em conjunto com Leninha Alves e Betão, ambos do PT. Na esfera federal os Requerimentos de Informação foram apresentados pela líder do PSOL, Fernanda Melchionna (PSOL/RJ), em nome da bancada do partido.

Os movimentos sociais e organizações envolvidas esperam que mais parlamentares de outros estados se somem à iniciativa nos próximos dias. No caso de Pernambuco, o mandato coletivo das Juntas (PSOL) já anunciou que realizará iniciativa semelhante nas próximas semanas. Segundo Soraya Misleh, representante da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo, “é urgente escutar o chamado do povo palestino por solidariedade através do embargo militar e denunciar os laços entre o regime israelense de ocupação, colonização e apartheid com o racismo e a militarização no Brasil”.

 

 

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Uma onda de requerimentos de informação dirigidas a governos estaduais e ministérios , parlamentares denunciam cumplicidade brasileira com crimes israelenses e aprofundamento da militarização e racismo no Brasil

Nos dois últimos dias, parlamentares do PSOL e do PT protocolaram requerimentos de informação questionando os Ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública, e as Secretarias de Segurança Pública de oito estados brasileiros e do Distrito Federal sobre as relações comerciais e de cooperação com Israel e empresas israelenses nas áreas de defesa e segurança. As autoridades deverão informar, por exemplo, se as polícias civis, militares, a Força Nacional, a Polícia Federal e as Forças Armadas fazem uso de armamentos israelenses ou realizaram treinamentos naquele país.

Esta onda de Requerimentos de Informação ocorre cerca de um mês após mais de 300 figuras públicas e parlamentares latino-americanos publicarem um manifesto condenando os planos israelenses de anexação de jure da Cisjordânia, e endossando o chamado de organizações da sociedade civil palestina por um embargo militar a Israel. Os parlamentes consideram “ urgente aferir de que modo o Brasil se faz cúmplice das violações perpetradas pelo regime israelense e auxilia na manutenção destas ilegalidades”.

A iniciativa foi articulada por movimentos sociais e organizações da sociedade civil que integram o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), no contexto do 5º Julho Negro. O evento, organizado por movimentos de favelas, de mães e de familiares de vítimas da violência de Estado no Rio de Janeiro, foi realizado virtualmente nesta semana. Gizele Martins, comunicadora social da favela da Maré e uma das organizadoras do Julho Negro, afirma que “a luta contra o racismo e a militarização é global e não se pode aceitar que táticas e tecnologias desenvolvidas sobre o povo palestino ajudem a matar e reprimir ainda mais no Brasil”.

No Rio de Janeiro, a bancada estadual do PSOL, composta por Flávio Serafini, Dani Monteiro, Eliomar Coelho, Mônica Francisco e Renata Souza, enviou ontem o Requerimento de Informação à Secretaria de Segurança Pública do estado. O mesmo ocorreu na quarta-feira, em São Paulo, quando os questionamentos foram apresentados por Mônica Seixas da Bancada Ativista, Carlos Giannazi, Erica Malunguinho e Isa Penna, integrantes da bancada do PSOL no estado. No Amapá, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, e Rio Grande do Sul, a iniciativa foi levada a cabo, respectivamente, pelos deputados do PSOL Paulo Lemos, Renato Roseno, Fábio Félix, Sandro Pimentel e pela deputada Luciana Genro. No Pará, além do Requerimento de Informação da deputada Marinor Brito (PSOL), o Conselho de Segurança Pública do estado também protocolou os mesmos questionamentos. Em Minas Gerais, o pedido de informação foi feito pela deputada Andréia de Jesus (PSOL) em conjunto com Leninha Alves e Betão, ambos do PT. Na esfera federal os Requerimentos de Informação foram apresentados pela líder do PSOL, Fernanda Melchionna (PSOL/RJ), em nome da bancada do partido.

Os movimentos sociais e organizações envolvidas esperam que mais parlamentares de outros estados se somem à iniciativa nos próximos dias. No caso de Pernambuco, o mandato coletivo das Juntas (PSOL) já anunciou que realizará iniciativa semelhante nas próximas semanas. Segundo Soraya Misleh, representante da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo, “é urgente escutar o chamado do povo palestino por solidariedade através do embargo militar e denunciar os laços entre o regime israelense de ocupação, colonização e apartheid com o racismo e a militarização no Brasil”.

 

 

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