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26 de junho de 1968 – Passeata dos cem mil

O dia 26 de junho de 1968 foi marcado por um dos acontecimentos mais importantes da História do nosso país
26 de junho de 1968 – Passeata dos cem mil
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26 de junho de 1968 – Passeata dos cem mil

O dia 26 de junho de 1968 foi marcado por um dos acontecimentos mais importantes da História do nosso país: a Passeata dos 100 mil, a manifestação popular de protesto contra a Ditadura Militar no Brasil, ocorrida nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Esta manifestação foi organizada pelo movimento estudantil e contou com a participação de intelectuais, artistas e demais setores da sociedade brasileira.

Os antecedentes da manifestação

Desde 1967, o movimento estudantil era a principal forma de oposição ao regime militar e, nos primeiros meses de 1968, vários protestos foram violentamente reprimidos. Além de se manifestar contra a ditadura militar, o movimento estudantil manifestava contra a política educacional adotada pelo governo, que tendia à privatização.

As prisões e outras ações arbitrárias eram as marcas da atitude do governo militar com relação aos crescentes protestos dos estudantes. Essa repressão atingiu o seu auge no final de março de 1968, com a invasão do restaurante universitário “Calabouço”, onde estudantes protestavam contra o aumento do preço das refeições. Durante a invasão, o secundarista Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro à queima roupa, pelo comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo.

Este fato comoveu e acirrou os ânimos em todo o país. Nos dias seguintes, aconteceram manifestações no centro da cidade do Rio de Janeiro, todas elas violentamente reprimidas, até culminar na missa da Candelária, em 4 de abril, quando soldados a cavalo atacaram estudantes, repórteres, padres e populares. No início de junho daquele mesmo ano, o movimento estudantil começou a organizar mais manifestações públicas, inclusive em outros estados, onde o movimento aumentava o seu nível de organização e mobilização.

AS ATRIZES EVA TODOR, TONIA CARRERO, EVA WILMA, LEILA DINIZ, ODETE LARA E NORMA BENGELL

A passeata

Na manhã do dia 26 de junho de 1968, as ruas da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, já eram tomadas pelos participantes do ato político. A marcha teve início às 14 horas, com aproximadamente 50 mil pessoas presentes. Cerca de uma hora depois, esse número havia dobrado, chegando aos 100 mil manifestantes. Além dos estudantes, a manifestação contou com a participação de artistas, intelectuais, políticos e outros segmentos da sociedade civil brasileira, tornando-a uma das mais expressivas manifestações populares da história da República do Brasil.

Com uma enorme faixa à frente, onde se lia “Abaixo a Ditadura. O Povo no poder”, a passeata durou três horas, encerrando-se em frente à Assembléia Legislativa, sem confrontos com a polícia que acompanhou o protesto durante o seu percurso. As manifestações cresceram, sendo cada vez mais fortemente reprimidas, com a prisão e morte de vários estudantes. A repressão foi coroada com a decretação do AI-5, em 13 de dezembro daquele mesmo ano.

 

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O dia 26 de junho de 1968 foi marcado por um dos acontecimentos mais importantes da História do nosso país: a Passeata dos 100 mil, a manifestação popular de protesto contra a Ditadura Militar no Brasil, ocorrida nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Esta manifestação foi organizada pelo movimento estudantil e contou com a participação de intelectuais, artistas e demais setores da sociedade brasileira.

Os antecedentes da manifestação

Desde 1967, o movimento estudantil era a principal forma de oposição ao regime militar e, nos primeiros meses de 1968, vários protestos foram violentamente reprimidos. Além de se manifestar contra a ditadura militar, o movimento estudantil manifestava contra a política educacional adotada pelo governo, que tendia à privatização.

As prisões e outras ações arbitrárias eram as marcas da atitude do governo militar com relação aos crescentes protestos dos estudantes. Essa repressão atingiu o seu auge no final de março de 1968, com a invasão do restaurante universitário “Calabouço”, onde estudantes protestavam contra o aumento do preço das refeições. Durante a invasão, o secundarista Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi morto com um tiro à queima roupa, pelo comandante da tropa da PM, aspirante Aloísio Raposo.

Este fato comoveu e acirrou os ânimos em todo o país. Nos dias seguintes, aconteceram manifestações no centro da cidade do Rio de Janeiro, todas elas violentamente reprimidas, até culminar na missa da Candelária, em 4 de abril, quando soldados a cavalo atacaram estudantes, repórteres, padres e populares. No início de junho daquele mesmo ano, o movimento estudantil começou a organizar mais manifestações públicas, inclusive em outros estados, onde o movimento aumentava o seu nível de organização e mobilização.

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A passeata

Na manhã do dia 26 de junho de 1968, as ruas da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, já eram tomadas pelos participantes do ato político. A marcha teve início às 14 horas, com aproximadamente 50 mil pessoas presentes. Cerca de uma hora depois, esse número havia dobrado, chegando aos 100 mil manifestantes. Além dos estudantes, a manifestação contou com a participação de artistas, intelectuais, políticos e outros segmentos da sociedade civil brasileira, tornando-a uma das mais expressivas manifestações populares da história da República do Brasil.

Com uma enorme faixa à frente, onde se lia “Abaixo a Ditadura. O Povo no poder”, a passeata durou três horas, encerrando-se em frente à Assembléia Legislativa, sem confrontos com a polícia que acompanhou o protesto durante o seu percurso. As manifestações cresceram, sendo cada vez mais fortemente reprimidas, com a prisão e morte de vários estudantes. A repressão foi coroada com a decretação do AI-5, em 13 de dezembro daquele mesmo ano.

 

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