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Áudio homofóbico de WhatsApp é enviado por engano de advogado para seu cliente gay

“É uma bichinha enrustida”, foi como um advogado se referiu ao seu cliente através de um áudio enviado pelo WhatsApp.
Áudio homofóbico de WhatsApp é enviado por engano de advogado para seu cliente gay
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Áudio homofóbico de WhatsApp é enviado por engano de advogado para seu cliente gay

“É uma bichinha enrustida”, foi como um advogado se referiu ao seu cliente através de um áudio enviado pelo WhatsApp. O professor Anderson Ribeiro, de 32 anos, de Curitiba, ingressou com uma causa trabalhista em um escritório de advocacia e seu caso foi passado para outro advogado, que enviou um áudio ofensivo por engano, mas que acabou se tornando um grande tormento na vida do professor.

Em janeiro de 2017, Anderson contratou uma amiga advogada que trabalhava no mesmo escritório que o autor do áudio. Por motivos profissionais, a advogada não continuou trabalhando no mesmo estabelecimento, que passou a causa para outro advogado. Preocupado com a demora em ser notificado sobre seu novo representante na Justiça, Ribeiro recebeu uma ligação do advogado. Ao mencionar que estava desconfiado por não conhecer o trabalho do novo profissional, foi convidado a ir até o escritório. Ao final da ligação, o advogado gravou o áudio homofóbico e enviou para Anderson, acreditando que a gravação fosse destinada ao grupo de advogados do escritório e não para seu cliente.

“Marquei com o Anderson para terça-feira no escritório. Ele disse que não confia na gente, que não conhece, mas no final ele quis marcar uma consulta. Marquei com ele, o cara é uma… desculpa mas eu vou falar, é uma bichinha enrustida, é um viado que não saiu do armário. De qualquer forma a gente resolve isso depois, eu amanso a bichinha.”, diz o trecho homofóbico e completamente antiprofissional do áudio enviado pelo advogado que tem em torno da mesma idade do cliente.

Depois de ouvir as ofensas, Anderson ficou completamente desolado. Entrou em contato com a amiga advogada que havia ingressado com a ação trabalhista inicialmente, e também conversou com advogadas ativistas LGBT. Todas as profissionais alegaram que cabe um processo por danos morais contra o advogado e o escritório responsável pelo profissional e pela causa do cliente. No entanto, o professor se viu em um empasse, porque se entrar com ação contra o advogado, a amiga também ficaria com sua carreira comprometida, pois foi o elo inicial entre Anderson e o escritório de advocacia.

O áudio ofensivo do advogado causou inúmeras perturbações. O professor, que já vivenciou muitas situações homofóbicas que influenciam em sua vida até hoje, ficou muito abalado junto com sua família e amigos, todos muito ofendidos. Anderson disse que na época não levou o processo adiante pelo receio de prejudicar a amiga, mas que está pensando em tomar as providências cabíveis atualmente. Ribeiro é ativista LGBT e na cidade em que reside, Campina Grande do Sul, na região metropolitana da capital paranaense, já se candidatou à prefeitura. Homossexual assumido desde os seus 18 anos de idade, reside com seu companheiro há mais de quatro anos. “Eu não sou um gay enrustido, tenho uma vida pública e em momento nenhum fugi desse assunto”, disse.

A única retratação do advogado foi uma alegação de que não era homofóbico e um pedido de desculpas. Nenhuma reparação aconteceu por parte do estabelecimento que em breve responderá na justiça pelo áudio. “É possível entrar com uma representação na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), então vamos entrar com essa ação”, disse Anderson.

 

Confira o áudio obtido com exclusividade pela Lado A:

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“É uma bichinha enrustida”, foi como um advogado se referiu ao seu cliente através de um áudio enviado pelo WhatsApp. O professor Anderson Ribeiro, de 32 anos, de Curitiba, ingressou com uma causa trabalhista em um escritório de advocacia e seu caso foi passado para outro advogado, que enviou um áudio ofensivo por engano, mas que acabou se tornando um grande tormento na vida do professor.

Em janeiro de 2017, Anderson contratou uma amiga advogada que trabalhava no mesmo escritório que o autor do áudio. Por motivos profissionais, a advogada não continuou trabalhando no mesmo estabelecimento, que passou a causa para outro advogado. Preocupado com a demora em ser notificado sobre seu novo representante na Justiça, Ribeiro recebeu uma ligação do advogado. Ao mencionar que estava desconfiado por não conhecer o trabalho do novo profissional, foi convidado a ir até o escritório. Ao final da ligação, o advogado gravou o áudio homofóbico e enviou para Anderson, acreditando que a gravação fosse destinada ao grupo de advogados do escritório e não para seu cliente.

“Marquei com o Anderson para terça-feira no escritório. Ele disse que não confia na gente, que não conhece, mas no final ele quis marcar uma consulta. Marquei com ele, o cara é uma… desculpa mas eu vou falar, é uma bichinha enrustida, é um viado que não saiu do armário. De qualquer forma a gente resolve isso depois, eu amanso a bichinha.”, diz o trecho homofóbico e completamente antiprofissional do áudio enviado pelo advogado que tem em torno da mesma idade do cliente.

Depois de ouvir as ofensas, Anderson ficou completamente desolado. Entrou em contato com a amiga advogada que havia ingressado com a ação trabalhista inicialmente, e também conversou com advogadas ativistas LGBT. Todas as profissionais alegaram que cabe um processo por danos morais contra o advogado e o escritório responsável pelo profissional e pela causa do cliente. No entanto, o professor se viu em um empasse, porque se entrar com ação contra o advogado, a amiga também ficaria com sua carreira comprometida, pois foi o elo inicial entre Anderson e o escritório de advocacia.

O áudio ofensivo do advogado causou inúmeras perturbações. O professor, que já vivenciou muitas situações homofóbicas que influenciam em sua vida até hoje, ficou muito abalado junto com sua família e amigos, todos muito ofendidos. Anderson disse que na época não levou o processo adiante pelo receio de prejudicar a amiga, mas que está pensando em tomar as providências cabíveis atualmente. Ribeiro é ativista LGBT e na cidade em que reside, Campina Grande do Sul, na região metropolitana da capital paranaense, já se candidatou à prefeitura. Homossexual assumido desde os seus 18 anos de idade, reside com seu companheiro há mais de quatro anos. “Eu não sou um gay enrustido, tenho uma vida pública e em momento nenhum fugi desse assunto”, disse.

A única retratação do advogado foi uma alegação de que não era homofóbico e um pedido de desculpas. Nenhuma reparação aconteceu por parte do estabelecimento que em breve responderá na justiça pelo áudio. “É possível entrar com uma representação na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), então vamos entrar com essa ação”, disse Anderson.

 

Confira o áudio obtido com exclusividade pela Lado A:

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