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As freiras que defendiam a cultura indígena

Na primeira metade do século passado houve uma redução populacional provocada por doenças como gripe e varíola.
As freiras que defendiam a cultura indígena
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As freiras que defendiam a cultura indígena

Na primeira metade do século passado houve uma redução populacional provocada por doenças como gripe e varíola. Os Taripapé não tinham anticorpos e a situação piorou por um ataque dos índios Kayapó que eram seus inimigos. 

As freiras assumem papel fundamental para a recuperação desse povo e recebem o nome de “parteiras dos Tapirapé”, criada pelo Leonardo Boff. No primeiro momento, elas atuaram no tratamento das doenças e depois no fortalecimento cultural e na recuperação do território tradicional do grupo. 

O sucesso se deve ao fato de que ao invés de catequizar esses indígenas, as freiras optaram por se integrar ao modo de vida deles. Elas viviam em casas parecidas aos dos indígenas, plantavam e comiam como eles e participar de alguns rituais. Essa ideia foi baseado nos ensinamentos de Charles de Foucault, missionário francês que viveu entre árabes nômades no norte da Áfrina na virada do século XIX para o XX.

Além dos cuidados com a saúde Quando começaram, a atuação delas era nos cuidados de saúde. Contudo, as freiras se tornaram interlocutoras entre os indígenas e o mundo fora da comunidade. Atuaram na instalação de uma escola indígena nos anos 1970 e participaram do processo de reconhecimento do território, homologado pelo governo federal como Terra Indígena Urubu Branco em 1998.

Porém, apesar da conquista, ainda há invasões no território Tapirapé por madeireiro e criadores de gado. 

Fim das Irmãzinhas nas Américas Em 2013 a freira Geneviève Hélène Boyé, irmãzinha Veva, morreu e foi enterrada de acordo com o costume indígena, segundo sua escolha. Já a Odile Eglin, irmã Odila, voltou para Paris e foi a última religiosa a conviver com os Tapirapé. 

 

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Na primeira metade do século passado houve uma redução populacional provocada por doenças como gripe e varíola. Os Taripapé não tinham anticorpos e a situação piorou por um ataque dos índios Kayapó que eram seus inimigos. 

As freiras assumem papel fundamental para a recuperação desse povo e recebem o nome de “parteiras dos Tapirapé”, criada pelo Leonardo Boff. No primeiro momento, elas atuaram no tratamento das doenças e depois no fortalecimento cultural e na recuperação do território tradicional do grupo. 

O sucesso se deve ao fato de que ao invés de catequizar esses indígenas, as freiras optaram por se integrar ao modo de vida deles. Elas viviam em casas parecidas aos dos indígenas, plantavam e comiam como eles e participar de alguns rituais. Essa ideia foi baseado nos ensinamentos de Charles de Foucault, missionário francês que viveu entre árabes nômades no norte da Áfrina na virada do século XIX para o XX.

Além dos cuidados com a saúde Quando começaram, a atuação delas era nos cuidados de saúde. Contudo, as freiras se tornaram interlocutoras entre os indígenas e o mundo fora da comunidade. Atuaram na instalação de uma escola indígena nos anos 1970 e participaram do processo de reconhecimento do território, homologado pelo governo federal como Terra Indígena Urubu Branco em 1998.

Porém, apesar da conquista, ainda há invasões no território Tapirapé por madeireiro e criadores de gado. 

Fim das Irmãzinhas nas Américas Em 2013 a freira Geneviève Hélène Boyé, irmãzinha Veva, morreu e foi enterrada de acordo com o costume indígena, segundo sua escolha. Já a Odile Eglin, irmã Odila, voltou para Paris e foi a última religiosa a conviver com os Tapirapé. 

 

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