//“Bolivar” – A face da revolução

“Bolivar” – A face da revolução

Filho de ricos fazendeiros espanhóis radicados na América, Simón Bolívar foi um dos mais importantes revolucionários sul-americanos. Desempenhou um papel primordial no processo de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Após perder os pais quando criança, ficou sob a tutela do tio, Carlos Palacios, que confiou sua educação à Simón Carreño Rodriguez, um pedagogo apaixonado pelos ideais iluministas de liberdade. Muito influenciado por seu professor e pela intensa convivência com os escravos da propriedade, Simón não se comportava como o esperado para um jovem em sua posição social, possuindo intensas opiniões políticas contra o domínio espanhol na região. Após uma viagem para Europa, onde acompanhou a coroação de Napoleão Bonaparte como imperador francês, o jovem retorna à América com os ensinamentos de Rousseau, Montesquieu e Voltaire enraizados, que lhe conferem a primeira faísca para o processo revolucionário. Com o intuito de aprofundar mais o lado humano dessa figura fundamental, chega dia 21 de junho da Netflix a minissérie “Bolívar”.

Filmada em mais de 300 locações naturais na Colômbia e na Espanha, a série busca um olhar mais íntimo para vida de Simón Bolívar, por isso, toma a morte prematura de sua esposa como ponto de partida. Em seguida, retrata o impacto do trágico episódio em sua decisão de participar ativamente do processo revolucionário pela independência das colônias, financiando um exército paralelo para combater as forças espanholas. No entanto, esta tentativa inicial fracassa e Bolívar, para evitar punições das autoridades locais, se vê obrigado ao exílio na floresta Amazônica, onde se alia aos índios e compatriotas vizinhos que compartilham dos mesmos ideias de liberdade e igualdade suprimidos pelo monopólio espanhol. Com isso, “Bolívar” segue a narrar seus feitos, conquistas e batalhas, que resultaram no fim do pacto colonial em cinco países na América Latina e um lugar imortal na História.