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Aumentam tensões entre defensores e opositores ao governo equatoriano

No Equador, os últimos dias têm sido marcados por fortes embates políticos
Aumentam tensões entre defensores e opositores ao governo equatoriano
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Aumentam tensões entre defensores e opositores ao governo equatoriano

Por Signis ALC

No Equador, os últimos dias têm sido marcados por fortes embates políticos

De um lado, partidários do governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, que acusam opositores de tentarem desestabilizar o governo por motivos política. De outro, uma oposição, liderada por duas das principais entidades indígenas do país, que acusam o governo de tentar controlar as organizações sociais e fazer uma reforma constitucional sem consulta.

Depois de caminhar 10 dias, atravessando sete províncias e mais de 20 povos e cidades, uma marcha indígena de oposição ao governo chegou, nesta quinta-feira, 13 de agosto, a Quito. Os manifestantes se somam à Paralisação Nacional convocada pelas organizações sindicais integrantes da Frente Unitária dos Trabalhadores (FUT).

Os máximos dirigentes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), da Confederação Kichwa del Ecuador (Ecuarunari) (filial indígena da serra), a FUT, entre outras organizações reiteram a decisão de iniciar a paralisação para exigir o arquivamento das emendas constitucionais que tramitam na Assembleia Nacional. Além da derrogatória das leis de águas e mineração, a restituição de 40% do aporte às pensões de aposentadoria e a devolução da administração do fundo de fomento ao magistério, entre outras demandas.

O presidente da Conaie, Jorge Herrera, disse que o levante indígena se manterá até que o governo atenda às demandas dos povos indígenas e organizações sociais. Assinalou que outra das demandas tem a ver com a devolução aos povos indígenas do sistema de educação pluricultural e do livre ingresso à universidade.

Respaldo ao governo

Entre tanto, outras organizações sociais afins com o governo ratificaram seu respaldo ao regime e realizaram também uma mobilização em Quito, onde manterão uma “vigília pela democracia” e participarão de um festival da juventude. Por sua vez, o presidente Correa qualificou de ilegal e ilegítimo a paralisação anunciada para esta quinta, 13, pelas organizações sindicais e o movimento indígena, e anunciou que será um fracasso.

Igreja

O bispo e secretário geral da Conferência Episcopal Equatoriana, monsenhor René Coba Galarza, considera que a Igreja não pode “se evadir do tema político”, no qual “as batatas queimam”, e fez um chamado aos leigos a demonstrarem uma atitude cristã. Em um diálogo com a Cáritas Equador, o prelado disse que aos bispos, como pastores, lhes corresponde “iluminar um país que se convulsiona nestes dias” e assinalou que é necessário “tomar consciência lado a lado com a nova evangelização”.

Galarza insistiu em que o papel da Igreja no dialogo nacional é eminentemente pastoral, pelo que reiterou que “todos estamos chamados a dialogar, a ter um diálogo aberto, respeitoso com o diferente. Que o chamado do governo ao diálogo seja sincero, mas a contraparte também tem que fazer a mesma coisa”, disse.

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No Equador, os últimos dias têm sido marcados por fortes embates políticos

De um lado, partidários do governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, que acusam opositores de tentarem desestabilizar o governo por motivos política. De outro, uma oposição, liderada por duas das principais entidades indígenas do país, que acusam o governo de tentar controlar as organizações sociais e fazer uma reforma constitucional sem consulta.

Depois de caminhar 10 dias, atravessando sete províncias e mais de 20 povos e cidades, uma marcha indígena de oposição ao governo chegou, nesta quinta-feira, 13 de agosto, a Quito. Os manifestantes se somam à Paralisação Nacional convocada pelas organizações sindicais integrantes da Frente Unitária dos Trabalhadores (FUT).

Os máximos dirigentes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), da Confederação Kichwa del Ecuador (Ecuarunari) (filial indígena da serra), a FUT, entre outras organizações reiteram a decisão de iniciar a paralisação para exigir o arquivamento das emendas constitucionais que tramitam na Assembleia Nacional. Além da derrogatória das leis de águas e mineração, a restituição de 40% do aporte às pensões de aposentadoria e a devolução da administração do fundo de fomento ao magistério, entre outras demandas.

O presidente da Conaie, Jorge Herrera, disse que o levante indígena se manterá até que o governo atenda às demandas dos povos indígenas e organizações sociais. Assinalou que outra das demandas tem a ver com a devolução aos povos indígenas do sistema de educação pluricultural e do livre ingresso à universidade.

Respaldo ao governo

Entre tanto, outras organizações sociais afins com o governo ratificaram seu respaldo ao regime e realizaram também uma mobilização em Quito, onde manterão uma “vigília pela democracia” e participarão de um festival da juventude. Por sua vez, o presidente Correa qualificou de ilegal e ilegítimo a paralisação anunciada para esta quinta, 13, pelas organizações sindicais e o movimento indígena, e anunciou que será um fracasso.

Igreja

O bispo e secretário geral da Conferência Episcopal Equatoriana, monsenhor René Coba Galarza, considera que a Igreja não pode “se evadir do tema político”, no qual “as batatas queimam”, e fez um chamado aos leigos a demonstrarem uma atitude cristã. Em um diálogo com a Cáritas Equador, o prelado disse que aos bispos, como pastores, lhes corresponde “iluminar um país que se convulsiona nestes dias” e assinalou que é necessário “tomar consciência lado a lado com a nova evangelização”.

Galarza insistiu em que o papel da Igreja no dialogo nacional é eminentemente pastoral, pelo que reiterou que “todos estamos chamados a dialogar, a ter um diálogo aberto, respeitoso com o diferente. Que o chamado do governo ao diálogo seja sincero, mas a contraparte também tem que fazer a mesma coisa”, disse.

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